Avaliação ultrassonográfica da musculatura esquelética e respiratória em pacientes com Atrofia Muscular Espinhal.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-26032026-153851/ |
Resumo: | Introdução: Atrofia muscular espinhal (AME) ligada ao cromossomo 5q é uma doença genética degenerativa que afeta neurônios motores localizados no corno anterior da medula espinhal e núcleos bulbares de nervos cranianos. Os pacientes desenvolvem fraqueza muscular progressiva com comprometimento também bulbar e respiratório. Os pacientes podem apresentar diferentes formas clínicas de acordo com a época do início e da habilidade motora máxima adquirida (tipos de 0 a 4). Usualmente, os pacientes são avaliados utilizando escalas motoras, visando a caracterização da história natural da doença e dos efeitos de tratamentos medicamentosos. Este estudo visa avaliar padrões ultrassonográficos musculares de pacientes com diferentes formas clínicas de AME, e sua correlação com o estado funcional motor, bem com seu potencial para avaliar a progressão da doença. Métodos: Examinamos os músculos bíceps braquial, reto femoral, diafragma, intercostais e multífidos torácicos de 41 pacientes com AME dos tipos 1 a 4, e 46 controles saudáveis pareados por sexo, usando ultrassom modo B para análise de histograma de escala de cinza, área (somente bíceps braquial e reto femoral) e razão de espessamento do diafragma. As escalas funcionais CHOP INTEND (Childrens Hospital of Philadelphia Infant Test of Neuromuscular Disorders) e HFMSE (Hammersmith Functional Motor Scale Expanded) foram aplicadas apenas aos pacientes. Analisamos as anormalidades ultrassonográficas em subtipos clínicos específicos e correlacionamos com as escalas funcionais. Resultados: Comparados aos controles, os pacientes apresentaram redução da área muscular e aumento da mediana do histograma de cinza para todos os músculos (p<0,001), com correlação estabelecida entre o aumento da mediana do histograma e a gravidade da AME para bíceps braquial, reto femoral e intercostais (p=0,03, p=0,01 e p=0,004, respectivamente) utilizando a HFMSE. A razão de espessamento do diafragma foi normal na maioria dos pacientes, e os músculos intercostais apresentaram maior mediana de histograma de cinza do que o diafragma, em relação aos controles. Conclusões: O ultrassom se mostrou útil para quantificar as alterações musculares na AME e parece ter boa correlação com o estado funcional motor. A razão de espessamento do diafragma pode ser normal mesmo quando há comprometimento acentuado dos músculos respiratórios na análise quantitativa. Entretanto, os músculos intercostais foram mais afetados do que o diafragma. Estudos futuros com avaliação seriada dos pacientes podem determinar o valor do ultrassom como biomarcador para seguimento dos pacientes, em especial após introdução de terapias medicamentosas. |
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Avaliação ultrassonográfica da musculatura esquelética e respiratória em pacientes com Atrofia Muscular Espinhal.Ultrasonographic Evaluation of Skeletal and Respiratory Musculature in Patients with Spinal Muscular AtrophyAtrofia Muscular EspinhalAvaliação quantitativaDoenças neuromuscularesMuscle ultrasoundNeuromuscular disordersQuantitative assessmentSpinal Muscular AtrophyUltrassonografia de músculosIntrodução: Atrofia muscular espinhal (AME) ligada ao cromossomo 5q é uma doença genética degenerativa que afeta neurônios motores localizados no corno anterior da medula espinhal e núcleos bulbares de nervos cranianos. Os pacientes desenvolvem fraqueza muscular progressiva com comprometimento também bulbar e respiratório. Os pacientes podem apresentar diferentes formas clínicas de acordo com a época do início e da habilidade motora máxima adquirida (tipos de 0 a 4). Usualmente, os pacientes são avaliados utilizando escalas motoras, visando a caracterização da história natural da doença e dos efeitos de tratamentos medicamentosos. Este estudo visa avaliar padrões ultrassonográficos musculares de pacientes com diferentes formas clínicas de AME, e sua correlação com o estado funcional motor, bem com seu potencial para avaliar a progressão da doença. Métodos: Examinamos os músculos bíceps braquial, reto femoral, diafragma, intercostais e multífidos torácicos de 41 pacientes com AME dos tipos 1 a 4, e 46 controles saudáveis pareados por sexo, usando ultrassom modo B para análise de histograma de escala de cinza, área (somente bíceps braquial e reto femoral) e razão de espessamento do diafragma. As escalas funcionais CHOP INTEND (Childrens Hospital of Philadelphia Infant Test of Neuromuscular Disorders) e HFMSE (Hammersmith Functional Motor Scale Expanded) foram aplicadas apenas aos pacientes. Analisamos as anormalidades ultrassonográficas em subtipos clínicos específicos e correlacionamos com as escalas funcionais. Resultados: Comparados aos controles, os pacientes apresentaram redução da área muscular e aumento da mediana do histograma de cinza para todos os músculos (p<0,001), com correlação estabelecida entre o aumento da mediana do histograma e a gravidade da AME para bíceps braquial, reto femoral e intercostais (p=0,03, p=0,01 e p=0,004, respectivamente) utilizando a HFMSE. A razão de espessamento do diafragma foi normal na maioria dos pacientes, e os músculos intercostais apresentaram maior mediana de histograma de cinza do que o diafragma, em relação aos controles. Conclusões: O ultrassom se mostrou útil para quantificar as alterações musculares na AME e parece ter boa correlação com o estado funcional motor. A razão de espessamento do diafragma pode ser normal mesmo quando há comprometimento acentuado dos músculos respiratórios na análise quantitativa. Entretanto, os músculos intercostais foram mais afetados do que o diafragma. Estudos futuros com avaliação seriada dos pacientes podem determinar o valor do ultrassom como biomarcador para seguimento dos pacientes, em especial após introdução de terapias medicamentosas.Abstract: Introduction: 5q-linked Spinal Muscular Atrophy (SMA) is a genetic degenerative disease that affects motor neurons located in the anterior horn of the spinal cord and bulbar nuclei of cranial nerves. Patients develop progressive muscle weakness, including bulbar and respiratory involvement. Clinical presentation varies depending on the age of onset and the highest motor skill achieved (types 0 to 4). Typically, patients are assessed using motor scales to characterize the natural history of the disease and the effects of pharmacological treatments. This study aims to evaluate muscle ultrasound patterns in patients with different clinical types of SMA and correlate these findings with motor functional status, as well as assess the techniques potential for monitoring disease progression. Methods: We examined the biceps brachii, rectus femoris, diaphragm, intercostal, and thoracic multifidus muscles in 41 patients with SMA types 1 to 4 and 46 healthy controls matched by sex. B-mode ultrasound was used to analyze grayscale histogram, muscle area (biceps brachii and rectus femoris only), and diaphragm thickening ratio. Functional scales CHOP INTEND (Childrens Hospital of Philadelphia Infant Test of Neuromuscular Disorders) and HFMSE (Hammersmith Functional Motor Scale Expanded) were applied only to patients. We analyzed ultrasound abnormalities across clinical subtypes and correlated them with functional scales. Results: Compared to controls, patients showed reduced muscle area and increased grayscale histogram median across all muscles (p<0.001). There was a significant correlation between histogram median and disease severity for the biceps brachii, rectus femoris, and intercostals (p=0.03, p=0.01, and p=0.004 respectively) using the HFMSE scale. Diaphragm thickening ratio was normal in most patients, and intercostal muscles showed higher grayscale histogram median than the diaphragm when compared to controls. Conclusion: Ultrasound proved effective in quantifying muscular changes in SMA and appeared to correlate well with motor functional status. Diaphragm thickening ratio can remain normal even in the presence of significant respiratory muscle involvement on quantitative analysis. Nonetheless, intercostal muscles were more affected than the diaphragm. Future studies with serial assessments may determine the value of ultrasound as a biomarker for patient monitoring, especially following the introduction of drug therapies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPZanoteli, EdmarMoreira, Ana Lucila2025-12-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-26032026-153851/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-26T19:57:03Zoai:teses.usp.br:tde-26032026-153851Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-26T19:57:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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