Comparação da avaliação morfológica e funcional da gordura periprostática por ressonância magnética na predição da agressividade do câncer de próstata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Vieira, David Freire Maia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-25092024-161746/
Resumo: Objetivo: O objetivo do estudo foi avaliar se a avaliação morfológica (medidas lineares) e a avaliação funcional (valor do ADC) da gordura periprostática podem predizer a agressividade do CaP, em um seguimento de 5 anos. Métodos: Todos os pacientes com CaP comprovado por biópsia submetidos à RM 3.0T entre julho/2016 e junho/2018. As informações clínicas e demográficas incluíram PSA, densidade de PSA (dPSA), grau ISUP, estadiamento clínico e patológico e tratamento realizado. Os parâmetros derivados da RM foram obtidos por um radiologista experiente com 5 anos de experiência, que atribuiu uma pontuação PI-RADS, mediu a espessura da gordura subcutânea e periprostática e traçou um ROI na gordura periprostática para cálculo do ADC. Parâmetros clínicos e de ressonância magnética foram testados para possível associação com recorrência bioquímica, metástase sistêmica e morte relacionada ao CaP. Resultados: Após exclusões, 109 pacientes foram incluídos. Utilizando o modelo de Cox, dPSA (<0,01), doença sistêmica no momento do diagnóstico (<0,01) e ADC médio (<0,02) foram preditores independentes de Sobrevivência Global (SG). Para Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), apenas dPSA (<0,01) e doença sistêmica no momento do diagnóstico (<0,01) foram preditores independentes. Para avaliação do risco de recorrência sistêmica, utilizando o Modelo de Poisson, o dPSA apresentou Risco Relativo (RR) de 1,04 (IC95% 1,0-1,07) e p=0,03; doença sistêmica ao diagnóstico teve RR de 63,3 (3,7-86,4), p<0,01; e o ADC médio teve RR de 3,42 (1,52-7,69), p<0,01. Conclusão: Os nossos resultados indicam que o valor ADC da gordura periprostática pode ser uma ferramenta adicional para a estratificação de risco no câncer da próstata, uma vez que foi associado a piores resultados (recorrência sistémica e sobrevida global). Se validados por estudos externos, prospectivos e multicêntricos, estes resultados poderão influenciar as decisões relativas à abordagem terapêutica destes pacientes no futuro. Avanços no conhecimento: As alterações funcionais da gordura periprostática podem ser quantificadas pelo mapa ADC e estão associadas a piores desfechos clínicos.
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spelling Comparação da avaliação morfológica e funcional da gordura periprostática por ressonância magnética na predição da agressividade do câncer de próstataComparison of morphological (linear measurements) and functional assessment (ADC value) of periprostatic fat by magnetic resonance imaging in the prediction of prostate cancer aggressivenessGordura periprostáticaGordura subcutâneaMagnetic resonance imagingNeoplasia de próstataPeriprostatic fatPI-RADS v2.1PI-RADS v2.1Prostate cancerRessonância magnéticaSubcutaneous fatObjetivo: O objetivo do estudo foi avaliar se a avaliação morfológica (medidas lineares) e a avaliação funcional (valor do ADC) da gordura periprostática podem predizer a agressividade do CaP, em um seguimento de 5 anos. Métodos: Todos os pacientes com CaP comprovado por biópsia submetidos à RM 3.0T entre julho/2016 e junho/2018. As informações clínicas e demográficas incluíram PSA, densidade de PSA (dPSA), grau ISUP, estadiamento clínico e patológico e tratamento realizado. Os parâmetros derivados da RM foram obtidos por um radiologista experiente com 5 anos de experiência, que atribuiu uma pontuação PI-RADS, mediu a espessura da gordura subcutânea e periprostática e traçou um ROI na gordura periprostática para cálculo do ADC. Parâmetros clínicos e de ressonância magnética foram testados para possível associação com recorrência bioquímica, metástase sistêmica e morte relacionada ao CaP. Resultados: Após exclusões, 109 pacientes foram incluídos. Utilizando o modelo de Cox, dPSA (<0,01), doença sistêmica no momento do diagnóstico (<0,01) e ADC médio (<0,02) foram preditores independentes de Sobrevivência Global (SG). Para Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), apenas dPSA (<0,01) e doença sistêmica no momento do diagnóstico (<0,01) foram preditores independentes. Para avaliação do risco de recorrência sistêmica, utilizando o Modelo de Poisson, o dPSA apresentou Risco Relativo (RR) de 1,04 (IC95% 1,0-1,07) e p=0,03; doença sistêmica ao diagnóstico teve RR de 63,3 (3,7-86,4), p<0,01; e o ADC médio teve RR de 3,42 (1,52-7,69), p<0,01. Conclusão: Os nossos resultados indicam que o valor ADC da gordura periprostática pode ser uma ferramenta adicional para a estratificação de risco no câncer da próstata, uma vez que foi associado a piores resultados (recorrência sistémica e sobrevida global). Se validados por estudos externos, prospectivos e multicêntricos, estes resultados poderão influenciar as decisões relativas à abordagem terapêutica destes pacientes no futuro. Avanços no conhecimento: As alterações funcionais da gordura periprostática podem ser quantificadas pelo mapa ADC e estão associadas a piores desfechos clínicos.Purpose: As the association of periprostatic fat with PCa outcome is controversial, this study aimed to evaluate whether morphological evaluation (linear measurements) and functional assessment (ADC value) of periprostatic fat can predict PCa aggressiveness, in a 5-year follow-up. Methods: All patients with biopsy-proven prostate cancer who underwent 3.0T MRI between July 2016 and June 2018 were retrospectively identified. Clinical and demographic information included PSA, PSA density (dPSA), ISUP grade, clinical and pathological staging and treatment performed. The MRI-derived parameters were obtained by a 5-year experienced radiologist, who assigned a PI-RADS score, measured subcutaneous and periprostatic fat thickness and drew a ROI in periprostatic fat for the mean Apparent Diffusion Coefficient (ADC). Clinical and MRI parameters were tested for potential association with biochemical recurrence, systemic metastasis and death related to PCa. Results: After exclusions, 109 patients were enrolled. Using the Cox model, dPSA (<0.01), systemic disease at diagnosis (<0.01) and mean ADC (<0.02) were independent predictors for Overall Survival (OS). For Progression-Free Survival (PFS), only dPSA (<0.01) and systemic disease at diagnosis (<0.01) were independent predictors. For assessing the risk of systemic recurrence, using the Poisson Model, dPSA had a Relative Risk (RR) of 1.04 (95%CI 1.0-1.07) and p=0.03; systemic disease at diagnosis had a RR of 63.3 (3.7-86.4), p<0.01; and mean ADC had a RR of 3.42 (1.52-7.69), p<0.01. Conclusion: Our results indicate that the ADC value of periprostatic fat can be an additional tool for risk stratification in prostate cancer since it was associated with worse outcomes (systemic recurrence and overall survival). If validated by external, prospective and multi-institutional studies these results could influence decisions regarding the therapeutic approach to these patients in the future. Advances in Knowledge: Functional changes in periprostatic fat can be quantified by the ADC map and are associated with worse clinical outcomes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMuglia, Valdair FranciscoVieira, David Freire Maia2024-06-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-25092024-161746/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-08T18:19:02Zoai:teses.usp.br:tde-25092024-161746Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-08T18:19:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Objetivo: O objetivo do estudo foi avaliar se a avaliação morfológica (medidas lineares) e a avaliação funcional (valor do ADC) da gordura periprostática podem predizer a agressividade do CaP, em um seguimento de 5 anos. Métodos: Todos os pacientes com CaP comprovado por biópsia submetidos à RM 3.0T entre julho/2016 e junho/2018. As informações clínicas e demográficas incluíram PSA, densidade de PSA (dPSA), grau ISUP, estadiamento clínico e patológico e tratamento realizado. Os parâmetros derivados da RM foram obtidos por um radiologista experiente com 5 anos de experiência, que atribuiu uma pontuação PI-RADS, mediu a espessura da gordura subcutânea e periprostática e traçou um ROI na gordura periprostática para cálculo do ADC. Parâmetros clínicos e de ressonância magnética foram testados para possível associação com recorrência bioquímica, metástase sistêmica e morte relacionada ao CaP. Resultados: Após exclusões, 109 pacientes foram incluídos. Utilizando o modelo de Cox, dPSA (<0,01), doença sistêmica no momento do diagnóstico (<0,01) e ADC médio (<0,02) foram preditores independentes de Sobrevivência Global (SG). Para Sobrevivência Livre de Progressão (SLP), apenas dPSA (<0,01) e doença sistêmica no momento do diagnóstico (<0,01) foram preditores independentes. Para avaliação do risco de recorrência sistêmica, utilizando o Modelo de Poisson, o dPSA apresentou Risco Relativo (RR) de 1,04 (IC95% 1,0-1,07) e p=0,03; doença sistêmica ao diagnóstico teve RR de 63,3 (3,7-86,4), p<0,01; e o ADC médio teve RR de 3,42 (1,52-7,69), p<0,01. Conclusão: Os nossos resultados indicam que o valor ADC da gordura periprostática pode ser uma ferramenta adicional para a estratificação de risco no câncer da próstata, uma vez que foi associado a piores resultados (recorrência sistémica e sobrevida global). Se validados por estudos externos, prospectivos e multicêntricos, estes resultados poderão influenciar as decisões relativas à abordagem terapêutica destes pacientes no futuro. Avanços no conhecimento: As alterações funcionais da gordura periprostática podem ser quantificadas pelo mapa ADC e estão associadas a piores desfechos clínicos.
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