Ecologia de movimento e comportamento de voo de urubus na Caatinga
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-16042025-145027/ |
Resumo: | Este estudo investiga a ecologia de movimento de urubus no bioma Caatinga em dois capítulos. Baseado na estrutura teórica da ecologia do movimento, o primeiro capítulo analisa como diferenças na capacidade de movimento e navegação podem explicar diferenças interespecíficas entre urubus neotropicais. Utilizando dados de GPS e acelerômetros de 31 urubus-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), 2 urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) e 2 urubus-rei (Sarcoramphus papa) na Caatinga, encontramos uma provável diferenciação de nicho entre espécies simpátricas. Os resultados revelaram diferenças em altitudes de voo e estratégias de forrageamento, possivelmente influenciadas por variações na carga alar e capacidades sensoriais. Contudo, o pequeno número de indivíduos marcados de urubus-de-cabeça-preta e urubus-rei limita inferências robustas entre as espécies. O segundo capítulo foca nos urubus-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) e seu comportamento de voo em resposta a fontes externas de energia. Este capítulo explora como os urubus utilizam modos de voo passivo para economizar energia, adaptando-se a condições ambientais, como a disponibilidade de correntes ascendentes e a altura de voo. Dados de acelerômetro e GPS foram analisados para compreender a relação entre comportamento de voo e fatores externos. Os resultados indicam que os urubus-de-cabeça-vermelha reduzem significativamente o voo ativo (bater de asas) em altitudes mais elevadas, utilizando em vez disso o voo passivo, e que as correntes orográficas diminuem ainda mais a probabilidade de bater de asas em altitudes mais baixas. No entanto, correntes térmicas não mostraram efeito mensurável no comportamento de voo ativo. Essas descobertas destacam a dependência dos urubus-de-cabeça-vermelha de fontes de energia não metabólica e sua capacidade de otimizar o gasto energético durante o forrageamento. Juntos, os dois capítulos fornecem informações críticas sobre a ecologia do movimento de aves carniceiras em uma região que enfrenta rápido desenvolvimento de infraestrutura eólica. |
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Ecologia de movimento e comportamento de voo de urubus na CaatingaMovement ecology and vulture flight behavior of cathartid vultures in the Caatinga semiaridAscendenteAves CarniceirasAvian ScavengersEcologia de MovimentoFlightGPS MonitoringMonitoramento GPSMovement EcologyUpliftUrubusVooVoo PlanadoVultureEste estudo investiga a ecologia de movimento de urubus no bioma Caatinga em dois capítulos. Baseado na estrutura teórica da ecologia do movimento, o primeiro capítulo analisa como diferenças na capacidade de movimento e navegação podem explicar diferenças interespecíficas entre urubus neotropicais. Utilizando dados de GPS e acelerômetros de 31 urubus-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura), 2 urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) e 2 urubus-rei (Sarcoramphus papa) na Caatinga, encontramos uma provável diferenciação de nicho entre espécies simpátricas. Os resultados revelaram diferenças em altitudes de voo e estratégias de forrageamento, possivelmente influenciadas por variações na carga alar e capacidades sensoriais. Contudo, o pequeno número de indivíduos marcados de urubus-de-cabeça-preta e urubus-rei limita inferências robustas entre as espécies. O segundo capítulo foca nos urubus-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) e seu comportamento de voo em resposta a fontes externas de energia. Este capítulo explora como os urubus utilizam modos de voo passivo para economizar energia, adaptando-se a condições ambientais, como a disponibilidade de correntes ascendentes e a altura de voo. Dados de acelerômetro e GPS foram analisados para compreender a relação entre comportamento de voo e fatores externos. Os resultados indicam que os urubus-de-cabeça-vermelha reduzem significativamente o voo ativo (bater de asas) em altitudes mais elevadas, utilizando em vez disso o voo passivo, e que as correntes orográficas diminuem ainda mais a probabilidade de bater de asas em altitudes mais baixas. No entanto, correntes térmicas não mostraram efeito mensurável no comportamento de voo ativo. Essas descobertas destacam a dependência dos urubus-de-cabeça-vermelha de fontes de energia não metabólica e sua capacidade de otimizar o gasto energético durante o forrageamento. Juntos, os dois capítulos fornecem informações críticas sobre a ecologia do movimento de aves carniceiras em uma região que enfrenta rápido desenvolvimento de infraestrutura eólica.This study investigates the movement ecology of vultures within the Caatinga biome in two chapters. Based on the movement ecology framework, the first chapter analyzes how differences in motion and navigation capacity can explain interspecific differences among neotropical vultures. Using GPS and accelerometer data from 31 Turkey Vultures (Cathartes aura), 2 Black Vultures (Coragyps atratus), and 2 King Vultures (Sarcoramphus papa) in the Brazilian Caatinga semi-arid, we found a likely niche differentiation among sympatric vulture species. Results revealed differences in flight heights and foraging strategies, possibly driven by variations in wing loading and sensory capabilities. However, a small number of tagged individuals of Black and King vultures undermines robust inter-specific inferences. The second chapter focuses on Turkey vultures (Cathartes aura) and their flight behavior in response to external energy sources. This chapter explores how vultures utilize passive flight modes to conserve energy, adapting to environmental conditions such as uplift availability and flight height. GPS and accelerometer data was analyzed to understand the relationship between flight behavior and external factors. Results indicate that Turkey vultures significantly reduce active flight (flapping) at higher altitudes, relying instead on passive gliding, and that orographic uplifts further decrease flapping probability at lower altitudes. However, thermal uplifts showed no measurable effect on active flight behavior. These findings highlight the reliance of Turkey vultures on non-metabolic energy sources and their ability to optimize energy expenditure during foraging. Together, the two chapters provide critical insights into the movement ecology of scavenger birds in a region undergoing rapid wind energy infrastructure development.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDénes, Francisco VoeroesMourão, Caetano Luis de Oliveira2025-02-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-16042025-145027/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-17T10:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-16042025-145027Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-17T10:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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