Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-01102025-104934/ |
Resumo: | Analisamos os manuais de introdução à linguística que foram produzidos no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970, época em que a disciplina estava sendo institucionalizada. O corpus selecionado para a análise consiste em quatro manuais de introdução às ciências da linguagem: Introdução aos Estudos Linguísticos (1967), de Francisco da Silva Borba; Introdução à Linguística (1973), de Leonor Scliar-Cabral; Fundamentos da Linguística Contemporânea (1975), de Edward Lopes; e Manual de Linguística (1979), de Cidmar Teodoro Pais. Além disso, mapeou-se a circulação de manuais nos cursos de graduação em linguística, à época da formulação e da instauração desses cursos no ensino superior brasileiro. As universidades que apresentam curso de bacharelado em linguística são: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Estudamos também, dada a perspectiva teórica da historiografia linguística, o contexto da linguística brasileira no momento da publicação destes manuais, bem como a trajetória acadêmica e pessoal dos autores desses livros. No intuito de cumprir com este último objetivo, realizamos entrevistas com dois desses professores: Francisco da Silva Borba e Leonor Scliar-Cabral. Como resultado da pesquisa, constatamos que, em relação aos aspectos externos, os autores de manuais ocupavam uma posição de liderança organizacional e intelectual na linguística brasileira, o que lhes possibilitou organizar/publicar um livro didático adotado para a formação de outros pesquisadores e ingressantes nos cursos de Letras. Em relação aos aspectos internos, constatamos que a linguística é majoritariamente apresentada como uma ciência nova e que não estabele vínculos com outras tradições de pesquisa brasileiras. Além disso, a retórica presente nesses livros é dúbia: ora continuísta em relação a problemas específicos, ora de ruptura, advogando um novo objeto e um novo modo de trabalho para si. Outro ponto que descatamos é que esse gênero não é homogêneo, variando comparativamente quanto aos conteúdos disseminados, referências históricas e sociais que fazem. Desse modo, constamos que existem uma dimensão social e uma dimensão conteudística importantes na caracterização desses textos como participantes do processo de institucionalização da Linguística no país |
| id |
USP_3b4743b7412df53f2b195ac6fdf63eb9 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-01102025-104934 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970Linguistics handbooks and the institucionalization of the discipline in Brazil: a historiography of the 1960s and 1970sBrazilian linguisticsEnsino de linguísticaHandbooksHistoriografia linguísticaHistoriography of linguisticLinguística brasileiraLinguistics teaching practicesManuaisAnalisamos os manuais de introdução à linguística que foram produzidos no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970, época em que a disciplina estava sendo institucionalizada. O corpus selecionado para a análise consiste em quatro manuais de introdução às ciências da linguagem: Introdução aos Estudos Linguísticos (1967), de Francisco da Silva Borba; Introdução à Linguística (1973), de Leonor Scliar-Cabral; Fundamentos da Linguística Contemporânea (1975), de Edward Lopes; e Manual de Linguística (1979), de Cidmar Teodoro Pais. Além disso, mapeou-se a circulação de manuais nos cursos de graduação em linguística, à época da formulação e da instauração desses cursos no ensino superior brasileiro. As universidades que apresentam curso de bacharelado em linguística são: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Estudamos também, dada a perspectiva teórica da historiografia linguística, o contexto da linguística brasileira no momento da publicação destes manuais, bem como a trajetória acadêmica e pessoal dos autores desses livros. No intuito de cumprir com este último objetivo, realizamos entrevistas com dois desses professores: Francisco da Silva Borba e Leonor Scliar-Cabral. Como resultado da pesquisa, constatamos que, em relação aos aspectos externos, os autores de manuais ocupavam uma posição de liderança organizacional e intelectual na linguística brasileira, o que lhes possibilitou organizar/publicar um livro didático adotado para a formação de outros pesquisadores e ingressantes nos cursos de Letras. Em relação aos aspectos internos, constatamos que a linguística é majoritariamente apresentada como uma ciência nova e que não estabele vínculos com outras tradições de pesquisa brasileiras. Além disso, a retórica presente nesses livros é dúbia: ora continuísta em relação a problemas específicos, ora de ruptura, advogando um novo objeto e um novo modo de trabalho para si. Outro ponto que descatamos é que esse gênero não é homogêneo, variando comparativamente quanto aos conteúdos disseminados, referências históricas e sociais que fazem. Desse modo, constamos que existem uma dimensão social e uma dimensão conteudística importantes na caracterização desses textos como participantes do processo de institucionalização da Linguística no paísWe analyzed the introductory linguistics handbooks produced in Brazil during the 1960s and 1970s, a period when the discipline was being institutionalized. The selected corpus for analysis consists of four introductory books on language sciences: Introdução aos Estudos Linguísticos (1967) by Francisco da Silva Borba; Introdução à Linguística (1973) by Leonor Scliar-Cabral; Fundamentos da Linguística Contemporânea (1975) by Edward Lopes; and Manual de Linguística (1979) by Cidmar Teodoro Pais. Additionally, we mapped the circulation of these manuals in undergraduate linguistics courses at the time of their formulation and the establishment of such courses in Brazilian higher education. The universities offering a bachelor\'s degree in linguistics were: the University of São Paulo (USP), the State University of Campinas (UNICAMP), the Federal University of Goiás (UFG), and the Federal University of São Carlos (UFSCar). We also studied, given the theoretical perspective of linguistic historiography, the context of Brazilian linguistics durint the time of the publication of these manuals, as well as the academic and personal trajectories of the authors of these books. To fulfill this latter objective, we conducted interviews with two of them: Francisco da Silva Borba and Leonor Scliar-Cabral. As a result of the research, we found that, in relation to external aspects, the authors of these manuals held organizational and intellectual leadership positions in Brazilian linguistics studies, which allowed them to organize and publish a textbook implemented for the training of other researchers and newcomers to the Language and Literature courses. In terms of internal aspects, we found that linguistics was predominantly presented as a new science with no connections to other Brazilian research traditions. Furthermore, the rhetoric in these books is ambiguous: at times, it is continuist regarding specific problems, while at other times, it advocates a break, proposing a new object and a new way of working. Another point we observed is that this genre is not homogeneous, varying comparatively in terms of the content disseminated, historical references, and social contexts. Thus, we concluded that there are important social and content dimensions in characterizing these texts as participants in the process of institutionalizing Linguistics in the countryBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSansone, Olga Ferreira CoelhoFreire, Pedro Henrique Camargo2025-06-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-01102025-104934/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-01T13:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-01102025-104934Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-01T13:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 Linguistics handbooks and the institucionalization of the discipline in Brazil: a historiography of the 1960s and 1970s |
| title |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 |
| spellingShingle |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 Freire, Pedro Henrique Camargo Brazilian linguistics Ensino de linguística Handbooks Historiografia linguística Historiography of linguistic Linguística brasileira Linguistics teaching practices Manuais |
| title_short |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 |
| title_full |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 |
| title_fullStr |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 |
| title_full_unstemmed |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 |
| title_sort |
Manuais de introdução à linguística e a institucionalização da disciplina no Brasil: uma historiografia relativa às décadas de 1960 e 1970 |
| author |
Freire, Pedro Henrique Camargo |
| author_facet |
Freire, Pedro Henrique Camargo |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Sansone, Olga Ferreira Coelho |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Freire, Pedro Henrique Camargo |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Brazilian linguistics Ensino de linguística Handbooks Historiografia linguística Historiography of linguistic Linguística brasileira Linguistics teaching practices Manuais |
| topic |
Brazilian linguistics Ensino de linguística Handbooks Historiografia linguística Historiography of linguistic Linguística brasileira Linguistics teaching practices Manuais |
| description |
Analisamos os manuais de introdução à linguística que foram produzidos no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970, época em que a disciplina estava sendo institucionalizada. O corpus selecionado para a análise consiste em quatro manuais de introdução às ciências da linguagem: Introdução aos Estudos Linguísticos (1967), de Francisco da Silva Borba; Introdução à Linguística (1973), de Leonor Scliar-Cabral; Fundamentos da Linguística Contemporânea (1975), de Edward Lopes; e Manual de Linguística (1979), de Cidmar Teodoro Pais. Além disso, mapeou-se a circulação de manuais nos cursos de graduação em linguística, à época da formulação e da instauração desses cursos no ensino superior brasileiro. As universidades que apresentam curso de bacharelado em linguística são: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Estudamos também, dada a perspectiva teórica da historiografia linguística, o contexto da linguística brasileira no momento da publicação destes manuais, bem como a trajetória acadêmica e pessoal dos autores desses livros. No intuito de cumprir com este último objetivo, realizamos entrevistas com dois desses professores: Francisco da Silva Borba e Leonor Scliar-Cabral. Como resultado da pesquisa, constatamos que, em relação aos aspectos externos, os autores de manuais ocupavam uma posição de liderança organizacional e intelectual na linguística brasileira, o que lhes possibilitou organizar/publicar um livro didático adotado para a formação de outros pesquisadores e ingressantes nos cursos de Letras. Em relação aos aspectos internos, constatamos que a linguística é majoritariamente apresentada como uma ciência nova e que não estabele vínculos com outras tradições de pesquisa brasileiras. Além disso, a retórica presente nesses livros é dúbia: ora continuísta em relação a problemas específicos, ora de ruptura, advogando um novo objeto e um novo modo de trabalho para si. Outro ponto que descatamos é que esse gênero não é homogêneo, variando comparativamente quanto aos conteúdos disseminados, referências históricas e sociais que fazem. Desse modo, constamos que existem uma dimensão social e uma dimensão conteudística importantes na caracterização desses textos como participantes do processo de institucionalização da Linguística no país |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-06-18 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-01102025-104934/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-01102025-104934/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Liberar o conteúdo para acesso público. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492344253448192 |