Padrões da microbiota intestinal e perfil metabólico de agricultores periurbanos na área metropolitana de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: D\'Oliveira, Poliana Scarcella
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/112/112131/tde-02022026-095929/
Resumo: A dieta desempenha papel central na modulação da composição da microbiota intestinal e pode influenciar a saúde metabólica. Este estudo investigou associações entre qualidade da dieta, ingestão de nutrientes, diversidade da microbiota intestinal e marcadores metabólicos em adultos residentes em áreas periurbanas de São Paulo. A dieta foi avaliada por meio de R24h, do sistema NOVA e do Índice Brasileiro de Alimentação Saudável (BHEI-R). A microbiota intestinal foi caracterizada por sequenciamento do gene 16S rRNA, com a diversidade alfa avaliada por índices de riqueza e diversidade e a diversidade beta analisada por distâncias UniFrac. O estudo incluiu 105 participantes (idade média de 54,3 ± 12,0 anos). Com base em um Índice de Saúde Metabólica, 57% dos participantes foram classificados como não saudáveis, 27,8% como em transição e 16% como saudáveis. Maior qualidade da dieta associou-se positivamente à riqueza microbiana (Chao1; R = 0,28; p_aj = 0,0246). Maior ingestão de ácidos graxos saturados e trans esteve associada a menor diversidade alfa e equitabilidade em diferentes índices (|R| &#8776; 0,25&#8211;0,28; p_aj < 0,05). Marcadores metabólicos, incluindo triglicerídeos e alanina aminotransferase (ALT/TGP), apresentaram associações inversas com a diversidade microbiana. Indivíduos com parasitas intestinais apresentaram maior diversidade alfa em comparação aos indivíduos sem parasitas (Pielou; p = 0,031). Análises de diversidade beta mostraram diferenças significativas na composição da microbiota intestinal entre os grupos de estado de saúde metabólica. A PERMANOVA revelou associações significativas utilizando distâncias UniFrac não ponderadas (R² = 0,026; p = 0,045) e ponderadas (R² = 0,049; p = 0,014). Os gêneros bacterianos foram interpretados à luz do arcabouço ecológico VANISH&#8211;BloSSUM, destacando a coexistência de táxons reduzidos ou enriquecidos em contextos de industrialização. Em conclusão, a qualidade da dieta esteve associada à diversidade da microbiota intestinal, enquanto o estado de saúde metabólica relacionou-se a diferenças na estrutura da comunidade microbiana. Esses achados reforçam a importância da alimentação na modulação da ecologia microbiana intestinal em populações em transição nutricional.
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A microbiota intestinal foi caracterizada por sequenciamento do gene 16S rRNA, com a diversidade alfa avaliada por índices de riqueza e diversidade e a diversidade beta analisada por distâncias UniFrac. O estudo incluiu 105 participantes (idade média de 54,3 ± 12,0 anos). Com base em um Índice de Saúde Metabólica, 57% dos participantes foram classificados como não saudáveis, 27,8% como em transição e 16% como saudáveis. Maior qualidade da dieta associou-se positivamente à riqueza microbiana (Chao1; R = 0,28; p_aj = 0,0246). Maior ingestão de ácidos graxos saturados e trans esteve associada a menor diversidade alfa e equitabilidade em diferentes índices (|R| &#8776; 0,25&#8211;0,28; p_aj < 0,05). Marcadores metabólicos, incluindo triglicerídeos e alanina aminotransferase (ALT/TGP), apresentaram associações inversas com a diversidade microbiana. Indivíduos com parasitas intestinais apresentaram maior diversidade alfa em comparação aos indivíduos sem parasitas (Pielou; p = 0,031). Análises de diversidade beta mostraram diferenças significativas na composição da microbiota intestinal entre os grupos de estado de saúde metabólica. A PERMANOVA revelou associações significativas utilizando distâncias UniFrac não ponderadas (R² = 0,026; p = 0,045) e ponderadas (R² = 0,049; p = 0,014). Os gêneros bacterianos foram interpretados à luz do arcabouço ecológico VANISH&#8211;BloSSUM, destacando a coexistência de táxons reduzidos ou enriquecidos em contextos de industrialização. Em conclusão, a qualidade da dieta esteve associada à diversidade da microbiota intestinal, enquanto o estado de saúde metabólica relacionou-se a diferenças na estrutura da comunidade microbiana. Esses achados reforçam a importância da alimentação na modulação da ecologia microbiana intestinal em populações em transição nutricional.Diet plays a central role in shaping gut microbiota composition and may influence metabolic health. This study investigated associations between diet quality, nutrient intake, gut microbiota diversity, and metabolic markers in adults living in peri-urban areas of São Paulo. Diet was assessed using 24-hour dietary recalls (24hR), the NOVA food classification system, and the Brazilian Healthy Eating IndexRevised (BHEI-R). Gut microbiota was characterized by 16S rRNA gene sequencing, with alpha diversity evaluated using richness and diversity indices and beta diversity assessed using UniFrac distances. The study included 105 participants (mean age 54.3 ± 12.0 years). Based on a Metabolic Health Index, 57% of participants were classified as unhealthy, 27.8% as in transition, and 16% as healthy. Higher diet quality was positively associated with microbial richness (Chao1; R = 0.28, p_adj = 0.0246). Higher intake of saturated and trans fatty acids was associated with lower alpha diversity and evenness across multiple indices (|R| &#8776; 0.25&#8211;0.28, p_adj < 0.05). Metabolic markers, including triglycerides and alanine aminotransferase (ALT/TGP), showed inverse associations with microbial diversity. Individuals with intestinal parasites exhibited higher alpha diversity compared with parasite-negative individuals (Pielou&#8217;s evenness; p = 0.031). Beta diversity analyses revealed significant differences in gut microbiota composition across metabolic health status groups. PERMANOVA showed significant associations using unweighted UniFrac (R² = 0.026, p = 0.045) and weighted UniFrac distances (R² = 0.049, p = 0.014). Bacterial genera were interpreted within the VANISH&#8211;BloSSUM ecological framework, highlighting the coexistence of taxa depleted or enriched in industrialized contexts. In conclusion, diet quality was associated with gut microbiota diversity, while metabolic health status was linked to differences in microbial community structure. These findings reinforce the importance of diet in modulating gut microbial ecology in populations undergoing nutritional transition.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHoffmann, ChristianD\'Oliveira, Poliana Scarcella2025-12-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/112/112131/tde-02022026-095929/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-02T19:05:11Zoai:teses.usp.br:tde-02022026-095929Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-02T19:05:11Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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