Estudo da adsorção e decomposição do íon metanossulfonato sobre eletrodos de platina policristalina e monocristalina com face (111) e (100)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1997
Autor(a) principal: Garcia, Jarem Raul
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-01072025-105203/
Resumo: Nesse trabalho foi estudado a adsorção do íon metanossulfonato sobre eletrodos de platina policristalina e monocristalina com faces (111) e (100) com o objetivo de se determinar a estrutura da interface platina/metanossulfonato, já que esse íon é bastante utilizado em uma grande quantidade de processos eletroquímicos. Além disso o estudo de espécies que contenham o grupo SO3, como é o caso desse íon, pode trazer informações adicionais aos estudos realizados com sulfato. Foram realizadas medidas voltamétricas, de FTIR e de espectrometria de massa, sendo que os resultados obtidos mostram um comportamento total mente diferente do esperado. A análise do formato dos voltamogramas mostrou que o processo que ocorre nessa interface é um processo irreversível que desativa a superficie do eletrodo. Através das medidas de FTIRs e espectrometria de massa determinou-se que esse processo de desativação é causado pela decomposição do metanossulfonato sobre o eletrodo, pois observou-se a geração de CO2 durante a aplicação de potencial. Além da decomposição do metanossulfonato, determinou-se, através das medidas de FTIRs, as geometrias de adsorção desse íon nas diferentes faces cristalográficas da platina monocristalina. Na face (111) o aparecimento de uma banda em ca. 1390 cm-1, que pode ser atribuida ao modo de vibração do grupo CH3, conhecido como modo guarda-chuva sugere que nessa superficie o metanossulfonato se adsorve por uma simetria C3v, já que pela regra de seleção de superficie esse modo ficaria totalmente ativo na região de Infravermelho com esse tipo de geometria. Já na face (100) a ausência dessa banda em ca.1390 cm-1 indica que a adsorção, nesse caso, deve ocorrer por uma simetria C2v, pois com essa simetria, o grupo CH3 se inclina em relação a superfície do eletrodo, tomando o modo de vibração guarda-chuva bem menos ativo à absorção de radiação. Esses dados confirmam os resultados obtidos para a adsorção do sulfato nesses mesmos tipos de superfície.
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