Efeito do riluzole e da minociclina individualmente e associados na lesão medular aguda experimental em ratos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-02032026-163951/ |
Resumo: | A lesão medular representa uma das principais causas de deficiência física com importante repercussão na qualidade de vida dos pacientes, além do impacto financeiro implicado com gastos em saúde e perda da capacidade laboral. Do ponto de vista fisiopatológico, a lesão medular caracteriza-se por um processo bifásico, envolvendo inicialmente a lesão primária resultante do insulto traumático direto , seguida pela lesão secundária, um fenômeno celular multifatorial que contribui para a progressão do dano neurológico. A descompressão cirúrgica precoce permanece como a principal abordagem terapêutica disponível. O aprofundamento do conhecimento sobre os mecanismos da fase secundária tem propiciado o desenvolvimento de intervenções neuroprotetoras experimentais, particularmente em modelos animais. O riluzole e a minociclina têm sido investigados como agentes neuroprotetores. Por atuarem em vias fisiopatológicas distintas da lesão secundária, postula-se que sua associação apresente efeito sinérgico neuroprotetor. O objetivo deste estudo é avaliar a preservação histológica a nível medular e a recuperação funcional motora de ratos Wistar com paraplegia cirurgicamente provocada, seguida de injeção de riluzole e minociclina isoladamente e associados. Foram submetidos à lesão medular ao nível de T8-T10, 50 ratos da linhagem Wistar, divididos em 5 grupos com 10 animais em cada a receberem os seguintes protocolos: grupo 1: sham (somente laminectomia), grupo 2: salina, grupo 3: riluzole, grupo 4: minociclina e grupo 5: riluzole + minociclina. Os ratos foram avaliados pela Escala de Basso, Beatie e Bresnahan (BBB), pelo Teste da Escada no Plano Horizontal (EPH) e pela presença de bexiga neurogênica por 6 semanas. Também foi realizada a análise histológica da medula espinhal com coloração por hematoxilina-eosina (HE) e luxol fast blue (LFB). A minociclina, isoladamente e em associação com o riluzole, demonstrou recuperação neurológica mais veloz por meio da escala de BBB, em comparação aos demais grupos (p < 0,001); no entanto, não houve diferença estatística entre os grupos após 6 semanas (p > 0,999). Na avaliação motora pela EPH, todos os grupos submetidos à intervenção farmacológica mostraram desempenho neurológico e funcional superior ao grupo salina (p < 0,05); o grupo riluzole + minociclina obteve resultados comparáveis aos do grupo sham (p > 0,999). Observou-se que a minociclina, tanto isoladamente quanto em associação com o riluzole, promoveu redução significativa do tempo de bexiga neurogênica em relação aos demais grupos (p < 0,001). A análise histológica não revelou diferenças estatísticas com padrão de superioridade para qualquer intervenção. Este estudo reforça a hipótese de melhora funcional após trauma raquimedular com o uso do riluzole e da minociclina e sugere que haja um ganho adicional com a associação de ambos. |
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Efeito do riluzole e da minociclina individualmente e associados na lesão medular aguda experimental em ratosEvaluation of the isolated and combined effects of riluzole and minocycline in an experimental model of acute spinal cord injury in ratsMedula espinhalMinociclinaMinocyclineRatos WistarRats WistarRiluzolRiluzoleSpinal cordSpinal cord injuriesTraumatismos da medula espinhalA lesão medular representa uma das principais causas de deficiência física com importante repercussão na qualidade de vida dos pacientes, além do impacto financeiro implicado com gastos em saúde e perda da capacidade laboral. Do ponto de vista fisiopatológico, a lesão medular caracteriza-se por um processo bifásico, envolvendo inicialmente a lesão primária resultante do insulto traumático direto , seguida pela lesão secundária, um fenômeno celular multifatorial que contribui para a progressão do dano neurológico. A descompressão cirúrgica precoce permanece como a principal abordagem terapêutica disponível. O aprofundamento do conhecimento sobre os mecanismos da fase secundária tem propiciado o desenvolvimento de intervenções neuroprotetoras experimentais, particularmente em modelos animais. O riluzole e a minociclina têm sido investigados como agentes neuroprotetores. Por atuarem em vias fisiopatológicas distintas da lesão secundária, postula-se que sua associação apresente efeito sinérgico neuroprotetor. O objetivo deste estudo é avaliar a preservação histológica a nível medular e a recuperação funcional motora de ratos Wistar com paraplegia cirurgicamente provocada, seguida de injeção de riluzole e minociclina isoladamente e associados. Foram submetidos à lesão medular ao nível de T8-T10, 50 ratos da linhagem Wistar, divididos em 5 grupos com 10 animais em cada a receberem os seguintes protocolos: grupo 1: sham (somente laminectomia), grupo 2: salina, grupo 3: riluzole, grupo 4: minociclina e grupo 5: riluzole + minociclina. Os ratos foram avaliados pela Escala de Basso, Beatie e Bresnahan (BBB), pelo Teste da Escada no Plano Horizontal (EPH) e pela presença de bexiga neurogênica por 6 semanas. Também foi realizada a análise histológica da medula espinhal com coloração por hematoxilina-eosina (HE) e luxol fast blue (LFB). A minociclina, isoladamente e em associação com o riluzole, demonstrou recuperação neurológica mais veloz por meio da escala de BBB, em comparação aos demais grupos (p < 0,001); no entanto, não houve diferença estatística entre os grupos após 6 semanas (p > 0,999). Na avaliação motora pela EPH, todos os grupos submetidos à intervenção farmacológica mostraram desempenho neurológico e funcional superior ao grupo salina (p < 0,05); o grupo riluzole + minociclina obteve resultados comparáveis aos do grupo sham (p > 0,999). Observou-se que a minociclina, tanto isoladamente quanto em associação com o riluzole, promoveu redução significativa do tempo de bexiga neurogênica em relação aos demais grupos (p < 0,001). A análise histológica não revelou diferenças estatísticas com padrão de superioridade para qualquer intervenção. Este estudo reforça a hipótese de melhora funcional após trauma raquimedular com o uso do riluzole e da minociclina e sugere que haja um ganho adicional com a associação de ambos.Spinal cord injury represents one of the leading causes of physical disability, significantly affecting patients quality of life, in addition to the financial burden related to healthcare costs and loss of work capacity. From a pathophysiological perspective, spinal cord injury is characterized by a biphasic process involving an initial primary injuryresulting from the direct traumatic insultfollowed by a secondary injury, a multifactorial cellular phenomenon that contributes to the progression of neurological damage. Early surgical decompression remains the primary therapeutic approach currently available. Advances in understanding the mechanisms of the secondary phase have enabled the development of experimental neuroprotective interventions, particularly in animal models. Riluzole and minocycline have been investigated as potential neuroprotective agents. As they act on distinct pathophysiological pathways involved in secondary injury, it is hypothesized that their combined use may have a synergistic neuroprotective effect. The aim of this study was to evaluate histological preservation at the spinal level and motor functional recovery in Wistar rats with surgically induced paraplegia, followed by administration of riluzole and minocycline, both separately and in combination. Fifty Wistar rats underwent spinal cord injury at the T8T10 level and were randomly assigned into five groups (n = 10 per group) according to the following protocols: Group 1: sham (laminectomy only), Group 2: saline, Group 3: riluzole, Group 4: minocycline, and Group 5: riluzole + minocycline. The animals were evaluated using the Basso, Beattie, and Bresnahan scale (BBB), the ladder beam walking test and for the presence of neurogenic bladder for a period of six weeks. Histological analysis of the spinal cord was also performed using hematoxylin-eosin and Luxol fast blue staining. Minocycline, both alone and in combination with riluzole, demonstrated faster neurological recovery based on the BBB scale compared to the other groups (p < 0.001); however, no statistically significant differences were found between groups at six weeks (p > 0.999). In motor assessment using the ladder beam walking test, all pharmacologically treated groups showed superior neurological and functional performance compared to the saline group (p < 0.05); the riluzole + minocycline group presented results comparable to the sham group (p > 0.999). Minocycline, whether used alone or in combination with riluzole, significantly reduced the duration of neurogenic bladder when compared to the other groups (p < 0.001). Histological analysis did not reveal statistically significant differences suggesting superiority of any specific intervention. This study supports the hypothesis of functional improvement following spinal cord trauma with the use of riluzole and minocycline and suggests a potential additive benefit when both are combined.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCristante, Alexandre FogaçaSilva, Ricardo Teixeira e2025-10-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-02032026-163951/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-03T14:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-02032026-163951Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-03T14:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A lesão medular representa uma das principais causas de deficiência física com importante repercussão na qualidade de vida dos pacientes, além do impacto financeiro implicado com gastos em saúde e perda da capacidade laboral. Do ponto de vista fisiopatológico, a lesão medular caracteriza-se por um processo bifásico, envolvendo inicialmente a lesão primária resultante do insulto traumático direto , seguida pela lesão secundária, um fenômeno celular multifatorial que contribui para a progressão do dano neurológico. A descompressão cirúrgica precoce permanece como a principal abordagem terapêutica disponível. O aprofundamento do conhecimento sobre os mecanismos da fase secundária tem propiciado o desenvolvimento de intervenções neuroprotetoras experimentais, particularmente em modelos animais. O riluzole e a minociclina têm sido investigados como agentes neuroprotetores. Por atuarem em vias fisiopatológicas distintas da lesão secundária, postula-se que sua associação apresente efeito sinérgico neuroprotetor. O objetivo deste estudo é avaliar a preservação histológica a nível medular e a recuperação funcional motora de ratos Wistar com paraplegia cirurgicamente provocada, seguida de injeção de riluzole e minociclina isoladamente e associados. Foram submetidos à lesão medular ao nível de T8-T10, 50 ratos da linhagem Wistar, divididos em 5 grupos com 10 animais em cada a receberem os seguintes protocolos: grupo 1: sham (somente laminectomia), grupo 2: salina, grupo 3: riluzole, grupo 4: minociclina e grupo 5: riluzole + minociclina. Os ratos foram avaliados pela Escala de Basso, Beatie e Bresnahan (BBB), pelo Teste da Escada no Plano Horizontal (EPH) e pela presença de bexiga neurogênica por 6 semanas. Também foi realizada a análise histológica da medula espinhal com coloração por hematoxilina-eosina (HE) e luxol fast blue (LFB). A minociclina, isoladamente e em associação com o riluzole, demonstrou recuperação neurológica mais veloz por meio da escala de BBB, em comparação aos demais grupos (p < 0,001); no entanto, não houve diferença estatística entre os grupos após 6 semanas (p > 0,999). Na avaliação motora pela EPH, todos os grupos submetidos à intervenção farmacológica mostraram desempenho neurológico e funcional superior ao grupo salina (p < 0,05); o grupo riluzole + minociclina obteve resultados comparáveis aos do grupo sham (p > 0,999). Observou-se que a minociclina, tanto isoladamente quanto em associação com o riluzole, promoveu redução significativa do tempo de bexiga neurogênica em relação aos demais grupos (p < 0,001). A análise histológica não revelou diferenças estatísticas com padrão de superioridade para qualquer intervenção. Este estudo reforça a hipótese de melhora funcional após trauma raquimedular com o uso do riluzole e da minociclina e sugere que haja um ganho adicional com a associação de ambos. |
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