Padrões de mortalidade de árvores em períodos pré e pós estiagem ao longo de um gradiente altitudinal na Mata Atlântica - SP
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-21012026-205352/ |
Resumo: | A mortalidade de árvores é um processo central para a dinâmica, a composição e o funcionamento das florestas tropicais, determinado por fatores bióticos e abióticos que atuam de forma integrada. Em um cenário de mudanças climáticas globais, a interação entre fatores locais, como topografia e vizinhança, e fatores regionais, como estiagens, pode intensificar a mortalidade. Árvores grandes possuem maior capacidade de captação de recursos, mas têm se mostrado mais vulneráveis em períodos de estiagem prolongada. O objetivo deste trabalho foi verificar os padrões de mortalidade de árvores em períodos pré e pós estiagem ao longo de um gradiente altitudinal na Mata Atlântica de São Paulo, considerando o papel da topografia, da vizinhança e do tamanho dos indivíduos focais. Foram utilizados dados do projeto Biota Gradiente que monitora todos os indivíduos (DAP > 4,8 cm) em 11 ha de Mata Atlântica na Serra do Mar em censos realizados desde 2006 a 2020, a cada quatro anos em média. Os indivíduos foram separados em três grupos de tamanho (pequenos, médios e grandes). Modelos lineares generalizados foram ajustados para cada grupo de indivíduos visando avaliar como a interação entre variáveis de vizinhança (área basal e densidade de coespecíficos e heteroespecíficos) e topografia (inclinação, convexidade e elevação) atuam sobre a mortalidade. Espécies e parcelas foram consideradas efeitos aleatórios. A mortalidade de indivíduos pequenos e médios foi muito pouco descrita pelas variáveis analisadas, tanto no período pré quanto pós-estiagem. Já a mortalidade de indivíduos grandes se relacionou à vizinhança e topografia apenas no período pré-estiagem (R² = 0.29), e à elevação no período pós-estiagem, com menor mortalidade acima de 1000 metros (R² = 0.06). Em todos os casos, a maior parte da variação explicada esteve associada ao efeito aleatório das espécies. Nossos resultados sugerem que abordagens em nível de indivíduo descrevem pouco a mortalidade neste gradiente, possivelmente devido a respostas idiossincráticas das espécies. |
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Padrões de mortalidade de árvores em períodos pré e pós estiagem ao longo de um gradiente altitudinal na Mata Atlântica - SPTree mortality patterns in pre- and post-drought periods along an altitudinal gradient in the Atlantic Forest-SPAbiotic factorsAltitudinal gradientAtlantic ForestBiotic factorsDroughtEstiagemFatores abióticosFatores bióticosGradiente altitudinalMata AtlânticaMortalidadeMortalitySerra do MarSerra do MarA mortalidade de árvores é um processo central para a dinâmica, a composição e o funcionamento das florestas tropicais, determinado por fatores bióticos e abióticos que atuam de forma integrada. Em um cenário de mudanças climáticas globais, a interação entre fatores locais, como topografia e vizinhança, e fatores regionais, como estiagens, pode intensificar a mortalidade. Árvores grandes possuem maior capacidade de captação de recursos, mas têm se mostrado mais vulneráveis em períodos de estiagem prolongada. O objetivo deste trabalho foi verificar os padrões de mortalidade de árvores em períodos pré e pós estiagem ao longo de um gradiente altitudinal na Mata Atlântica de São Paulo, considerando o papel da topografia, da vizinhança e do tamanho dos indivíduos focais. Foram utilizados dados do projeto Biota Gradiente que monitora todos os indivíduos (DAP > 4,8 cm) em 11 ha de Mata Atlântica na Serra do Mar em censos realizados desde 2006 a 2020, a cada quatro anos em média. Os indivíduos foram separados em três grupos de tamanho (pequenos, médios e grandes). Modelos lineares generalizados foram ajustados para cada grupo de indivíduos visando avaliar como a interação entre variáveis de vizinhança (área basal e densidade de coespecíficos e heteroespecíficos) e topografia (inclinação, convexidade e elevação) atuam sobre a mortalidade. Espécies e parcelas foram consideradas efeitos aleatórios. A mortalidade de indivíduos pequenos e médios foi muito pouco descrita pelas variáveis analisadas, tanto no período pré quanto pós-estiagem. Já a mortalidade de indivíduos grandes se relacionou à vizinhança e topografia apenas no período pré-estiagem (R² = 0.29), e à elevação no período pós-estiagem, com menor mortalidade acima de 1000 metros (R² = 0.06). Em todos os casos, a maior parte da variação explicada esteve associada ao efeito aleatório das espécies. Nossos resultados sugerem que abordagens em nível de indivíduo descrevem pouco a mortalidade neste gradiente, possivelmente devido a respostas idiossincráticas das espécies.Tree mortality is a central process in the dynamics, composition, and functioning of tropical forests, determined by a fine balance of biotic and abiotic factors. In the context of global climate change, the interaction between local factors, such as topography and neighborhood, and regional factors, such as droughts, may intensify mortality. Large trees have greater resource uptake capacity but are more vulnerable during prolonged drought periods. This study aimed to investigate tree mortality patterns in pre- and post-drought periods along an altitudinal gradient in the Atlantic Forest of São Paulo and examine the roles of topography, neighborhood, and focal tree size. We used data from the Biota Gradiente project, which has monitored all individuals (DBH > 4.8 cm) within 11 ha of Atlantic Forest in the Serra do Mar from 2006 to 2020, at intervals of about four years. Individuals were categorized into three size classes (small, medium, and large). Generalized linear models were fitted for each size class to evaluate how the interaction between neighborhood variables (basal area and density of conspecifics and heterospecifics) and topography (slope, convexity, and elevation) influenced mortality. In these models, species and plots were considered random effects. Mortality of small and medium individuals was only weakly explained by the analyzed variables, both in pre- and post-drought periods. In contrast, large tree mortality was related both to neighborhood and topography only in the pre-drought period (R² = 0.29), and to elevation in the post-drought period, with lower mortality above 1000 meters (R² = 0.06). In all cases, most of the observed variation was associated with the random effect of species. Our results suggest that individual-level approaches poorly describe mortality along this gradient, possibly due to species-specific idiosyncratic responses.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMartini, Adriana Maria ZanforlinFerreira, Jessica Maria de Jesus2025-11-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-21012026-205352/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-22T15:36:07Zoai:teses.usp.br:tde-21012026-205352Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-22T15:36:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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