Literacia em saúde para mulheres egressas do sistema prisional: construção e validação de material educativo
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22102024-114846/ |
Resumo: | As pesquisas descrevem o aumento dos riscos à saúde de pessoas recentemente libertadas da prisão. Na realidade das mulheres, estudos revelam que competências limitadas de literacia em saúde intensificam experiências de marginalização, isolamento e vergonha. No Estado de São Paulo, o acompanhamento das pessoas libertadas da prisão é realizado pelas Centrais de Atenção ao Egresso e Família (CAEF), mas não há intervenção direta em saúde neste equipamento público. Assim, o objetivo do presente estudo foi o desenvolvimento e validação de tecnologia educacional para orientação em saúde a mulheres que saíram da prisão em uma cidade no interior de São Paulo. Trata-se de um estudo de validação de conteúdo educativo desenvolvido em três etapas, seguindo-se o modelo proposto por Polit e Beck: (1) Estudo qualitativo; (2) Modelagem; (3) Avaliação. A seleção dos conteúdos e ilustrações foi realizada por meio de revisão de literatura, entrevistas semiestruturadas com mulheres egressas e profissionais que as atendem, bem como por body-map storytelling com as mulheres egressas. Após a redação do material, o layout foi produzido por uma designer gráfica e validado por um Comitê formado por 15 especialistas das áreas de saúde da mulher, saúde prisional e construção de materiais educativos. A cartilha foi validada quanto à exatidão científica, conteúdo, linguagem, aparência, estimulação e motivação do aprendizado e cultura, obtendo média final de 0,81, e quase todos os itens foram avaliados como pertinentes. Por fim, o material foi submetido à avaliação pelo público-alvo, havendo concordância das mulheres em mais de 90% em todos os atributos de avaliação, com IVC total de cada atributo de 0,98. Acredita-se que, por meio desta tecnologia, será possível contribuir para o incentivo ao autocuidado dessas mulheres em fase tão complexa de suas vidas, quando muitas demandas tidas como mais urgentes tornam o cuidado à saúde secundário no rol de prioridades pessoais, e uma vez que não existia material previamente disponível nesta temática no país. |
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Literacia em saúde para mulheres egressas do sistema prisional: construção e validação de material educativoHealth literacy for women released from the prison system: construction and validation of educational materialAutocuidadoCentral de atenção ao egresso e famíliaConstruçãoConstructionEducational materialMaterial educativoMulheres egressas da prisãoSelf-careThe egress and family care centerValidaçãoValidationWomen released from prisonAs pesquisas descrevem o aumento dos riscos à saúde de pessoas recentemente libertadas da prisão. Na realidade das mulheres, estudos revelam que competências limitadas de literacia em saúde intensificam experiências de marginalização, isolamento e vergonha. No Estado de São Paulo, o acompanhamento das pessoas libertadas da prisão é realizado pelas Centrais de Atenção ao Egresso e Família (CAEF), mas não há intervenção direta em saúde neste equipamento público. Assim, o objetivo do presente estudo foi o desenvolvimento e validação de tecnologia educacional para orientação em saúde a mulheres que saíram da prisão em uma cidade no interior de São Paulo. Trata-se de um estudo de validação de conteúdo educativo desenvolvido em três etapas, seguindo-se o modelo proposto por Polit e Beck: (1) Estudo qualitativo; (2) Modelagem; (3) Avaliação. A seleção dos conteúdos e ilustrações foi realizada por meio de revisão de literatura, entrevistas semiestruturadas com mulheres egressas e profissionais que as atendem, bem como por body-map storytelling com as mulheres egressas. Após a redação do material, o layout foi produzido por uma designer gráfica e validado por um Comitê formado por 15 especialistas das áreas de saúde da mulher, saúde prisional e construção de materiais educativos. A cartilha foi validada quanto à exatidão científica, conteúdo, linguagem, aparência, estimulação e motivação do aprendizado e cultura, obtendo média final de 0,81, e quase todos os itens foram avaliados como pertinentes. Por fim, o material foi submetido à avaliação pelo público-alvo, havendo concordância das mulheres em mais de 90% em todos os atributos de avaliação, com IVC total de cada atributo de 0,98. Acredita-se que, por meio desta tecnologia, será possível contribuir para o incentivo ao autocuidado dessas mulheres em fase tão complexa de suas vidas, quando muitas demandas tidas como mais urgentes tornam o cuidado à saúde secundário no rol de prioridades pessoais, e uma vez que não existia material previamente disponível nesta temática no país.Research describes increased health risks for people recently released from prison. Among women, studies reveal that limited health literacy skills intensify experiences of marginalization, isolation and shame. In the State of São Paulo, monitoring of people released from prison is carried out by the Centers for Attention to Egress and Family (CAEF), but there is no direct health intervention in this public facility. Thus, the objective of the present study was the development and validation of educational technology for health guidance for women released from prison in a city in the interior of Sao Paulo state. This is an educational content validation study developed in three stages, following the model proposed by Polit and Beck: (1) Qualitative study; (2) Modeling; (3) Assessment. The selection of content and illustrations was carried out through a literature review, semi-structured interviews with female graduates and professionals who serve them, as well as through body-map storytelling with female graduates. After writing the material, the layout was produced by a graphic designer and validated by a committee made up of 15 experts in the areas of women\'s health, prison health and construction of educational materials. The booklet was validated for scientific accuracy, content, language, appearance, stimulation and motivation for learning and culture, obtaining a final average of 0.81, and almost all items were evaluated as relevant. Finally, the material was submitted for evaluation by the target audience, with women agreeing more than 90% on all evaluation attributes, with a total CVI for each attribute of 0.98. It is believed that, through this technology, it will be possible to contribute to encouraging self-care for these women in such a complex phase of their lives, when many demands considered more urgent make health care secondary in the list of personal priorities, and once that there was no material previously available on this topic in the country.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVentura, Carla Aparecida ArenaBonato, Patrícia de Paula Queiroz2024-06-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22102024-114846/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-11T20:33:01Zoai:teses.usp.br:tde-22102024-114846Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-11T20:33:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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