Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-06022026-103524/ |
Resumo: | Introdução: A prosódia envolve elementos suprassegmentais da fala, como entonação, pausas, duração, intensidade e frequência fundamental, que contribuem para a comunicação expressiva e influenciam a percepção de gênero. Em pessoas transgênero, a incongruência entre voz e identidade frequentemente gera insatisfação e motiva a busca por acompanhamento fonoaudiológico, embora ainda não esteja claro em que medida os padrões prosódicos afetam essa percepção. Proposição: Investigar aspectos prosódicos de homens e mulheres cisgênero e transgênero, comparando medidas acústicas e perceptivo-auditivas entre grupos e verificando possíveis correlações entre essas características. Metodologia: Estudo transversal com 69 participantes distribuídos em quatro grupos (MCIS=18, HCIS=17, HT=18, MT=16). As tarefas incluíram leitura de frases e de texto, emissão do logatoma dendem em diferentes intenções comunicativas e conversa espontânea. Foram extraídos parâmetros de F0 e extensão em semitons, intensidade e faixa dinâmica, duração, taxa de elocução e taxa articulatória. A avaliação perceptivo-auditiva foi realizada por juízas fonoaudiólogas e a percepção de gênero por juízes leigos. Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos com nível de significância de 5%. Resultados: A extensão da frequência em semitons diferenciou os grupos de forma mais consistente. Homens cisgênero apresentaram maior extensão vocal do que homens trans em algumas frases e no logatoma com expressão de alegria, e mulheres trans apresentaram maior extensão que homens trans na frase imperativa. Não houve diferenças perceptivas entre identidades de gênero. Na leitura de texto, vozes percebidas como femininas apresentaram maior duração e melhor avaliação prosódica, enquanto vozes percebidas como masculinas apresentaram maior extensão vocal e maior velocidade de fala. A extensão em semitons na conversa apresentou a correlação de maior magnitude com a qualidade prosódica percebida. Conclusão: As características acústicas da prosódia diferem entre identidades de gênero, enquanto as características perceptivas não apresentam essa diferença. Vozes percebidas como femininas ou masculinas apresentam perfis acústicos e perceptivos distintos. Houve correlação significativa entre parâmetros acústicos e perceptivo-auditivos, destacando a relevância da extensão de frequência para a qualidade prosódica. |
| id |
USP_3b90924f3a5138c823324259ceaf2a5d |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:teses.usp.br:tde-06022026-103524 |
| network_acronym_str |
USP |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgêneroProsodic aspects in the communication of transgender peopleGenderPessoas transgêneroProsódiaProsodyTransgender peopleVoiceVoz e gêneroIntrodução: A prosódia envolve elementos suprassegmentais da fala, como entonação, pausas, duração, intensidade e frequência fundamental, que contribuem para a comunicação expressiva e influenciam a percepção de gênero. Em pessoas transgênero, a incongruência entre voz e identidade frequentemente gera insatisfação e motiva a busca por acompanhamento fonoaudiológico, embora ainda não esteja claro em que medida os padrões prosódicos afetam essa percepção. Proposição: Investigar aspectos prosódicos de homens e mulheres cisgênero e transgênero, comparando medidas acústicas e perceptivo-auditivas entre grupos e verificando possíveis correlações entre essas características. Metodologia: Estudo transversal com 69 participantes distribuídos em quatro grupos (MCIS=18, HCIS=17, HT=18, MT=16). As tarefas incluíram leitura de frases e de texto, emissão do logatoma dendem em diferentes intenções comunicativas e conversa espontânea. Foram extraídos parâmetros de F0 e extensão em semitons, intensidade e faixa dinâmica, duração, taxa de elocução e taxa articulatória. A avaliação perceptivo-auditiva foi realizada por juízas fonoaudiólogas e a percepção de gênero por juízes leigos. Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos com nível de significância de 5%. Resultados: A extensão da frequência em semitons diferenciou os grupos de forma mais consistente. Homens cisgênero apresentaram maior extensão vocal do que homens trans em algumas frases e no logatoma com expressão de alegria, e mulheres trans apresentaram maior extensão que homens trans na frase imperativa. Não houve diferenças perceptivas entre identidades de gênero. Na leitura de texto, vozes percebidas como femininas apresentaram maior duração e melhor avaliação prosódica, enquanto vozes percebidas como masculinas apresentaram maior extensão vocal e maior velocidade de fala. A extensão em semitons na conversa apresentou a correlação de maior magnitude com a qualidade prosódica percebida. Conclusão: As características acústicas da prosódia diferem entre identidades de gênero, enquanto as características perceptivas não apresentam essa diferença. Vozes percebidas como femininas ou masculinas apresentam perfis acústicos e perceptivos distintos. Houve correlação significativa entre parâmetros acústicos e perceptivo-auditivos, destacando a relevância da extensão de frequência para a qualidade prosódica.Introduction: Prosody comprises suprasegmental aspects of speech such as intonation, pauses, duration, intensity and fundamental frequency, which contribute to expressive communication and influence gender perception. Among transgender individuals, incongruence between voice and identity often leads to vocal dissatisfaction and motivates the search for speech-language therapy, although the influence of prosodic patterns on gender perception remains unclear. Purpose: To investigate prosodic aspects of cisgender and transgender men and women by comparing acoustic and perceptual measures across groups and examining correlations between these parameters.Method: A cross-sectional study was conducted with 69 participants allocated into four groups (MCIS=18, HCIS=17, HT=18, MT=16). Speech tasks included reading sentences and a short text, producing the logatoma dendem with different communicative intentions and spontaneous conversation. Acoustic parameters included F0 and semitone range, intensity and dynamic range, duration, speech rate and articulation rate. Perceptual evaluation was performed by trained speech-language pathologists, and gender perception by lay judges. Nonparametric tests were applied with a 5% significance level.Results: Semitone range was the parameter that most differentiated the groups. Cisgender men presented greater vocal range than transgender men in some sentences and in the logatoma produced with joyful expression, and transgender women showed greater range than transgender men in the imperative sentence. No perceptual differences were found across gender identities. In text reading, voices perceived as feminine presented longer duration and higher prosodic quality, whereas voices perceived as masculine showed greater vocal range and faster speech rate. Semitone range in spontaneous conversation showed the strongest correlation with perceived prosodic quality.Conclusion: Acoustic prosodic characteristics differ across gender identities, while perceptual characteristics do not. Voices perceived as feminine or masculine display distinct acoustic and perceptual profiles. Significant correlations between acoustic and perceptual parameters emphasize the importance of semitone range in prosodic qualityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBrasolotto, Alcione GhediniCanal, Marina Fiuza2025-10-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-06022026-103524/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-23T18:56:02Zoai:teses.usp.br:tde-06022026-103524Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T18:56:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero Prosodic aspects in the communication of transgender people |
| title |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero |
| spellingShingle |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero Canal, Marina Fiuza Gender Pessoas transgênero Prosódia Prosody Transgender people Voice Voz e gênero |
| title_short |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero |
| title_full |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero |
| title_fullStr |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero |
| title_full_unstemmed |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero |
| title_sort |
Aspectos prosódicos na comunicação de pessoas transgênero |
| author |
Canal, Marina Fiuza |
| author_facet |
Canal, Marina Fiuza |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Brasolotto, Alcione Ghedini |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Canal, Marina Fiuza |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Gender Pessoas transgênero Prosódia Prosody Transgender people Voice Voz e gênero |
| topic |
Gender Pessoas transgênero Prosódia Prosody Transgender people Voice Voz e gênero |
| description |
Introdução: A prosódia envolve elementos suprassegmentais da fala, como entonação, pausas, duração, intensidade e frequência fundamental, que contribuem para a comunicação expressiva e influenciam a percepção de gênero. Em pessoas transgênero, a incongruência entre voz e identidade frequentemente gera insatisfação e motiva a busca por acompanhamento fonoaudiológico, embora ainda não esteja claro em que medida os padrões prosódicos afetam essa percepção. Proposição: Investigar aspectos prosódicos de homens e mulheres cisgênero e transgênero, comparando medidas acústicas e perceptivo-auditivas entre grupos e verificando possíveis correlações entre essas características. Metodologia: Estudo transversal com 69 participantes distribuídos em quatro grupos (MCIS=18, HCIS=17, HT=18, MT=16). As tarefas incluíram leitura de frases e de texto, emissão do logatoma dendem em diferentes intenções comunicativas e conversa espontânea. Foram extraídos parâmetros de F0 e extensão em semitons, intensidade e faixa dinâmica, duração, taxa de elocução e taxa articulatória. A avaliação perceptivo-auditiva foi realizada por juízas fonoaudiólogas e a percepção de gênero por juízes leigos. Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos com nível de significância de 5%. Resultados: A extensão da frequência em semitons diferenciou os grupos de forma mais consistente. Homens cisgênero apresentaram maior extensão vocal do que homens trans em algumas frases e no logatoma com expressão de alegria, e mulheres trans apresentaram maior extensão que homens trans na frase imperativa. Não houve diferenças perceptivas entre identidades de gênero. Na leitura de texto, vozes percebidas como femininas apresentaram maior duração e melhor avaliação prosódica, enquanto vozes percebidas como masculinas apresentaram maior extensão vocal e maior velocidade de fala. A extensão em semitons na conversa apresentou a correlação de maior magnitude com a qualidade prosódica percebida. Conclusão: As características acústicas da prosódia diferem entre identidades de gênero, enquanto as características perceptivas não apresentam essa diferença. Vozes percebidas como femininas ou masculinas apresentam perfis acústicos e perceptivos distintos. Houve correlação significativa entre parâmetros acústicos e perceptivo-auditivos, destacando a relevância da extensão de frequência para a qualidade prosódica. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-10-31 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-06022026-103524/ |
| url |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-06022026-103524/ |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.relation.none.fl_str_mv |
|
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais. |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.coverage.none.fl_str_mv |
|
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| publisher.none.fl_str_mv |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP instname:Universidade de São Paulo (USP) instacron:USP |
| instname_str |
Universidade de São Paulo (USP) |
| instacron_str |
USP |
| institution |
USP |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br |
| _version_ |
1865492428523307008 |