Atividade oscilatória gama subjacente a priming semântico em esquizofrenia
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14062022-122833/ |
Resumo: | A esquizofrenia (SCZ) pode ser caracterizada pela integração alterada não apenas em termos de pensamentos e sentimentos, mas também a nível de processamento neural. De acordo com essa caracterização, sugere-se que a atividade oscilatória gama (>30 Hz), possível mecanismo de integração de processos neurais, esteja alterada no transtorno. O presente estudo examinou a integração semântica, um aspecto específico de integração de processos neurais, por meio da análise da atividade gama durante priming semântico. Nossa hipótese foi que, se a integração semântica estiver prejudicada na SCZ, então a modulação da atividade gama por priming semântico seria menor no transtorno em comparação ao grupo controle. Dados eletroencefalográficos foram coletados de dezoito pacientes com SCZ (n=14 analisados) e de quarenta e três controles de desenvolvimento típico (DT) (n=30 analisados) durante a realização de uma tarefa de priming semântico. Nessa tarefa, palavras prime (ex.: BOLA) eram seguidas por imagens alvo congruentes (ex.: imagem de uma bola) ou incongruentes (ex.: imagem de um garfo). As medidas comportamentais de acurácia, tempo de reação e escore de diferença de priming, assim como as medidas eletroencefalográficas de potência evocada e induzida, conectividade baseada em sincronia de fase, coeficiente de agrupamento e comprimento de trajetória - todas na banda de frequência gama (30-50 Hz) - foram analisadas em resposta à imagem alvo. O priming semântico foi definido como a diferença dessas medidas entre as condições congruente e incongruente. Nas medidas comportamentais, o menor tempo de reação na condição congruente do que na incongruente indicou que o priming semântico ocorreu, e este não diferiu entre os grupos, conforme indicado pelo escore de diferença de priming; ademais, pacientes com SCZ apresentaram menor acurácia do que os controles. Já em relação às medidas eletroencefalográficas, não foram encontradas diferenças significativas entre as condições em nenhum dos grupos, sugerindo ausência de priming semântico nessas medidas. Porém, a potência da atividade gama evocada e induzida foi maior no grupo SCZ independentemente da condição. Embora nossos resultados não permitam concluir se a integração semântica está alterada na SCZ, eles sugerem que a atividade oscilatória gama não é modulada por priming semântico na tarefa em questão. Ademais, o achado inesperado de potência gama aumentada na SCZ independentemente da condição pode indicar um processamento neural excessivo que acaba por prejudicar a performance cognitiva. Entretanto, é possível que o pequeno tamanho amostral, principalmente do grupo SCZ, tenha encoberto outras diferenças entre grupos e condições |
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Atividade oscilatória gama subjacente a priming semântico em esquizofreniaOscillatory gamma activity underlying semantic priming in schizophreniaAnálise de potênciaConectividadeConnectivityElectroencephalographyEletroencefalografiaEsquizofreniaGamma rhythmPower analysisPriming semânticoRitmo gamaSchizophreniaSemantic primingA esquizofrenia (SCZ) pode ser caracterizada pela integração alterada não apenas em termos de pensamentos e sentimentos, mas também a nível de processamento neural. De acordo com essa caracterização, sugere-se que a atividade oscilatória gama (>30 Hz), possível mecanismo de integração de processos neurais, esteja alterada no transtorno. O presente estudo examinou a integração semântica, um aspecto específico de integração de processos neurais, por meio da análise da atividade gama durante priming semântico. Nossa hipótese foi que, se a integração semântica estiver prejudicada na SCZ, então a modulação da atividade gama por priming semântico seria menor no transtorno em comparação ao grupo controle. Dados eletroencefalográficos foram coletados de dezoito pacientes com SCZ (n=14 analisados) e de quarenta e três controles de desenvolvimento típico (DT) (n=30 analisados) durante a realização de uma tarefa de priming semântico. Nessa tarefa, palavras prime (ex.: BOLA) eram seguidas por imagens alvo congruentes (ex.: imagem de uma bola) ou incongruentes (ex.: imagem de um garfo). As medidas comportamentais de acurácia, tempo de reação e escore de diferença de priming, assim como as medidas eletroencefalográficas de potência evocada e induzida, conectividade baseada em sincronia de fase, coeficiente de agrupamento e comprimento de trajetória - todas na banda de frequência gama (30-50 Hz) - foram analisadas em resposta à imagem alvo. O priming semântico foi definido como a diferença dessas medidas entre as condições congruente e incongruente. Nas medidas comportamentais, o menor tempo de reação na condição congruente do que na incongruente indicou que o priming semântico ocorreu, e este não diferiu entre os grupos, conforme indicado pelo escore de diferença de priming; ademais, pacientes com SCZ apresentaram menor acurácia do que os controles. Já em relação às medidas eletroencefalográficas, não foram encontradas diferenças significativas entre as condições em nenhum dos grupos, sugerindo ausência de priming semântico nessas medidas. Porém, a potência da atividade gama evocada e induzida foi maior no grupo SCZ independentemente da condição. Embora nossos resultados não permitam concluir se a integração semântica está alterada na SCZ, eles sugerem que a atividade oscilatória gama não é modulada por priming semântico na tarefa em questão. Ademais, o achado inesperado de potência gama aumentada na SCZ independentemente da condição pode indicar um processamento neural excessivo que acaba por prejudicar a performance cognitiva. Entretanto, é possível que o pequeno tamanho amostral, principalmente do grupo SCZ, tenha encoberto outras diferenças entre grupos e condiçõesSchizophrenia (SCZ) is characterised by altered integration not only in thoughts and behaviours but also at the neural level. Accordingly, oscillatory gamma activity (>30 Hz) - a candidate mechanism of neural processing integration - is suggested to be altered in the disorder. The present study examined semantic integration, a particular aspect of neural integration, by means of gamma activity during semantic priming. We hypothesized that if semantic integration is impaired in the disorder, then the modulation of gamma activity by semantic priming would be decreased in SCZ compared with typically developing (TD) controls. Electroencephalographic data were collected from eighteen patients with SCZ (n=14 analysed) and forty-three TD controls (n=30 analysed) during a semantic priming task. In this task, prime words (e.g.: BALL) were followed by congruent (e.g.: image of a ball) or incongruent (e.g.: image of a fork) target images. The behavioural measures accuracy, reaction time and priming difference score, as well as the electroencephalographic measures evoked and induced power, phase-based connectivity, clustering coefficient and path length were analysed in the gamma frequency band (30-50 Hz) in response to the target image. Semantic priming was defined as the difference between the congruent and incongruent condition in these measures. In the behavioural measures, the shorter reaction time in the congruent compared to the incongruent condition indicated that semantic priming occurred, and this did not differ between groups as indicated by the priming score difference; in addition, patients with SCZ showed lower accuracy than controls. In the electroencephalographic measures, no significant differences between conditions in either group were found, suggesting the absence of semantic priming in these measures. However, evoked and induced gamma power were increased in the SCZ group regardless of condition. While these results were not conclusive of whether semantic integration is altered in SCZ, they suggest that oscillatory gamma activity is not modulated by semantic priming in our task. In addition, the unexpected finding that gamma activity power is increased in SCZ irrespective of condition might indicate excessive neural processing that impairs cognitive performance. Nonetheless, it is possible that the small sample size, particularly in the SCZ group, has masked other significant differences between groups and conditionsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHoexter, Marcelo QueirozShephard, ElizabethOgawa, Carolina Yuri2022-03-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14062022-122833/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-06-22T16:38:06Zoai:teses.usp.br:tde-14062022-122833Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-06-22T16:38:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A esquizofrenia (SCZ) pode ser caracterizada pela integração alterada não apenas em termos de pensamentos e sentimentos, mas também a nível de processamento neural. De acordo com essa caracterização, sugere-se que a atividade oscilatória gama (>30 Hz), possível mecanismo de integração de processos neurais, esteja alterada no transtorno. O presente estudo examinou a integração semântica, um aspecto específico de integração de processos neurais, por meio da análise da atividade gama durante priming semântico. Nossa hipótese foi que, se a integração semântica estiver prejudicada na SCZ, então a modulação da atividade gama por priming semântico seria menor no transtorno em comparação ao grupo controle. Dados eletroencefalográficos foram coletados de dezoito pacientes com SCZ (n=14 analisados) e de quarenta e três controles de desenvolvimento típico (DT) (n=30 analisados) durante a realização de uma tarefa de priming semântico. Nessa tarefa, palavras prime (ex.: BOLA) eram seguidas por imagens alvo congruentes (ex.: imagem de uma bola) ou incongruentes (ex.: imagem de um garfo). As medidas comportamentais de acurácia, tempo de reação e escore de diferença de priming, assim como as medidas eletroencefalográficas de potência evocada e induzida, conectividade baseada em sincronia de fase, coeficiente de agrupamento e comprimento de trajetória - todas na banda de frequência gama (30-50 Hz) - foram analisadas em resposta à imagem alvo. O priming semântico foi definido como a diferença dessas medidas entre as condições congruente e incongruente. Nas medidas comportamentais, o menor tempo de reação na condição congruente do que na incongruente indicou que o priming semântico ocorreu, e este não diferiu entre os grupos, conforme indicado pelo escore de diferença de priming; ademais, pacientes com SCZ apresentaram menor acurácia do que os controles. Já em relação às medidas eletroencefalográficas, não foram encontradas diferenças significativas entre as condições em nenhum dos grupos, sugerindo ausência de priming semântico nessas medidas. Porém, a potência da atividade gama evocada e induzida foi maior no grupo SCZ independentemente da condição. Embora nossos resultados não permitam concluir se a integração semântica está alterada na SCZ, eles sugerem que a atividade oscilatória gama não é modulada por priming semântico na tarefa em questão. Ademais, o achado inesperado de potência gama aumentada na SCZ independentemente da condição pode indicar um processamento neural excessivo que acaba por prejudicar a performance cognitiva. Entretanto, é possível que o pequeno tamanho amostral, principalmente do grupo SCZ, tenha encoberto outras diferenças entre grupos e condições |
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