Consumo alimentar e composição corporal de trabalhadoras em turnos durante o climatério: um estudo de intervenção com melatonina exógena

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Luz, Cristina Souza da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-07072025-135643/
Resumo: Introdução: A má qualidade do sono está associada a escolhas alimentares menos saudáveis e a uma pior composição corporal em trabalhadoras noturnas e em mulheres durante o climatério. A terapia com melatonina pode melhorar o sono, podendo ter um efeito positivo no consumo alimentar e consequentemente melhorar a composição corporal. Objetivo: Avaliar o efeito da administração de melatonina exógena no consumo alimentar e composição corporal de trabalhadoras da área da saúde expostas ao trabalho em turnos fixos durante o climatério. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico fase II, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, composto por mulheres no climatério, que trabalhavam em três turnos fixos: matutino, vespertino ou noturno. No baseline, além de dados sociodemográficos, parâmetros de sono autorreferidos, consumo alimentar por meio de diários alimentares e para a análise da composição corporal foi utilizado o exame de bioimpedância. Também realizamos duas coletas de urinas, uma antes da intervenção (Urina zero) para estimar a concentração de 6-sulfatoximelatonina e a outra após o primeiro dia de intervenção (Urina 1) para verificar se a dose de melatonina administrada à noite era excessiva. Após o baseline, as participantes receberam 0,3 mg de melatonina ou placebo durante três meses. Ao final do período de intervenção, os mesmos procedimentos do baseline foram realizados para efeito de comparação. Resultados: No baseline, a média do consumo calórico total e de carboidratos foi maior entre os trabalhadores do turno noturno em comparação com os trabalhadores do turno vespertino (p= 0.02 e p= 0.01). A massa livre de gordura foi significativamente menor nas trabalhadoras do turno vespertino em comparação ao turno noturno (p= 0.02), enquanto a gordura corporal foi maior nas vespertinas em relação às noturnas (p= 0.02). Após a intervenção, não foram observadas diferenças na média do consumo calórico total (p=0.16) e composição corporal (p=0.07) entre os grupos intervenção e placebo. Por outro lado, observamos que as participantes que já haviam passado pela menopausa apresentaram diminuição da gordura corporal comparadas com as não menopausadas, as quais aumentaram, independentemente da intervenção (p=0.04). Conclusão: É possível afirmar que doses que repõem os níveis fisiológicos noturnos de melatonina, quando administradas em noites não contínuas por três meses não foram suficientes para modificar o consumo alimentar e a composição corporal.
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Métodos: Trata-se de um ensaio clínico fase II, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, composto por mulheres no climatério, que trabalhavam em três turnos fixos: matutino, vespertino ou noturno. No baseline, além de dados sociodemográficos, parâmetros de sono autorreferidos, consumo alimentar por meio de diários alimentares e para a análise da composição corporal foi utilizado o exame de bioimpedância. Também realizamos duas coletas de urinas, uma antes da intervenção (Urina zero) para estimar a concentração de 6-sulfatoximelatonina e a outra após o primeiro dia de intervenção (Urina 1) para verificar se a dose de melatonina administrada à noite era excessiva. Após o baseline, as participantes receberam 0,3 mg de melatonina ou placebo durante três meses. Ao final do período de intervenção, os mesmos procedimentos do baseline foram realizados para efeito de comparação. Resultados: No baseline, a média do consumo calórico total e de carboidratos foi maior entre os trabalhadores do turno noturno em comparação com os trabalhadores do turno vespertino (p= 0.02 e p= 0.01). A massa livre de gordura foi significativamente menor nas trabalhadoras do turno vespertino em comparação ao turno noturno (p= 0.02), enquanto a gordura corporal foi maior nas vespertinas em relação às noturnas (p= 0.02). Após a intervenção, não foram observadas diferenças na média do consumo calórico total (p=0.16) e composição corporal (p=0.07) entre os grupos intervenção e placebo. Por outro lado, observamos que as participantes que já haviam passado pela menopausa apresentaram diminuição da gordura corporal comparadas com as não menopausadas, as quais aumentaram, independentemente da intervenção (p=0.04). Conclusão: É possível afirmar que doses que repõem os níveis fisiológicos noturnos de melatonina, quando administradas em noites não contínuas por três meses não foram suficientes para modificar o consumo alimentar e a composição corporal.Introduction: Poor sleep quality is associated with unhealthy dietary choices and worse body composition among night-shift workers and women during the climacteric period. Melatonin therapy may improve sleep, potentially influencing dietary intake and, consequently, body composition. Objective: To evaluate the effect of exogenous melatonin administration on dietary intake and body composition in healthcare workers exposed to fixed-shift work during the climacteric period. Methods: This Phase II randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial included climacteric women working fixed morning, afternoon, or night shifts. At baseline, data collection included sociodemographic information, self-reported sleep parameters, dietary intake via food diaries, and body composition analysis using bioelectrical impedance. Two urine samples were collected: one before the intervention (Urine Zero) to estimate 6-sulfatoxymelatonin levels and another after the first intervention day (Urine 1) to verify whether the administered melatonin dose was excessive. After baseline, participants received either 0.3 mg of melatonin or placebo for three months. The baseline procedures were repeated post-intervention for comparison. Results: At baseline, total caloric and carbohydrate intake were higher among night-shift workers compared to afternoon-shift workers, with statistically significant differences for both calories (p = 0.02) and carbohydrates (p = 0.01). Fat-free mass and body fat percentage were significantly higher among afternoon-shift workers compared to night-shift workers (p= 0.02). Fat-free mass was significantly lower in afternoon-shift workers compared to night-shift workers (p= 0.015), whereas body fat percentage was higher in afternoon-shift workers than in night-shift workers (p= 0.02). After the intervention, no significant differences were observed in mean total caloric intake (p= 0.16) or body composition (p= 0.07) between the intervention and placebo groups. However, postmenopausal participants showed a reduction in body fat compared to premenopausal participants, who experienced a increase, regardless of the intervention (p= 0.04). Conclusion: It can be stated that doses restoring physiological nighttime melatonin levels, when administered on non-consecutive nights over three months, were not sufficient to modify food intake or body composition.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoreno, Claudia Roberta de CastroLuz, Cristina Souza da Silva2025-05-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-07072025-135643/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-07T17:09:02Zoai:teses.usp.br:tde-07072025-135643Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-07T17:09:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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