Que assim seja: um estudo sobre imperativos de terceira pessoa em Sófocles e Aristófanes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Dotta, Johnny
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-18062025-154241/
Resumo: Este trabalho visa à investigação de um corpus de 184 imperativos de terceira pessoa, que representa a totalidade das ocorrências dessa forma em Sófocles e Aristófanes, a partir de dois prismas: a prescritividade das ocorrências e o envolvimento dos participantes da situação comunicativa na realização de uma prescrição. Esses recortes foram escolhidos uma vez constatado que essas se apresentavam como questões em discussão em trabalhos anteriores que tocavam no tema. Em um desses enfoques, os debates acerca da noção de \"força ilocucionária diretiva\" nos levaram a adotar um conceito mais amplo de \"prescritividade\", a partir do qual foi organizada uma escala que permitiu identificar que os imperativos de terceira pessoa de nosso corpus podem expressar desde ordens até ocorrências não prescritivas. Fizemos também uma escala de envolvimento do interlocutor, a qual revelou que o imperativo de terceira pessoa pode ser usado em diferentes construções para mobilizar a agência de diferentes participantes do processo interativo, não apenas a terceira pessoa, mas também a segunda e mesmo a primeira. Com isso, o trabalho oferece um maior detalhamento das funções dessa forma verbal nas tragédias sofoclianas e comédias aristofânicas
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spelling Que assim seja: um estudo sobre imperativos de terceira pessoa em Sófocles e AristófanesSo be it: a study of third-person imperatives in Sophocles and AristophanesAristófanesAristophanesGreek languageGreek theaterImperativeImperativoLíngua gregaSófoclesSophoclesTeatro gregoEste trabalho visa à investigação de um corpus de 184 imperativos de terceira pessoa, que representa a totalidade das ocorrências dessa forma em Sófocles e Aristófanes, a partir de dois prismas: a prescritividade das ocorrências e o envolvimento dos participantes da situação comunicativa na realização de uma prescrição. Esses recortes foram escolhidos uma vez constatado que essas se apresentavam como questões em discussão em trabalhos anteriores que tocavam no tema. Em um desses enfoques, os debates acerca da noção de \"força ilocucionária diretiva\" nos levaram a adotar um conceito mais amplo de \"prescritividade\", a partir do qual foi organizada uma escala que permitiu identificar que os imperativos de terceira pessoa de nosso corpus podem expressar desde ordens até ocorrências não prescritivas. Fizemos também uma escala de envolvimento do interlocutor, a qual revelou que o imperativo de terceira pessoa pode ser usado em diferentes construções para mobilizar a agência de diferentes participantes do processo interativo, não apenas a terceira pessoa, mas também a segunda e mesmo a primeira. Com isso, o trabalho oferece um maior detalhamento das funções dessa forma verbal nas tragédias sofoclianas e comédias aristofânicasThis work aims to investigate a corpus of 184 third-person imperatives, which represents all the occurrences of this form in Sophocles and Aristophanes, from two perspectives: the prescriptiveness of the occurrences and the involvement of the participants in the communicative situation in carrying out a prescription. These approaches were chosen once it was clear that these were issues under discussion in previous works on the subject. In one of these approaches, discussions about the notion of \"directive illocutionary force\" led us to adopt a broader concept of \"prescriptiveness\", based on which we organized a scale that allowed us to identify that the third-person imperatives in our corpus can express anything from orders to non-prescriptive occurrences. We also developed a scale of interlocutor involvement, which revealed that the third-person imperative can be used in different constructions to mobilize the agency of different participants in the interactional process, not just the third person, but also the second and even the first. As a result, the study provides greater detail on the functions of this verbal form in Sophoclean tragedies and Aristophanic comediesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMacedo, José Marcos Mariani deDotta, Johnny2024-12-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-18062025-154241/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-18T18:47:02Zoai:teses.usp.br:tde-18062025-154241Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-18T18:47:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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