Frequência de testes complementares para detecção de progressão no glaucoma

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Bruna Melchior
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17150/tde-08022024-163254/
Resumo: Objetivos: Investigar a frequência de testes para otimização da detecção da progressão glaucomatosa nos exames de tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT) e Perimetria Acromática Padrão (SAP). Métodos: Dois bancos de dados de estudos clínicos multicêntricos prospectivos, o ADAGES (African Descent and Glaucoma Evaluation Study) e OHTS (Ocular Hypertension Treatment Study) e um big data multicêntrico retrospectivo (Glaucoma Network Research) foram utilizados nos estudos. Simulações computacionais foram realizadas para estimar o poder de detecção de glaucoma e a frequência ideal de testes em diversos cenários. As variáveis dependentes do estudo foram a Mean Deviation da SAP e a medida global de camada de fibras nervosas da retina peripapilar (pp-CFNR) da SDOCT. Foram utilizadas as perimetrias com estratégias 10-2, 24-2 e 30-2, a depender do objetivo de cada estudo. A variabilidade dos exames da amostra real foi medida a partir do desvio padrão dos resíduos dessas variáveis. A população de estudo foi ampliada em diversos cenários a partir da distribuição normal dos resíduos, com simulação de 10.000 olhos em cada cenário. Foi, então, calculado o tempo para detectar progressão estatisticamente significativa (p<0,05), em cenários com poder de detecção do teste de 80% e 90%. Resultados: As SD-OCTs mais frequentes resultaram em menor tempo para detectar a progressão. Embora houvesse clara desvantagem para testes em intervalos de 24 versus 12 meses (22,4% de tempo [25 meses] de aumento no tempo para detecção de progressão) e ao testar 12 versus seis meses (22,1% de tempo [20 meses] de aumento), a melhora do tempo para detectar a progressão foi menos pronunciada ao comparar seis versus quatro meses (11,5% de redução do tempo [10 meses]). Considerando o tempo para detectar a progressão em hipertensos oculares com poder de 80%, observou-se benefício maior para SAP a cada seis versus 12 meses e 12 versus 24 meses (aproximadamente 18% de redução do tempo em ambos) em comparação com quatro versus seis meses (aproximadamente 11,5% de redução de tempo), considerando a progressão de -0,42 dB/ano. Entre os diferentes padrões de SAP analisados, o tempo para detectar progressão significativa com poder de 80% foi menor com a SAP 10-2, com diminuição de 14,6% a 18,5% quando comparada à SAP 24-2 e redução de 22,9% a 26,5% quando comparada aos pontos centrais da SAP 24-2. A variabilidade da SAP 10-2 foi menor em relação ao 24-2 e aos pontos centrais do 24-2. Conclusões: Há vantagem no uso semestral da SD-OCT, porém pacientes de alto risco podem se beneficiar com intervalos de quatro meses (aqueles com glaucoma inicial e maior variabilidade na SD-OCT). Olhos com hipertensão ocular de alto e médio risco de conversão para glaucoma podem ser seguidos a cada seis meses, enquanto os de baixo risco podem ser acompanhados a cada 12 meses. Na comparação entre os padrões de SAP, o padrão 10-2 apresentou menor variabilidade quando comparado ao 24-2 e aos 12 pontos centrais do 24-2 e, por isso, apresentou melhor desempenho e menor tempo para detecção de progressão no glaucoma. Os achados deste estudo podem servir de base para orientação de seguimento na prática clínica do glaucoma, considerando características particulares dos paciente e as limitações do sistema de saúde.
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As variáveis dependentes do estudo foram a Mean Deviation da SAP e a medida global de camada de fibras nervosas da retina peripapilar (pp-CFNR) da SDOCT. Foram utilizadas as perimetrias com estratégias 10-2, 24-2 e 30-2, a depender do objetivo de cada estudo. A variabilidade dos exames da amostra real foi medida a partir do desvio padrão dos resíduos dessas variáveis. A população de estudo foi ampliada em diversos cenários a partir da distribuição normal dos resíduos, com simulação de 10.000 olhos em cada cenário. Foi, então, calculado o tempo para detectar progressão estatisticamente significativa (p<0,05), em cenários com poder de detecção do teste de 80% e 90%. Resultados: As SD-OCTs mais frequentes resultaram em menor tempo para detectar a progressão. 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Entre os diferentes padrões de SAP analisados, o tempo para detectar progressão significativa com poder de 80% foi menor com a SAP 10-2, com diminuição de 14,6% a 18,5% quando comparada à SAP 24-2 e redução de 22,9% a 26,5% quando comparada aos pontos centrais da SAP 24-2. A variabilidade da SAP 10-2 foi menor em relação ao 24-2 e aos pontos centrais do 24-2. Conclusões: Há vantagem no uso semestral da SD-OCT, porém pacientes de alto risco podem se beneficiar com intervalos de quatro meses (aqueles com glaucoma inicial e maior variabilidade na SD-OCT). Olhos com hipertensão ocular de alto e médio risco de conversão para glaucoma podem ser seguidos a cada seis meses, enquanto os de baixo risco podem ser acompanhados a cada 12 meses. Na comparação entre os padrões de SAP, o padrão 10-2 apresentou menor variabilidade quando comparado ao 24-2 e aos 12 pontos centrais do 24-2 e, por isso, apresentou melhor desempenho e menor tempo para detecção de progressão no glaucoma. Os achados deste estudo podem servir de base para orientação de seguimento na prática clínica do glaucoma, considerando características particulares dos paciente e as limitações do sistema de saúde.Purpose: To investigate the frequency of tests to optimize the detection of glaucomatous progression in Spectral Domain Optical Coherence Tomography (SDOCT) and standard automated perimetry (SAP). Methods: Two databases of prospective multicenter clinical studies, ADAGES (African Descent and Glaucoma Evaluation Study) and OHTS (Ocular Hypertension Treatment Study) and a retrospective multicenter big database (Glaucoma Network Research) were used in the studies. Computer simulations were performed to estimate glaucoma detection power and optimal frequency of testing in various scenarios. The dependent variables of the study were the Mean Deviation from the SAP and the global measure of the peripapillary retinal nerve fiber layer (pp-RNFL) from the SD-OCT. Perimetries with 10-2, 24-2 and 30-2 patterns were used, depending on the objective of each study. The variability of the tests in the real sample was measured from the standard deviation of the variable residuals. The study population was expanded in several scenarios based on the normal distribution of residuals, with a simulation of 10,000 eyes in each scenario. The time for detection of statistically significant progression (P < 0.05) was then calculated, in scenarios with test detection power of 80% and 90%. Results: More frequent SD-OCTs resulted in a shorter time to detect progression. Although there was clear evidence for tests at 24 versus 12 month intervals (22.4% time [25 months] increase in time to detection of progression) and when testing 12 versus 6 months (22.1% time [20 months] increase), the improvement in time to detect progression was less pronounced when comparing 6 versus 4 months (11.5% reduction in time [10 months]). Considering the time to prevent progression in ocular hypertensives with an 80% power, we observed a greater benefit for SAP at every 6 versus 12 months and 12 versus 24 months (approximately 18% time reduction in both) compared to 4 versus 6 months (approximately 11.5% time reduction) considering a progression of -0.42dB/year. Among the different SAP patterns analyzed, the time to detect significant progression with a power of 80% was shorter with SAP 10-2, with a decrease from 14.6% to 18.5% when discovered at SAP 24-2 and a drop from 22.9% to 26.5% when detected at SAP 24-2 midpoints. SAP 10-2 variability was lower in relation to 24-2 and the central points of 24-2. Conclusions: There is an advantage in the biannual use of SD-OCT; however, high-risk patients may benefit from 4-month intervals (those with early glaucoma and greater variability in SD-OCT). Eyes with ocular hypertension at high and medium risk of converting to glaucoma can be followed every 6 months, while low-risk eyes can be followed every 12 months. When comparing the SAP patterns, the 10-2 pattern showed less variability when compared to 24-2 and the 12 central points of 24-2 and, therefore, showed better performance and shorter time to detect progression in glaucoma. The findings of this study can serve as a basis for follow-up guidance in the clinical practice of glaucoma, considering both patient features and limitations of the health system.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoraes, Carlos Gustavo Vasconcelos dePaula, Jayter Silva deSilva, Bruna Melchior2023-10-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17150/tde-08022024-163254/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-03-22T12:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-08022024-163254Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-03-22T12:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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