Pintores proletários para uma cidade industrial: o Grupo do Santa Helena entre a arte italiana e a construção da identidade moderna paulista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ronqui, Andrea Augusto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Escola de Comunicações e Artes
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27160/tde-16042026-104329/
Resumo: Esta pesquisa tem como objetos de estudo 11 obras dos artistas do Grupo do Santa Helena da Coleção Francisco Matarazzo Sobrinho (FMS) no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP), a saber, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi e Mário Zanini. O estudo partiu das seguintes premissas: 1) A Coleção FMS abriga um conjunto de obras de arte moderna italiana, representativo da produção de um certo período, em particular do entreguerras; 2) Os artistas do Santa Helena tinham suas origens nas comunidades imigrantes, na maioria italianas, habitavam bairros operários e não provinham nem frequentavam as elites paulistanas como os primeiros modernistas, e foram promovidos no meio artístico como \'artistas proletários\'; 3) As obras desses artistas dialogam esteticamente com as linguagens artísticas italianas contemporâneas ligadas ao \'retorno à ordem\' europeu, também presentes na Coleção FMS. 4) Desde o início das imigrações em massa e por toda a primeira metade do século XX, houve intenso intercâmbio do ambiente artístico paulista com o italiano, com a atuação massiva de italianos em São Paulo, em todos os campos da produção, ensino, promoção, difusão e mecenato das artes; 5) O período das imigrações em massa coincide com o desenvolvimento da industrialização em São Paulo, na qual a participação de imigrantes também foi significativa, tendo no industrial Francisco Matarazzo Sobrinho provavelmente o principal mecenas do campo cultural nos anos de 1940 e 1950. A pesquisa buscou dois objetivos principais: investigar e analisar as relações estéticas do Grupo do Santa Helena com a arte italiana de seu tempo, sobretudo com as obras italianas da Coleção FMS; e compreender em que medida, no contexto de uma aproximação sempre maior entre arte, modernidade e industrialização, a denominação \'artistas proletários\' veio ao encontro dos anseios de legitimação das elites industriais, no período de formação de um acervo constituído a partir do mecenatismo de Matarazzo.
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O estudo partiu das seguintes premissas: 1) A Coleção FMS abriga um conjunto de obras de arte moderna italiana, representativo da produção de um certo período, em particular do entreguerras; 2) Os artistas do Santa Helena tinham suas origens nas comunidades imigrantes, na maioria italianas, habitavam bairros operários e não provinham nem frequentavam as elites paulistanas como os primeiros modernistas, e foram promovidos no meio artístico como \'artistas proletários\'; 3) As obras desses artistas dialogam esteticamente com as linguagens artísticas italianas contemporâneas ligadas ao \'retorno à ordem\' europeu, também presentes na Coleção FMS. 4) Desde o início das imigrações em massa e por toda a primeira metade do século XX, houve intenso intercâmbio do ambiente artístico paulista com o italiano, com a atuação massiva de italianos em São Paulo, em todos os campos da produção, ensino, promoção, difusão e mecenato das artes; 5) O período das imigrações em massa coincide com o desenvolvimento da industrialização em São Paulo, na qual a participação de imigrantes também foi significativa, tendo no industrial Francisco Matarazzo Sobrinho provavelmente o principal mecenas do campo cultural nos anos de 1940 e 1950. A pesquisa buscou dois objetivos principais: investigar e analisar as relações estéticas do Grupo do Santa Helena com a arte italiana de seu tempo, sobretudo com as obras italianas da Coleção FMS; e compreender em que medida, no contexto de uma aproximação sempre maior entre arte, modernidade e industrialização, a denominação \'artistas proletários\' veio ao encontro dos anseios de legitimação das elites industriais, no período de formação de um acervo constituído a partir do mecenatismo de Matarazzo.This research focuses on 11 works by artists from Grupo do Santa Helena, part of the Francisco Matarazzo Sobrinho Collection at the Museum of Contemporary Art of the University of São Paulo (MAC USP), namely Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi, and Mário Zanini. The study was based on the following premises: 1) The FMS Collection houses a group of works of Italian modern art, representative of the production of a certain period, particularly the interwar period; 2) The Santa Helena artists had their origins in immigrant communities, mostly Italian, lived in working-class neighborhoods and did not come from or frequent the São Paulo elite like the early modernists, and were promoted within the artistic community as proletarian artists; 3) The works of these artists engage aesthetically with contemporary Italian artistic languages linked to the European return to order, also present in the Collection. 4) From the beginning of mass immigration and throughout first half of the 20th century, there was intense exchange between São Paulo and Italian artistic circles, with Italians participating heavily in all fields of production, teaching, promotion, dissemination, and patronage of the arts. 5) The period of mass immigration coincided with the development of industrialization in São Paulo, in which immigrant participation was also significant, with industrialist Francisco Matarazzo Sobrinho arguably being the main patron of the cultural field in the 1940s and 1950s. The research pursued two main objectives: to investigate and analyze the aesthetic relationships of the Grupo do Santa Helena with Italian art of their time, especially with Italian works of the Collection; and to understand to what extent, in the context of an ever-increasing rapprochement between art, modernity, and industrialization, the term proletarian artists met the industrial elites\' desire for legitimacy during the period of the formation of a collection built on Matarazzo\'s patronage.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola de Comunicações e ArtesMagalhães, Ana GonçalvesRonqui, Andrea Augusto2025-12-102026-04-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27160/tde-16042026-104329/doi:10.11606/T.27.2025.tde-16042026-104329Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-24T13:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-16042026-104329Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-24T13:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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