Uso de drogas ilícitas entre pós-graduandos stricto sensu e variáveis associadas, no contexto da pandemia de COVID-19
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-08102025-131733/ |
Resumo: | O uso de drogas ilícitas constitui um grave problema de saúde pública global, associado a maior risco de morte prematura, especialmente entre jovens. Seus impactos variam de acordo com o tipo de substância e a forma de administração, sendo a probabilidade de consumo influenciada por múltiplos fatores socioculturais e individuais. A prevalência desse comportamento é elevada entre estudantes universitários. Entretanto, embora as especificidades da pós-graduação possam intensificar a vulnerabilidade ao adoecimento mental, ainda há uma escassez de estudos voltados especificamente para a população de pós-graduandos. Em contextos emergenciais, como a pandemia de COVID-19, tal vulnerabilidade pode ser potencializada. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a prevalência, a frequência e os tipos de drogas ilícitas utilizadas por pós-graduandos stricto sensu, bem como identificar fatores associados ao seu consumo no período da pandemia de COVID-19. Para coleta de dados, foi administrado um questionário com aspectos sociodemográficos, acadêmicos e de saúde autorreferida, incluindo questões sobre o uso de drogas ilícitas baseadas na Mini International Neuropsychiatry Interview (MINI). A análise descritiva e a comparação entre grupos foram realizadas no SPSS, e foi empregada uma análise de machine learning no software R para identificação de grupos mais vulneráveis ao uso de drogas ilícitas. A prevalência de uso de drogas foi de 18,45%, com maior prevalência de uso de canabinoides, alucinógenos e cocaína. Não houve diferença significativa entre a frequência de uso de drogas entre aqueles que iniciaram antes e aqueles que iniciaram durante a pandemia, sendo o uso eventual e o uso em festas os mais prevalentes. No que diz respeito ao tipo de droga utilizada, houve diferença significativa em todas as drogas analisadas, com maior frequência de uso entre aqueles que iniciaram antes da pandemia. Quanto aos fatores associados ao uso de drogas ilícitas, considerando as variáveis sociodemográficas, os pós-graduandos mais vulneráveis ao uso de drogas ilícitas foram aqueles que não possuem religião ou que frequentam religiões afro-brasileiras e pertencem a minorias sexuais. Em relação aos fatores acadêmicos, os mais vulneráveis foram aqueles que trabalham além da pós-graduação, sem vínculo, e cursam mestrado. No que tange aos aspectos de saúde autorreferida, os mais vulneráveis foram aqueles que fumavam antes da pandemia e necessitaram de afastamento das atividades da pós-graduação por não se sentirem bem psicologicamente durante a pandemia. Os dados desse estudo evidenciam grupos mais suscetíveis ao uso de drogas, ressaltando a necessidade de estratégias direcionadas de prevenção e redução de danos, particularmente entre estudantes com identidades minoritárias, e com maior vulnerabilidade acadêmica e psicológica. |
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Uso de drogas ilícitas entre pós-graduandos stricto sensu e variáveis associadas, no contexto da pandemia de COVID-19Illicit drug use among stricto sensu graduate students and associated variables, in the context of the COVID-19 pandemicCOVID-19COVID-19Drogas ilícitasEducação de pós-graduaçãoEducation GraduateEstudantesIllicit drugsStudentsO uso de drogas ilícitas constitui um grave problema de saúde pública global, associado a maior risco de morte prematura, especialmente entre jovens. Seus impactos variam de acordo com o tipo de substância e a forma de administração, sendo a probabilidade de consumo influenciada por múltiplos fatores socioculturais e individuais. A prevalência desse comportamento é elevada entre estudantes universitários. Entretanto, embora as especificidades da pós-graduação possam intensificar a vulnerabilidade ao adoecimento mental, ainda há uma escassez de estudos voltados especificamente para a população de pós-graduandos. Em contextos emergenciais, como a pandemia de COVID-19, tal vulnerabilidade pode ser potencializada. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a prevalência, a frequência e os tipos de drogas ilícitas utilizadas por pós-graduandos stricto sensu, bem como identificar fatores associados ao seu consumo no período da pandemia de COVID-19. Para coleta de dados, foi administrado um questionário com aspectos sociodemográficos, acadêmicos e de saúde autorreferida, incluindo questões sobre o uso de drogas ilícitas baseadas na Mini International Neuropsychiatry Interview (MINI). A análise descritiva e a comparação entre grupos foram realizadas no SPSS, e foi empregada uma análise de machine learning no software R para identificação de grupos mais vulneráveis ao uso de drogas ilícitas. A prevalência de uso de drogas foi de 18,45%, com maior prevalência de uso de canabinoides, alucinógenos e cocaína. Não houve diferença significativa entre a frequência de uso de drogas entre aqueles que iniciaram antes e aqueles que iniciaram durante a pandemia, sendo o uso eventual e o uso em festas os mais prevalentes. No que diz respeito ao tipo de droga utilizada, houve diferença significativa em todas as drogas analisadas, com maior frequência de uso entre aqueles que iniciaram antes da pandemia. Quanto aos fatores associados ao uso de drogas ilícitas, considerando as variáveis sociodemográficas, os pós-graduandos mais vulneráveis ao uso de drogas ilícitas foram aqueles que não possuem religião ou que frequentam religiões afro-brasileiras e pertencem a minorias sexuais. Em relação aos fatores acadêmicos, os mais vulneráveis foram aqueles que trabalham além da pós-graduação, sem vínculo, e cursam mestrado. No que tange aos aspectos de saúde autorreferida, os mais vulneráveis foram aqueles que fumavam antes da pandemia e necessitaram de afastamento das atividades da pós-graduação por não se sentirem bem psicologicamente durante a pandemia. Os dados desse estudo evidenciam grupos mais suscetíveis ao uso de drogas, ressaltando a necessidade de estratégias direcionadas de prevenção e redução de danos, particularmente entre estudantes com identidades minoritárias, e com maior vulnerabilidade acadêmica e psicológica.Illegal drug use is a serious global public health problem associated with an increased risk of premature death, especially among young people. Its impacts vary according to the type of substance and the form of administration, with the likelihood of consumption being influenced by multiple sociocultural and individual factors. The prevalence of this behavior is high among university students. However, although the specificities of graduate school may intensify vulnerability to mental illness, there is still a shortage of studies specifically focused on the graduate student population. In emergency contexts, such as the COVID-19 pandemic, this vulnerability can be exacerbated. Given this, this study aimed to analyze the prevalence, frequency, and types of illicit drugs used by stricto sensu graduate students, as well as to identify factors associated with their consumption during the COVID-19 pandemic. For data collection, a questionnaire was administered covering sociodemographic, academic, and self-reported health aspects, including questions about illicit drug use based on the Mini International Neuropsychiatry Interview (MINI). Descriptive analysis and comparison between groups were performed in SPSS, and machine learning analysis was used in R software to identify groups most vulnerable to illicit drug use. The prevalence of drug use was 18.45%, with a higher prevalence of cannabinoid, hallucinogen, and cocaine use. There was no significant difference in the frequency of drug use between those who started before and those who started during the pandemic, with occasional use and use at parties being the most prevalent. Concerning the type of drug used, there was a significant difference in all drugs analyzed, with a higher frequency of use among those who started before the pandemic. Regarding the factors associated with illicit drug use, considering sociodemographic variables, the graduate students most vulnerable to illicit drug use were those who did not have a religion or who attended Afro-Brazilian religions and belonged to sexual minorities. Regarding academic factors, the most vulnerable were those who work in addition to their graduate studies, without a job, and are pursuing a master\'s degree. Regarding self-reported health aspects, the most vulnerable were those who smoked before the pandemic and needed to take a leave of absence from their graduate studies because they did not feel well psychologically during the pandemic. The data from this study highlight groups that are more susceptible to drug use, emphasizing the need for targeted prevention and harm reduction strategies, particularly among students with minority identities and greater academic and psychological vulnerability.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMiasso, Adriana InocentiSantos, Patricia Leila dosMazer, Larissa Cristina2025-07-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-08102025-131733/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-27T17:21:02Zoai:teses.usp.br:tde-08102025-131733Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-27T17:21:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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