Identificação de conhecimento e práticas na avaliação de acessibilidade digital no mercado de software brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mendes, Isabel Francine
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100131/tde-26082024-092346/
Resumo: Os problemas enfrentados por pessoas com deficiência ou idosos em razão da falta de acessibilidade digital ficam mais evidentes quando notamos falhas como falta de contraste entre elementos, textos pequenos e falta de compatibilidade com tecnologias assistivas que afetam diariamente a interação digital desse público. Para entender melhor o problema, é preciso investigar se as aplicações têm sido testadas corretamente pelo analista de testes que é o último profissional que valida o software antes dele chegar às mãos dos usuários finais. Com esse objetivo, essa pesquisa buscou entender como a acessibilidade digital é abordada por esses profissionais: se conhecem as normas e guias vigentes, quais tipos de testes fazem e se usam ferramentas e tecnologia assistiva para validação no seu dia a dia. Pensando nisso, foi desenvolvido um questionário contendo questões pessoais e de conhecimento de acessibilidade digital, que foi respondido por 139 pessoas, possibilitando um diagnóstico estatisticamente significante. Das questões pessoais dos respondentes, a maioria está entre 18 e 39 anos e a grande parte (59,7\\%) morando na região sudeste do Brasil. 61,1\\% se declarou profissional analista de testes, trabalhando em grandes empresas do setor privado e que já realizavam testes de acessibilidade há pelo menos um ano. Dos 23\\% que se declararam pessoas com deficiência, 67,7\\% possuía algum tipo de deficiência visual, mostrando que há carência de outros analistas de testes como pessoas com deficiência auditiva e motora, por exemplo. Questionados sobre os guias e padrões, 118 participantes conhecem a WCAG em algum grau. Já os guias, específicos para dispositivos móveis são desconhecidos pela maioria deles. A utilização de ferramentas para testes em dispositivos móveis e páginas web foi bem baixo, sendo o Accessibility Scanner o mais usado apenas por 40 pessoas e o Lighthouse por 65 pessoas, o que leva à conclusão que a maior parte dos testes ainda é feita de maneira manual e/ou visual. Em se tratando de tecnologia assistiva, o teclado comum é a tecnologia mais utilizada pelos participantes, seguida do leitor de telas, o que pode indicar novamente a predominância entre analistas de testes com algum tipo de deficiência visual. Referente aos 8 tópicos da WCAG, todos são executados pela maioria de maneira visual ou manual. Isso é um problema, pois ferramentas de validação já existem há um bom tempo no mercado executando os testes de forma mais eficiente e rápida do que o ser humano. Outro ponto a se notar é que apenas 9 participantes disseram nunca ter realizado testes de acessibilidade, entretanto durante as respostas dos tópicos é possível observar um número expressivo de pessoas que não realizam diversos testes, como por exemplo verificar o uso de legendas em vídeos. Isso é um sinal de que os analistas não conhecem profundamente os guias de acessibilidade e consequentemente não sabem como executar esses testes. O cenário apresentado é relevante para ajudar a direcionar investimentos em educação e treinamento para que os problemas de acessibilidade sejam detectados em tempo de desenvolvimento e teste, e assim possibilitar o lançamento de aplicações mais acessíveis para todas as pessoas
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Com esse objetivo, essa pesquisa buscou entender como a acessibilidade digital é abordada por esses profissionais: se conhecem as normas e guias vigentes, quais tipos de testes fazem e se usam ferramentas e tecnologia assistiva para validação no seu dia a dia. Pensando nisso, foi desenvolvido um questionário contendo questões pessoais e de conhecimento de acessibilidade digital, que foi respondido por 139 pessoas, possibilitando um diagnóstico estatisticamente significante. Das questões pessoais dos respondentes, a maioria está entre 18 e 39 anos e a grande parte (59,7\\%) morando na região sudeste do Brasil. 61,1\\% se declarou profissional analista de testes, trabalhando em grandes empresas do setor privado e que já realizavam testes de acessibilidade há pelo menos um ano. Dos 23\\% que se declararam pessoas com deficiência, 67,7\\% possuía algum tipo de deficiência visual, mostrando que há carência de outros analistas de testes como pessoas com deficiência auditiva e motora, por exemplo. Questionados sobre os guias e padrões, 118 participantes conhecem a WCAG em algum grau. Já os guias, específicos para dispositivos móveis são desconhecidos pela maioria deles. A utilização de ferramentas para testes em dispositivos móveis e páginas web foi bem baixo, sendo o Accessibility Scanner o mais usado apenas por 40 pessoas e o Lighthouse por 65 pessoas, o que leva à conclusão que a maior parte dos testes ainda é feita de maneira manual e/ou visual. Em se tratando de tecnologia assistiva, o teclado comum é a tecnologia mais utilizada pelos participantes, seguida do leitor de telas, o que pode indicar novamente a predominância entre analistas de testes com algum tipo de deficiência visual. Referente aos 8 tópicos da WCAG, todos são executados pela maioria de maneira visual ou manual. Isso é um problema, pois ferramentas de validação já existem há um bom tempo no mercado executando os testes de forma mais eficiente e rápida do que o ser humano. Outro ponto a se notar é que apenas 9 participantes disseram nunca ter realizado testes de acessibilidade, entretanto durante as respostas dos tópicos é possível observar um número expressivo de pessoas que não realizam diversos testes, como por exemplo verificar o uso de legendas em vídeos. Isso é um sinal de que os analistas não conhecem profundamente os guias de acessibilidade e consequentemente não sabem como executar esses testes. O cenário apresentado é relevante para ajudar a direcionar investimentos em educação e treinamento para que os problemas de acessibilidade sejam detectados em tempo de desenvolvimento e teste, e assim possibilitar o lançamento de aplicações mais acessíveis para todas as pessoasThe problems faced by people with disabilities or the elderly due to the lack of digital accessibility become more evident when we notice flaws such as lack of contrast between elements, small texts, and lack of compatibility with assistive technologies that affect the daily digital interaction of this audience. To better understand the problem, it is necessary to investigate whether the applications have been tested correctly by the test analyst, who is the last professional to validate the software before it reaches the hands of the end users. With this objective, this research sought to understand how these professionals approach digital accessibility: whether they know the current standards and guidelines, what types of tests they perform, and whether they use tools and assistive technology for validation in their daily lives. With this in mind, a questionnaire was developed containing personal questions and knowledge of digital accessibility, which was answered by 139 people, enabling a statistically significant diagnosis. Of the personal questions of the respondents, the majority are between 18 and 39 years old and the majority (59.7\\%) live in the southeast region of Brazil. 61.1\\% declared themselves to be professional test analysts, working in large companies in the private sector and who had been performing accessibility tests for at least one year. Of the 23\\% who declared themselves to be people with disabilities, 67.7\\% had some visual impairment, showing that there is a shortage of other test analysts, such as people with hearing and motor disabilities, for example. When asked about the guidelines and standards, 118 participants somewhat knew WCAG. However, the guidelines, specific to mobile devices, were unknown to most of them. The use of tools for testing on mobile devices and web pages was very low, with Accessibility Scanner being the most used by only 40 people and Lighthouse by 65 people, which leads to the conclusion that most tests are still done manually and/or visually. When it comes to assistive technology, the common keyboard is the technology most used by participants, followed by the screen reader, which may indicate again the predominance of test analysts with visual impairment. Regarding the 8 WCAG topics, most of them are performed visually or manually. This is a problem since validation tools have been on the market for a long time, performing tests more efficiently and quickly than humans. Another point to note is that only 9 participants said they had never performed accessibility tests, however, during the responses to the topics, it is possible to observe a significant number of people who did not perform several tests, such as checking the use of subtitles in videos. This is a sign that analysts do not have in-depth knowledge of accessibility guidelines and, consequently, do not know how to perform these tests. The scenario presented is relevant to help direct investments in education and training so that accessibility problems are detected during development and testing, and thus enable the launch of more accessible applications for everyoneBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPEler, Marcelo MedeirosMendes, Isabel Francine2024-06-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100131/tde-26082024-092346/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-21T16:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-26082024-092346Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-21T16:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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