| Ano de defesa: | 2026 |
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| Autor(a) principal: | |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-14052026-141515/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A artéria radial é reconhecida como o segundo melhor enxerto arterial em cirurgias de revascularização do miocárdio, apresentando melhores resultados de patência em longo prazo quando comparada à veia safena magna. Entretanto, não existem evidências sobre qual melhor enxerto em pacientes com critérios de fragilidade. OBJETIVO: Comparar a patência dos enxertos de artéria radial e de veia safena magna no sistema coronariano esquerdo de pacientes com critérios de fragilidade 12 meses após cirurgia de revascularização do miocárdio. Comparar ainda a patência dos enxertos de acordo com os ramos coronarianos tratados, os desfechos clínicos pós-operatórios e a fragilidade. MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo, observacional e multicêntrico, com base no banco de dados do estudo FRAGILE. Foram incluídos pacientes com idade 60 anos, portadores de doença arterial coronariana e com, pelo menos, dois critérios clínicos de fragilidade, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio isolada, com ou sem circulação extracorpórea. Os participantes foram divididos em dois grupos: RAD, com uso de enxertos de artéria radial, e SAF, com uso de enxertos de veia safena magna, ambos no sistema coronariano esquerdo, além de receber a artéria torácica interna para a artéria descendente anterior. A avaliação de patência foi realizada por angiotomografia coronária e de pontes aos 12 meses. RESULTADOS: Dos 486 pacientes incluídos no FRAGILE trial, 145 realizaram angiotomografia coronariana e foram incluídos; 77 no grupo RAD e 68 no grupo SAF. Os grupos apresentaram características demográficas semelhantes (média de idade 68,7 vs. 67 anos, SAF e RAD, respectivamente), com exceção da diabetes (52,9% vs. 32,5%, SAF e RAD, respectivamente). A taxa de patência global dos enxertos de artéria radial foi superior à dos enxertos de veia safena magna (87,9% vs. 72,2% p=0,012, respectivamente). O ramo coronariano com melhor patência foi o marginal, quando utilizado o enxerto de artéria radial. Observou-se melhora funcional e redução dos critérios de fragilidade em ambos os grupos após 12 meses de seguimento, sendo que os pacientes do grupo RAD reduziram a fragilidade mais rapidamente aos seis meses do que os pacientes do grupo SAF (36,4% vs. 16,3% p<0,001, respectivamente). CONCLUSÃO: Enxertos de artéria radial apresentaram melhor patência em um ano que enxertos venosos no sistema coronariano esquerdo de pacientes com critérios de fragilidade submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica. |
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Avaliação do uso da artéria radial e da veia safena no sistema coronariano esquerdo após cirurgia de revascularização miocárdica em paciente com critérios de fragilidadeEvaluation of the use of the radial artery and the saphenous vein in the left coronary system after coronary artery bypass grafting in patients with frailty criteriaSegalote, Rodrigo CoelhoMejia, Omar Asdrubal VilcaArtéria radialFragilidadePonte de artéria coronáriaVeia safenaCoronary artery bypassFrailtyRadial arterySaphenous veinINTRODUÇÃO: A artéria radial é reconhecida como o segundo melhor enxerto arterial em cirurgias de revascularização do miocárdio, apresentando melhores resultados de patência em longo prazo quando comparada à veia safena magna. Entretanto, não existem evidências sobre qual melhor enxerto em pacientes com critérios de fragilidade. OBJETIVO: Comparar a patência dos enxertos de artéria radial e de veia safena magna no sistema coronariano esquerdo de pacientes com critérios de fragilidade 12 meses após cirurgia de revascularização do miocárdio. Comparar ainda a patência dos enxertos de acordo com os ramos coronarianos tratados, os desfechos clínicos pós-operatórios e a fragilidade. MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo, observacional e multicêntrico, com base no banco de dados do estudo FRAGILE. Foram incluídos pacientes com idade 60 anos, portadores de doença arterial coronariana e com, pelo menos, dois critérios clínicos de fragilidade, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio isolada, com ou sem circulação extracorpórea. Os participantes foram divididos em dois grupos: RAD, com uso de enxertos de artéria radial, e SAF, com uso de enxertos de veia safena magna, ambos no sistema coronariano esquerdo, além de receber a artéria torácica interna para a artéria descendente anterior. A avaliação de patência foi realizada por angiotomografia coronária e de pontes aos 12 meses. RESULTADOS: Dos 486 pacientes incluídos no FRAGILE trial, 145 realizaram angiotomografia coronariana e foram incluídos; 77 no grupo RAD e 68 no grupo SAF. Os grupos apresentaram características demográficas semelhantes (média de idade 68,7 vs. 67 anos, SAF e RAD, respectivamente), com exceção da diabetes (52,9% vs. 32,5%, SAF e RAD, respectivamente). A taxa de patência global dos enxertos de artéria radial foi superior à dos enxertos de veia safena magna (87,9% vs. 72,2% p=0,012, respectivamente). O ramo coronariano com melhor patência foi o marginal, quando utilizado o enxerto de artéria radial. Observou-se melhora funcional e redução dos critérios de fragilidade em ambos os grupos após 12 meses de seguimento, sendo que os pacientes do grupo RAD reduziram a fragilidade mais rapidamente aos seis meses do que os pacientes do grupo SAF (36,4% vs. 16,3% p<0,001, respectivamente). CONCLUSÃO: Enxertos de artéria radial apresentaram melhor patência em um ano que enxertos venosos no sistema coronariano esquerdo de pacientes com critérios de fragilidade submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica.INTRODUCTION: The radial artery is recognized as the second-best arterial conduit in coronary artery bypass grafting (CABG), demonstrating superior long-term patency compared with the great saphenous vein. However, there is no evidence regarding the optimal graft choice for patients who meet clinical criteria of frailty. OBJECTIVE: To compare the patency of radial artery and great saphenous vein grafts in the left coronary system of patients with frailty criteria, 12 months after coronary artery bypass grafting. Additionally, to compare graft patency according to the treated coronary branches, postoperative clinical outcomes, and frailty progression. METHODS: This was a prospective, observational, multicenter cohort study based on the FRAGILE trial database. Patients aged 60 years, with coronary artery disease and at least two clinical criteria of frailty, who underwent isolated coronary artery bypass grafting with or without cardiopulmonary bypass, were included. Participants were divided into two groups: the RAD group, which received radial artery grafts, and the SVG group, which received great saphenous vein grafts both used for revascularization of the left coronary system in addition to the left internal thoracic artery to the left anterior descending artery. Graft patency was assessed by coronary computed tomography angiography at 12 months postoperatively. RESULTS: Among the 486 patients enrolled in the FRAGILE trial, 145 underwent coronary computed tomography angiography and were included in this analysis: 77 in the RAD group and 68 in the SVG group. The groups exhibited similar demographic characteristics (mean age 68.7 vs. 67 years for SVG and RAD, respectively), except for diabetes prevalence (52.9% vs. 32.5%, respectively). The overall graft patency rate was significantly higher for radial artery grafts than for great saphenous vein grafts (87.9% vs. 72.2%, p = 0.012). The coronary branch with the highest patency rate when grafted with the radial artery was the obtuse marginal branch. Functional improvement and reduction in frailty criteria were observed in both groups after 12 months of follow-up. However, patients in the RAD group demonstrated a faster reduction in frailty at six months compared with those in the SVG group (36.4% vs. 16.3%, p < 0.001). CONCLUSION: Radial artery grafts demonstrated superior one-year patency compared with venous grafts in the left coronary system of frail patients undergoing coronary artery bypass grafting.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Medicina2026-05-152026-05-15T17:34:02Z2026-01-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-14052026-141515/10.11606/T.5.2026.tde-14052026-141515tde-14052026-141515Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPDoutoradodoctoralUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-15T17:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-14052026-141515 |
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