A planta que cura: a regulamentação da cannabis medicinal no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lopes, Pedro Gabriel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2140/tde-10092024-130350/
Resumo: A regulação de produtos à base de cannabis para fins medicinais avança ao redor do mundo. Com regras fixadas no âmbito internacional, os países promovem avanços regulatórios para garantir o acesso a este produto, seguindo as obrigações assumidas nas Convenções de Drogas de 1961 e 1971. É o caso do Brasil, em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovaram normas sobre o tema. Entretanto, há dificuldade de compreender os limites regulatórios impostos pelas regulações nacionais e internacionais, já que as obrigações estão dispersas em diversos atos normativos. O objetivo deste trabalho é consolidar as regras aplicáveis para os produtos à base de cannabis, contemplando a Convenção Única sobre Entorpecentes e a Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas, no âmbito internacional, e as resoluções editadas pela ANVISA e o CFM. Para compreensão das decisões tomadas pelos órgãos reguladores, solicitou-se acesso pela Lei de Acesso à Informação aos processos administrativos que resultaram nas normas aprovadas e analisou-se ação civil pública que impactou na regulamentação editada pela ANVISA. Também foram analisadas documentações técnicas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A análise destes atos normativos, amparadas por documentos técnicos e jurídicos, permitiu esmiuçar as obrigações que devem ser atendidas tanto para o controle internacional de drogas quanto para o controle sanitário e ético no país. As Convenções de Drogas sempre admitiram a possibilidade de se regular o uso da cannabis para fins medicinais, desde que definidos controles para evitar o desvio das substâncias obtidas da planta. Com base nestas Convenções, a ANVISA edita sua regulamentação, que avança paulatinamente para ampliar o acesso a terapias à base de cannabis. Na contramão, o CFM adota postura restritiva e limita as hipóteses de prescrições à base da planta. Diante das pressões da sociedade civil, a regulamentação sanitária da cannabis para fins medicinais evolui, sem estar no horizonte qualquer hipótese de revogar este arcabouço jurídico. Deve-se observar, portanto, qual é a regulamentação almejada para consolidar o acesso a produtos à base de cannabis.
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O objetivo deste trabalho é consolidar as regras aplicáveis para os produtos à base de cannabis, contemplando a Convenção Única sobre Entorpecentes e a Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas, no âmbito internacional, e as resoluções editadas pela ANVISA e o CFM. Para compreensão das decisões tomadas pelos órgãos reguladores, solicitou-se acesso pela Lei de Acesso à Informação aos processos administrativos que resultaram nas normas aprovadas e analisou-se ação civil pública que impactou na regulamentação editada pela ANVISA. Também foram analisadas documentações técnicas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A análise destes atos normativos, amparadas por documentos técnicos e jurídicos, permitiu esmiuçar as obrigações que devem ser atendidas tanto para o controle internacional de drogas quanto para o controle sanitário e ético no país. As Convenções de Drogas sempre admitiram a possibilidade de se regular o uso da cannabis para fins medicinais, desde que definidos controles para evitar o desvio das substâncias obtidas da planta. Com base nestas Convenções, a ANVISA edita sua regulamentação, que avança paulatinamente para ampliar o acesso a terapias à base de cannabis. Na contramão, o CFM adota postura restritiva e limita as hipóteses de prescrições à base da planta. Diante das pressões da sociedade civil, a regulamentação sanitária da cannabis para fins medicinais evolui, sem estar no horizonte qualquer hipótese de revogar este arcabouço jurídico. Deve-se observar, portanto, qual é a regulamentação almejada para consolidar o acesso a produtos à base de cannabis.Regulation of cannabis-based products for medical purposes is advancing around the world. With rules established internationally, countries are promoting regulatory advances to ensure access to this product, following the obligations undertaken in the Drug Conventions of 1961 and 1971. This is the case in Brazil, where the National Agency for Health Surveillance (ANVISA) and the Federal Council of Medicine (CFM) have approved resolutions on the subject. However, it is difficult to understand the regulatory limits imposed by national and international regulations, as the obligations are scattered in various normative acts. The aim of this work is to consolidate the rules applicable to cannabis-based products, taking into account the Single Convention on Narcotic Drugs and the Convention on Psychotropic Substances, at the international level, and the resolutions issued by ANVISA and CFM. In order to understand the decisions taken by the regulatory bodies, it was requested access, under Freedom of Information Law, to the administrative processes that resulted in the approved resolutions. It was analyzed, as well, a public civil action that impacted the regulation edited by ANVISA. Technical documentation from the United Nations (UN) and the World Health Organization (WHO) was also analyzed. The analysis of these normative acts, supported by technical and legal documents, has made it possible to narrow down the obligations that must be met both for international drug control and for health and ethical control in the country. The Drug Conventions have always admitted the possibility of regulating the use of cannabis for medicinal purposes, provided that controls are set to prevent the deviation of substances obtained from the plant. Based on these Conventions, ANVISA edits its regulation, which progresses gradually to broaden access to cannabis-based therapies. On the other hand, CFM adopts a restrictive stance and limits the possibilities of plant-based prescriptions. Faced with pressure from civil society, the health regulation of cannabis for medical purposes is evolving, with no possibility on the horizon of revoking this legal framework. It is therefore important to look at the regulation aimed at consolidating access to cannabis-based products.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAith, Fernando Mussa AbujamraLopes, Pedro Gabriel2024-06-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2140/tde-10092024-130350/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-16T09:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-10092024-130350Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-16T09:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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