Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Cerchiari, Aline Maria Faria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-12122019-162647/
Resumo: A busca por produtos de alta performance, juntamente com a necessidade de desenvolver produtos com baixo impacto ambiental e de processos relativamente pouco sofisticados desencadeou o desenvolvimento dessa pesquisa, onde objetivou-se melhorar o processo de produção do poliuretano à base de óleo de mamona, em laboratório piloto. Iniciou-se com a produção/coleta/seleção das sementes de mamona, passando pelo processo de extração a frio de seus óleos, até a utilização benéfica dos aditivos produzidos, de melhor composição química para uso em madeira lamelada colada (MLC). Caracterizou-se morfologicamente as sementes provenientes da variedade Guarani e de várias outras desconhecidas e intituladas, no conjunto, como variedade selvagem. O peso e volume da semente selvagem foi maior do que da semente Guarani, mas foi observado, em análises de ressonância magnética nuclear, o mesmo teor de óleos para os dois tipos de sementes. A temperatura ideal para extração de óleo das sementes de mamona foi de 103±2°C. Após extraídos, os óleos de ambas as variedades foram caracterizados quanto ao índice de acidez, índice de hidroxila, densidade e perfil cromatográfico. O óleo proveniente da semente selvagem apresentou maior índice de acidez que o valor observado no óleo comercial. Para o poliuretano na função adesivo, a variável analisada foi a resistência ao cisalhamento paralelo (fvg0). O tempo mínimo de prensagem quando utilizado poliuretano de mamona produzido em escala laboratorial foi de 48 h para máxima resistência mecânica das juntas coladas. A máxima gramatura aplicada do poliuretano na união de duas peças de madeira foi de 200g.m-2. Realizou-se um estudo exploratório com 15 tipos de aditivos nas sínteses de poliuretanos com óleo comercial e aditivos como fibras de madeira, goma-laca, glicerina e solução com KOH, selecionados para serem utilizados na composição do poliuretano produzido com óleos extraídos no laboratório. Foi possível produzir poliuretano de mamona a partir de sementes selvagens e Guarani, sem aditivos para a espécie P. caribaea e E. urophylla. Para a espécie C. citriodora, os resultados de resistência foram relativamente baixos, por influência de características da espécie. O poliuretano a base de mamona, produzido segundo a razão molar de metade daquela usada na síntese do adesivo, foi avaliado como impermeabilizante através de testes de absorção de água. A taxa de absorção de água em 268 horas de imersão foi extremamente baixa. Os poliuretanos sintetizados com óleo comercial e de sementes selvagens, testados como impermeabilizante nas madeiras de P. caribaea e C. citriodora apresentaram alta capacidade de impermeabilização e foram melhores do que dois impermeabilizantes comerciais utilizados como referência. A taxa de absorção de água pela madeira de Pinus foi de apenas 0,0075 g de água/hora em imersão total, contra a taxa de absorção de 0,0485 ocorrida na madeira tratada com impermeabilizante comercial. Para o C. citriodora, a taxa de absorção foi de 0,0032 g de água/hora na madeira tratada com o PU de óleo comercial e selvagem, equivalente ao impermeabilizante comercial.
id USP_2dfdc1068daa7910f86f6b4fc9867594
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-12122019-162647
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamentoSustainable production of castor oil-based polyurethane and potential applications in adhesion and waterproofing of reforestation woodsAbsorção de águaAdditiveAditivoCold extractionExtração a frioMechanical propertiesNuclear magnetic resonancePropriedades mecânicasRessonância magnética nuclearSeed technologyTecnologia de sementesWater absorptionA busca por produtos de alta performance, juntamente com a necessidade de desenvolver produtos com baixo impacto ambiental e de processos relativamente pouco sofisticados desencadeou o desenvolvimento dessa pesquisa, onde objetivou-se melhorar o processo de produção do poliuretano à base de óleo de mamona, em laboratório piloto. Iniciou-se com a produção/coleta/seleção das sementes de mamona, passando pelo processo de extração a frio de seus óleos, até a utilização benéfica dos aditivos produzidos, de melhor composição química para uso em madeira lamelada colada (MLC). Caracterizou-se morfologicamente as sementes provenientes da variedade Guarani e de várias outras desconhecidas e intituladas, no conjunto, como variedade selvagem. O peso e volume da semente selvagem foi maior do que da semente Guarani, mas foi observado, em análises de ressonância magnética nuclear, o mesmo teor de óleos para os dois tipos de sementes. A temperatura ideal para extração de óleo das sementes de mamona foi de 103±2°C. Após extraídos, os óleos de ambas as variedades foram caracterizados quanto ao índice de acidez, índice de hidroxila, densidade e perfil cromatográfico. O óleo proveniente da semente selvagem apresentou maior índice de acidez que o valor observado no óleo comercial. Para o poliuretano na função adesivo, a variável analisada foi a resistência ao cisalhamento paralelo (fvg0). O tempo mínimo de prensagem quando utilizado poliuretano de mamona produzido em escala laboratorial foi de 48 h para máxima resistência mecânica das juntas coladas. A máxima gramatura aplicada do poliuretano na união de duas peças de madeira foi de 200g.m-2. Realizou-se um estudo exploratório com 15 tipos de aditivos nas sínteses de poliuretanos com óleo comercial e aditivos como fibras de madeira, goma-laca, glicerina e solução com KOH, selecionados para serem utilizados na composição do poliuretano produzido com óleos extraídos no laboratório. Foi possível produzir poliuretano de mamona a partir de sementes selvagens e Guarani, sem aditivos para a espécie P. caribaea e E. urophylla. Para a espécie C. citriodora, os resultados de resistência foram relativamente baixos, por influência de características da espécie. O poliuretano a base de mamona, produzido segundo a razão molar de metade daquela usada na síntese do adesivo, foi avaliado como impermeabilizante através de testes de absorção de água. A taxa de absorção de água em 268 horas de imersão foi extremamente baixa. Os poliuretanos sintetizados com óleo comercial e de sementes selvagens, testados como impermeabilizante nas madeiras de P. caribaea e C. citriodora apresentaram alta capacidade de impermeabilização e foram melhores do que dois impermeabilizantes comerciais utilizados como referência. A taxa de absorção de água pela madeira de Pinus foi de apenas 0,0075 g de água/hora em imersão total, contra a taxa de absorção de 0,0485 ocorrida na madeira tratada com impermeabilizante comercial. Para o C. citriodora, a taxa de absorção foi de 0,0032 g de água/hora na madeira tratada com o PU de óleo comercial e selvagem, equivalente ao impermeabilizante comercial.The pursuit of high performance products, along with the need to develop products with low environmental impact and relatively unsophisticated processes, triggered the development of this research, which aimed to improve the production process of castor oil- based polyurethane in pilot laboratory. It started with the production/collection/selection of castor seeds through cold extraction of their oils until the beneficial use of additives of better chemical composition for use in Glulam. Seeds of the Guarani variety and several others unknown and characterized as a wild variety were morphologically characterized. Weight and volume of wild seed were higher than that of Guarani seed; however, the same oil content for both seed types was observed in nuclear magnetic resonance analysis. The ideal temperature for oil extraction from castor seeds was 103±2°C. After extraction, oils of both varieties were characterized by the acidity index, hydroxyl index, density, and chromatographic profile. Oil from wild seed presented higher acidity index than the commercial oil. For the adhesive function of polyurethane, shear strength in parallel to the grain (fvg0) was the variable analyzed. The minimum pressing time, using castor polyurethane at laboratory scale, was 48 h for maximum mechanical strength of glued joints. The maximum polyurethane applied at the union of two pieces of wood was 200g.m-2. An exploratory study was conducted with 15 types of additives in the synthesis of polyurethanes with commercial oil and additives, such as wood fibers, shellac, glycerin, and KOH solution, selected for the composition of polyurethane produced with oils extracted in laboratory. It was possible to produce castor polyurethane from wild and Guarani seeds without additives for species P. caribaea and E. urophylla. For C. citriodora, the resistance results were relatively low, due to the influence of species characteristics. Castor oil-based polyurethane, produced at a half-molar ratio of that used in the adhesive synthesis, was evaluated as waterproofing by water absorption tests. The water absorption rate at 268 h of immersion was extremely low. The polyurethanes synthesized with commercial oil and wild seeds, tested as a waterproofer in the woods P. caribaea and C. citriodora, showed high waterproofing capacity and were better than two commercial waterproofing materials used as reference. The water absorption rate by Pinus wood was only 0.0075 g of water/hour in total immersion, compared to the absorption rate 0.0485 in wood treated with commercial waterproofing. For C. citriodora, the absorption rate was 0.0032 g of water/hour in wood treated with commercial and wild oil polyurethane, equivalent to commercial waterproofing.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGarcia, José NivaldoCerchiari, Aline Maria Faria2019-09-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-12122019-162647/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-12-11T12:56:06Zoai:teses.usp.br:tde-12122019-162647Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-12-11T12:56:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
Sustainable production of castor oil-based polyurethane and potential applications in adhesion and waterproofing of reforestation woods
title Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
spellingShingle Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
Cerchiari, Aline Maria Faria
Absorção de água
Additive
Aditivo
Cold extraction
Extração a frio
Mechanical properties
Nuclear magnetic resonance
Propriedades mecânicas
Ressonância magnética nuclear
Seed technology
Tecnologia de sementes
Water absorption
title_short Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
title_full Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
title_fullStr Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
title_full_unstemmed Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
title_sort Produção sustentável de poliuretano à base de óleo de mamona e potenciais aplicações na colagem e impermeabilização de madeiras de reflorestamento
author Cerchiari, Aline Maria Faria
author_facet Cerchiari, Aline Maria Faria
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Garcia, José Nivaldo
dc.contributor.author.fl_str_mv Cerchiari, Aline Maria Faria
dc.subject.por.fl_str_mv Absorção de água
Additive
Aditivo
Cold extraction
Extração a frio
Mechanical properties
Nuclear magnetic resonance
Propriedades mecânicas
Ressonância magnética nuclear
Seed technology
Tecnologia de sementes
Water absorption
topic Absorção de água
Additive
Aditivo
Cold extraction
Extração a frio
Mechanical properties
Nuclear magnetic resonance
Propriedades mecânicas
Ressonância magnética nuclear
Seed technology
Tecnologia de sementes
Water absorption
description A busca por produtos de alta performance, juntamente com a necessidade de desenvolver produtos com baixo impacto ambiental e de processos relativamente pouco sofisticados desencadeou o desenvolvimento dessa pesquisa, onde objetivou-se melhorar o processo de produção do poliuretano à base de óleo de mamona, em laboratório piloto. Iniciou-se com a produção/coleta/seleção das sementes de mamona, passando pelo processo de extração a frio de seus óleos, até a utilização benéfica dos aditivos produzidos, de melhor composição química para uso em madeira lamelada colada (MLC). Caracterizou-se morfologicamente as sementes provenientes da variedade Guarani e de várias outras desconhecidas e intituladas, no conjunto, como variedade selvagem. O peso e volume da semente selvagem foi maior do que da semente Guarani, mas foi observado, em análises de ressonância magnética nuclear, o mesmo teor de óleos para os dois tipos de sementes. A temperatura ideal para extração de óleo das sementes de mamona foi de 103±2°C. Após extraídos, os óleos de ambas as variedades foram caracterizados quanto ao índice de acidez, índice de hidroxila, densidade e perfil cromatográfico. O óleo proveniente da semente selvagem apresentou maior índice de acidez que o valor observado no óleo comercial. Para o poliuretano na função adesivo, a variável analisada foi a resistência ao cisalhamento paralelo (fvg0). O tempo mínimo de prensagem quando utilizado poliuretano de mamona produzido em escala laboratorial foi de 48 h para máxima resistência mecânica das juntas coladas. A máxima gramatura aplicada do poliuretano na união de duas peças de madeira foi de 200g.m-2. Realizou-se um estudo exploratório com 15 tipos de aditivos nas sínteses de poliuretanos com óleo comercial e aditivos como fibras de madeira, goma-laca, glicerina e solução com KOH, selecionados para serem utilizados na composição do poliuretano produzido com óleos extraídos no laboratório. Foi possível produzir poliuretano de mamona a partir de sementes selvagens e Guarani, sem aditivos para a espécie P. caribaea e E. urophylla. Para a espécie C. citriodora, os resultados de resistência foram relativamente baixos, por influência de características da espécie. O poliuretano a base de mamona, produzido segundo a razão molar de metade daquela usada na síntese do adesivo, foi avaliado como impermeabilizante através de testes de absorção de água. A taxa de absorção de água em 268 horas de imersão foi extremamente baixa. Os poliuretanos sintetizados com óleo comercial e de sementes selvagens, testados como impermeabilizante nas madeiras de P. caribaea e C. citriodora apresentaram alta capacidade de impermeabilização e foram melhores do que dois impermeabilizantes comerciais utilizados como referência. A taxa de absorção de água pela madeira de Pinus foi de apenas 0,0075 g de água/hora em imersão total, contra a taxa de absorção de 0,0485 ocorrida na madeira tratada com impermeabilizante comercial. Para o C. citriodora, a taxa de absorção foi de 0,0032 g de água/hora na madeira tratada com o PU de óleo comercial e selvagem, equivalente ao impermeabilizante comercial.
publishDate 2019
dc.date.none.fl_str_mv 2019-09-26
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-12122019-162647/
url http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-12122019-162647/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1865492090103791616