Efetividade de uma equipe para punção venosa em pacientes com câncer: um estudo retrospectivo
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Resumo: | A punção venosa periférica é um procedimento rotineiro para os pacientes oncológicos, mas que, em muitos casos, podem apresentar esgotamento e falência da rede venosa, sendo estes diagnosticados com acesso venoso periférico difícil (AVPD), e com isso, ter complicações como flebite, extravasamento e infiltrações, além de uma maior invasão do paciente quando há obrigatoriedade do acesso central em situações que todas as possibilidades de punção do acesso venoso periférico (AVP) foram esgotadas. Os objetivos estabelecidos para este estudo foram: Verificar a efetividade da presença de um Time de Punção (TP) em pacientes oncológicos diagnosticados com AVPD, por meio da taxa de sucesso, identificar os principais preditores associados à falha na punção venosa e caracterizar a população de pacientes que necessitou do TP. A pesquisa de campo estabelecida foi um estudo de coorte retrospectivo de pacientes com diagnóstico oncológico de um hospital referência em oncologia, público, entre julho de 2018 a julho de 2019, que foram considerados como de punção venosa difícil e com necessidade de acionamento de uma equipe especializada neste procedimento após um número limite de duas tentativas de punção pela equipe local. Foram analisados 406 pacientes que necessitaram do acionamento do TP com diagnóstico de AVPD. A média de idade foi de 58,61±15,85 anos. Os diagnósticos oncológicos mais frequentes foram gastrointestinais (128 [31,5%]), mama (63[15,5%]) e ginecológicos (50[12,3%]). A ocorrência de extravasamento prévio foi de 105 (25,6%) pacientes, e a presença de flebite prévia foi de 26 (6,4%). Em relação ao desfecho da punção pelo TP, obtivemos 86% de sucesso na punção. Os pacientes com presença de extravasamento prévio foram maiores no grupo falha (85 [24,4%] vs 19 [33,3%], p=0,15). Houve predominância de falha na indicação de acesso para transfusão sanguínea (42 [12,3%] vs 10 [17,5%]) e punção pré- procedimentos (17 [4,9%] vs 23 [40,4]), p< 0,001). Ambos os setores que compõem o TP, têm a efetividade de 100% de sucesso na primeira tentativa de punção venosa difícil, ao passo que a partir da segunda, as chances diminuem. A falha do TP foi associada ao extravasamento prévio, sendo este um fator com risco três vezes maior à falha de punção (OR 3,20, IC 2,11-4,86, p<0,001). Desta forma, concluímos que a presença de um TP em uma instituição oncológica demonstrou ser efetiva na aquisição de acesso venoso em pacientes oncológicos com diagnóstico de punção venosa difícil. Os nossos achados podem resultar em uma maior segurança para estes pacientes, tendo em vista uma alta taxa de sucesso de punção que garante a aquisição de um acesso venoso para esta população de pacientes com diagnóstico de punção venosa difícil. |
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Efetividade de uma equipe para punção venosa em pacientes com câncer: um estudo retrospectivoEffectiveness of a venipuncture team in cancer patients: a retrospective studyAcesso vascular difícilCancerCancerCateterismo PeriféricoDifficult Vascular AccessPeripheral CatheterizationA punção venosa periférica é um procedimento rotineiro para os pacientes oncológicos, mas que, em muitos casos, podem apresentar esgotamento e falência da rede venosa, sendo estes diagnosticados com acesso venoso periférico difícil (AVPD), e com isso, ter complicações como flebite, extravasamento e infiltrações, além de uma maior invasão do paciente quando há obrigatoriedade do acesso central em situações que todas as possibilidades de punção do acesso venoso periférico (AVP) foram esgotadas. Os objetivos estabelecidos para este estudo foram: Verificar a efetividade da presença de um Time de Punção (TP) em pacientes oncológicos diagnosticados com AVPD, por meio da taxa de sucesso, identificar os principais preditores associados à falha na punção venosa e caracterizar a população de pacientes que necessitou do TP. A pesquisa de campo estabelecida foi um estudo de coorte retrospectivo de pacientes com diagnóstico oncológico de um hospital referência em oncologia, público, entre julho de 2018 a julho de 2019, que foram considerados como de punção venosa difícil e com necessidade de acionamento de uma equipe especializada neste procedimento após um número limite de duas tentativas de punção pela equipe local. Foram analisados 406 pacientes que necessitaram do acionamento do TP com diagnóstico de AVPD. A média de idade foi de 58,61±15,85 anos. Os diagnósticos oncológicos mais frequentes foram gastrointestinais (128 [31,5%]), mama (63[15,5%]) e ginecológicos (50[12,3%]). A ocorrência de extravasamento prévio foi de 105 (25,6%) pacientes, e a presença de flebite prévia foi de 26 (6,4%). Em relação ao desfecho da punção pelo TP, obtivemos 86% de sucesso na punção. Os pacientes com presença de extravasamento prévio foram maiores no grupo falha (85 [24,4%] vs 19 [33,3%], p=0,15). Houve predominância de falha na indicação de acesso para transfusão sanguínea (42 [12,3%] vs 10 [17,5%]) e punção pré- procedimentos (17 [4,9%] vs 23 [40,4]), p< 0,001). Ambos os setores que compõem o TP, têm a efetividade de 100% de sucesso na primeira tentativa de punção venosa difícil, ao passo que a partir da segunda, as chances diminuem. A falha do TP foi associada ao extravasamento prévio, sendo este um fator com risco três vezes maior à falha de punção (OR 3,20, IC 2,11-4,86, p<0,001). Desta forma, concluímos que a presença de um TP em uma instituição oncológica demonstrou ser efetiva na aquisição de acesso venoso em pacientes oncológicos com diagnóstico de punção venosa difícil. Os nossos achados podem resultar em uma maior segurança para estes pacientes, tendo em vista uma alta taxa de sucesso de punção que garante a aquisição de um acesso venoso para esta população de pacientes com diagnóstico de punção venosa difícil.Peripheral venipuncture is a routine procedure for oncology patients; however, in many cases, they may experience venous depletion and failure, leading to a diagnosis of difficult peripheral venous access (DPVA). This condition can result in complications such as infiltration, phlebitis, and extravasation, as well as increased patient invasiveness when central access becomes necessary after all possibilities of peripheral venous access (PVA) puncture have been exhausted. The objectives established for this study were: To investigate the effectiveness of a Puncture Team (PT) in oncology patients diagnosed with DPVA, by assessing the success rate and identifying the main predictors associated with venipuncture failure, while characterizing the patient population requiring the PT. The chosen field research was a retrospective cohort study conducted on patients diagnosed with cancer in a public hospital specializing in oncology, from July 2018 to July 2019. Patients with difficult venipuncture and requiring specialized team assistance after two unsuccessful attempts by the local team were included in the study. A total of 406 patients with DPVA diagnosis required PT intervention. The mean age was 58.61±15.85 years. The most frequent oncological diagnoses were gastrointestinal (128 [31.5%]), breast (63 [15.5%]), and gynecological (50 [12.3%]). Prior extravasation occurred in 105 (25.6%) patients, and previous phlebitis was present in 26 (6.4%) patients. Regarding the PT\'s puncture outcome, the success rate was 86%. Patients with previous extravasation were more frequent in the failure group (85 [24.4%] vs. 19 [33.3%], p=0.15). Failures were predominant in access for blood transfusion (42 [12.3%] vs. 10 [17.5%]) and pre-procedure punctures (17 [4.9%] vs. 23 [40.4%], p<0.001). Both sectors within the PT demonstrated a 100% success rate in the first attempt at difficult venipuncture, with success rates decreasing from the second attempt onwards. PT failure was associated with prior extravasation, presenting a threefold higher risk of puncture failure (OR 3.20, CI 2.11-4.86, p<0.001). Thus, we conclude that the presence of a PT in an oncological institution proved effective in obtaining venous access in cancer patients with difficult venipuncture. Our findings suggest increased patient safety, given the high success rate in venipuncture, ensuring successful acquisition of venous access for this population of patients with difficult venipuncture diagnosis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPZerati, Antonio EduardoNedachi, Natasha De Lutiis2025-05-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-16102025-125223/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T17:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-16102025-125223Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T17:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A punção venosa periférica é um procedimento rotineiro para os pacientes oncológicos, mas que, em muitos casos, podem apresentar esgotamento e falência da rede venosa, sendo estes diagnosticados com acesso venoso periférico difícil (AVPD), e com isso, ter complicações como flebite, extravasamento e infiltrações, além de uma maior invasão do paciente quando há obrigatoriedade do acesso central em situações que todas as possibilidades de punção do acesso venoso periférico (AVP) foram esgotadas. Os objetivos estabelecidos para este estudo foram: Verificar a efetividade da presença de um Time de Punção (TP) em pacientes oncológicos diagnosticados com AVPD, por meio da taxa de sucesso, identificar os principais preditores associados à falha na punção venosa e caracterizar a população de pacientes que necessitou do TP. A pesquisa de campo estabelecida foi um estudo de coorte retrospectivo de pacientes com diagnóstico oncológico de um hospital referência em oncologia, público, entre julho de 2018 a julho de 2019, que foram considerados como de punção venosa difícil e com necessidade de acionamento de uma equipe especializada neste procedimento após um número limite de duas tentativas de punção pela equipe local. Foram analisados 406 pacientes que necessitaram do acionamento do TP com diagnóstico de AVPD. A média de idade foi de 58,61±15,85 anos. Os diagnósticos oncológicos mais frequentes foram gastrointestinais (128 [31,5%]), mama (63[15,5%]) e ginecológicos (50[12,3%]). A ocorrência de extravasamento prévio foi de 105 (25,6%) pacientes, e a presença de flebite prévia foi de 26 (6,4%). Em relação ao desfecho da punção pelo TP, obtivemos 86% de sucesso na punção. Os pacientes com presença de extravasamento prévio foram maiores no grupo falha (85 [24,4%] vs 19 [33,3%], p=0,15). Houve predominância de falha na indicação de acesso para transfusão sanguínea (42 [12,3%] vs 10 [17,5%]) e punção pré- procedimentos (17 [4,9%] vs 23 [40,4]), p< 0,001). Ambos os setores que compõem o TP, têm a efetividade de 100% de sucesso na primeira tentativa de punção venosa difícil, ao passo que a partir da segunda, as chances diminuem. A falha do TP foi associada ao extravasamento prévio, sendo este um fator com risco três vezes maior à falha de punção (OR 3,20, IC 2,11-4,86, p<0,001). Desta forma, concluímos que a presença de um TP em uma instituição oncológica demonstrou ser efetiva na aquisição de acesso venoso em pacientes oncológicos com diagnóstico de punção venosa difícil. Os nossos achados podem resultar em uma maior segurança para estes pacientes, tendo em vista uma alta taxa de sucesso de punção que garante a aquisição de um acesso venoso para esta população de pacientes com diagnóstico de punção venosa difícil. |
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