Validação do escore VI-RADS para estadiamento das neoplasias vesicais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Bricio, Thaisa Gvozdenovic Medina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
MRI
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-23082020-151418/
Resumo: Objetivo: Proceder a uma validação externa da normativa VI-RADS, analisando a acurácia diagnóstica, comparando os escores das imagens em T2, difusão, contraste dinâmico (DCE) e VI-RADS final, além de verificar a concordância interobservador entre radiologistas de diversos níveis de experiência. Materiais e métodos: Foram avaliados estudos de ressonância magnética de pacientes com a suspeita clínica de neoplasia vesical entre junho de 2017 e janeiro de 2020 anteriormente a ressecção transuretral (RTU) retrospectivamente em um único centro. Todas as RM foram analisadas por três radiologistas com níveis de experiência diferentes, que atribuíram um escore VI-RADS para cada lesão em cada sequencia de RM. Foram calculados então a partir dessas análises sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN), acurácia diagnóstica e concordância interobservador. Resultados: Analisando o escore VI-RADS final atribuído por cada observador, a sensibilidade, foi de 94,1%, com intervalo de confiança de 95%, variando de 71,3 a 99,8% para o observador 1, 76,5% (50,1-93,2%) para o observador 2 e 94,1% (71,3-99,8%) para o observador 3, com uma especificidade, respectivamente, de 54,5% (32,2-75,6), 81,8% (59,7-94,8%) e 77,3% (54,6-92,1%). O VPP foi de 61,5% (49,9 - 72,0%) para o observador 1, 76,5% (56,3-89,1%) para as análises do observador 2 e 76,2% (59,5- 87,5%) para o observador 3, com um VPN de 92,3% (63,3-98,8%) para o observador 1, 81,8% (65,1 - 91,6%) para o observador 2 e 94,4% (71,5-99,1%) para o observador 3. A acurácia obtida foi de 71,8% (55,1-81,0%) para o observador 1, 79,5% (63,5- 90,7%) para o observador 2 e 84,6% (69,5-94,1%) para o observador 3. Conclusão: A normativa VI-RADS demonstrou boa acurácia para avaliação da invasão da camada muscular vesical nos tumores de bexiga, concordante com a literatura disponível. O nível de reprodutibilidade foi bom, apesar de discretamente inferior aos mencionados na literatura.
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