Ativação da ECA2 na prevenção da lesão pulmonar aguda em modelo experimental de transplante pulmonar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Melo, Paolo Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-02122024-155725/
Resumo: A morte encefálica (ME) provê a maioria dos órgãos destinados ao transplante pulmonar (LTx). No entanto, estes órgãos podem ter sido afetados por processos de contusão, lesão induzida por ventilação ou aspiração de conteúdo gástrico. Visto que a ativação do eixo protetor do sistema renina-angiotensina (SRA) já apresentou efeitos protetores em diferentes doenças respiratórias, foi gerada a hipótese que a ativação da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) pode reduzir as alterações deletérias associadas ao LTx. Estudo I: 3 horas após o estabelecimento da ME, ratos foram tratados com solução salina (ME) ou ativador da ECA2 (DIZE; 15 mg/kg) e mantidos em ventilação por mais 3 horas. Um terceiro grupo incluiu ventilação controle previamente ao LTx (CTR). Estudo II: A lesão por aspiração foi estabelecida a partir da instilação intratraqueal de ácido clorídrico (HCl; 0.1N). Após o estabelecimento da lesão do doador, os pulmões foram randomizados para pré-condicionamento com ativador da ECA2 (DIZE; 0.1 mM) ou angiotensina-(1-7) [Ang-(1-7); 0.22 nM] e mantidos à 10ºC por 12 horas. Um grupo adicional foi incluído para avaliação de condições de mínimo tempo de preservação (MinCIT). O pulmão esquerdo foi imediatamente transplantado após a o período de ME (Estudo I) e preservação (Estudo II). Os resultados dos estudos sugerem que a modulação do eixo protetor do SRA melhora o comprometimento associado ao LTx, como demonstrado pela melhora da função, da atividade anti-inflamatória e antioxidante, bem como pela manutenção da dinâmica mitocondrial e celular do enxerto. Portanto, a ativação da ECA2, bem como a administração direta de Ang-(1-7), constitui-se como abordagem farmacológica promissora no manejo do doador ou durante a preservação hipotérmica estática do enxerto pulmonar
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