Digitalização de preparos de endocrown com cinco diferentes scanners intraorais: estudo sobre a veracidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mota, Iago Fonseca Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-25072025-100827/
Resumo: Justificativa: A profundidade do preparo para endocrowns influencia a veracidade das imagens adquiridas por scanners intraorais, sendo a exatidão dimensional essencial para a adaptação das restaurações e o sucesso clínico. Objetivo: Avaliar a discrepância dimensional de modelos digitais de preparos para endocrowns com profundidades de 3,5 e 5 mm, obtidos por cinco scanners intraorais. Material e Métodos: Dois dentes molares inferiores foram preparados para restaurações tipo endocrown com profundidades de 3,5 e 5 mm em relação a parede pulpar. Os preparos foram digitalizados (n=5) por Primescan, Medit i600, TRIOS 3, Dexis IS3700 e Eagle IOS. Modelos digitais de referência foram obtidos por um scanner laboratorial. A análise quantitativa das discrepâncias foi realizada com o software Geomagic Control X, separando as regiões intracoronal e extracoronal do preparo dental. Resultados: No assoalho pulpar, Primescan apresentou os menores valores de RMS em ambas profundidades, com 16,70 ± 0,91 &micro;m a 3,5 mm e 13,38 ± 2,23 &micro;m a 5,0 mm, mostrando diferença significativa dependente da profundidade do preparo; seguido por TRIOS 3 e i600, que não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre si em ambas profundidades (p = 1,000 e p = 0,631). Eagle IOS registrou maiores valores de RMS, com 40,48 ± 2,77 &micro;m a 3,5 mm e 36,32 ± 2,01 &micro;m a 5,0 mm (p < 0,001). Todos os valores observados encontram-se dentro dos limites clinicamente aceitáveis. Nas regiões extracoronais, os menores valores na parede axial externa foram da Primescan com 8,52 ± 0,30 e TRIOS3 11,40 ± 0,36, seguidos pelo i600 13,16 ± 1,17. Eagle IOS teve a maior discrepância com 34,54 ± 3,02. Na região de término, o menor valor foi da Primescan com 9,40 ± 0,62. Seguido por TRIOS3 12,92 ± 1,20 e i600 13,28 ± 0,65. IS3700 e Eagle IOS apresentaram a maiores discrepâncias com 26,56 ± 2,15 e 33,04 ± 4,95, respectivamente. Conclusão: Primescan apresentou constantemente os menores valores de RMS, TRIOS 3 e i600 tiveram resultados semelhantes, e IS3700 e Eagle IOS mostraram as maiores discrepâncias. A profundidade foi significativa no assoalho, com RMS maiores a 3,5 mm, sugerindo interação de outros fatores. Nas regiões extracoronais alguns sistemas apresentaram maiores valores de RMS no término, supostamente devido a presença dos dentes adjacentes. Todos sistemas ficaram dentro dos limites clínicos aceitáveis.
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spelling Digitalização de preparos de endocrown com cinco diferentes scanners intraorais: estudo sobre a veracidadeDigitalization of endocrown preparations with five different intraoral scanners: a study on truenessEndocrownEndocrownIntraoral scannerScanner intraoralTruenessVeracidadeJustificativa: A profundidade do preparo para endocrowns influencia a veracidade das imagens adquiridas por scanners intraorais, sendo a exatidão dimensional essencial para a adaptação das restaurações e o sucesso clínico. Objetivo: Avaliar a discrepância dimensional de modelos digitais de preparos para endocrowns com profundidades de 3,5 e 5 mm, obtidos por cinco scanners intraorais. Material e Métodos: Dois dentes molares inferiores foram preparados para restaurações tipo endocrown com profundidades de 3,5 e 5 mm em relação a parede pulpar. Os preparos foram digitalizados (n=5) por Primescan, Medit i600, TRIOS 3, Dexis IS3700 e Eagle IOS. Modelos digitais de referência foram obtidos por um scanner laboratorial. A análise quantitativa das discrepâncias foi realizada com o software Geomagic Control X, separando as regiões intracoronal e extracoronal do preparo dental. Resultados: No assoalho pulpar, Primescan apresentou os menores valores de RMS em ambas profundidades, com 16,70 ± 0,91 &micro;m a 3,5 mm e 13,38 ± 2,23 &micro;m a 5,0 mm, mostrando diferença significativa dependente da profundidade do preparo; seguido por TRIOS 3 e i600, que não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre si em ambas profundidades (p = 1,000 e p = 0,631). Eagle IOS registrou maiores valores de RMS, com 40,48 ± 2,77 &micro;m a 3,5 mm e 36,32 ± 2,01 &micro;m a 5,0 mm (p < 0,001). Todos os valores observados encontram-se dentro dos limites clinicamente aceitáveis. Nas regiões extracoronais, os menores valores na parede axial externa foram da Primescan com 8,52 ± 0,30 e TRIOS3 11,40 ± 0,36, seguidos pelo i600 13,16 ± 1,17. Eagle IOS teve a maior discrepância com 34,54 ± 3,02. Na região de término, o menor valor foi da Primescan com 9,40 ± 0,62. Seguido por TRIOS3 12,92 ± 1,20 e i600 13,28 ± 0,65. IS3700 e Eagle IOS apresentaram a maiores discrepâncias com 26,56 ± 2,15 e 33,04 ± 4,95, respectivamente. Conclusão: Primescan apresentou constantemente os menores valores de RMS, TRIOS 3 e i600 tiveram resultados semelhantes, e IS3700 e Eagle IOS mostraram as maiores discrepâncias. A profundidade foi significativa no assoalho, com RMS maiores a 3,5 mm, sugerindo interação de outros fatores. Nas regiões extracoronais alguns sistemas apresentaram maiores valores de RMS no término, supostamente devido a presença dos dentes adjacentes. Todos sistemas ficaram dentro dos limites clínicos aceitáveis.Justification: The depth of the preparation for endocrowns influences the accuracy of images acquired by intraoral scanners, with dimensional accuracy being essential for the adaptation of restorations and clinical success. Aim: To evaluate the dimensional discrepancy of digital models of endocrown preparations with depths of 3.5 mm and 5 mm, obtained by five intraoral scanners. Material and Methods: Two lower molars were prepared for endocrown restorations with depths of 3.5 mm and 5 mm in relation to the pulpal floor. The preparations were digitized (n=5) using Primescan, Medit i600, TRIOS 3, Dexis IS3700, and Eagle IOS. Reference digital models were obtained using a laboratory scanner. The quantitative analysis of discrepancies was performed with Geomagic Control X software, separating the intracoronal and extracoronal regions of the dental preparation. Results: In the pulpal floor, Primescan exhibited the lowest RMS values at both depths, with 16.70 ± 0.91 &micro;m at 3.5 mm and 13.38 ± 2.23 &micro;m at 5.0 mm, showing a significant difference dependent on the preparation depth; followed by TRIOS 3 and i600, which did not show statistically significant differences between each other at both depths (p = 1.000 and p = 0.631). Eagle IOS recorded higher RMS values, with 40.48 ± 2.77 &micro;m at 3.5 mm and 36.32 ± 2.01 &micro;m at 5.0 mm (p < 0.001). All observed values were within clinically acceptable limits. In the extracoronal regions, the lowest values in the external axial wall were from Primescan with 8.52 ± 0.30 and TRIOS 3 with 11.40 ± 0.36, followed by i600 with 13.16 ± 1.17. Eagle IOS had the highest discrepancy with 34.54 ± 3.02. In the finish line region, the lowest value was from Primescan with 9.40 ± 0.62, followed by TRIOS 3 with 12.92 ± 1.20 and i600 with 13.28 ± 0.65. IS3700 and Eagle IOS exhibited the highest discrepancies with 26.56 ± 2.15 and 33.04 ± 4.95, respectively. Conclusion: Primescan consistently exhibited the lowest RMS values, while TRIOS 3 and i600 showed similar results, and IS3700 and Eagle IOS presented the highest discrepancies. Depth was significant in the pulpal floor, with higher RMS values at 3.5 mm, suggesting the interaction of other factors. In the extracoronal regions, some systems demonstrated higher RMS values at the finish line, presumably due to the presence of adjacent teeth. All systems remained within clinically acceptable limits.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTirapelli, CamilaMota, Iago Fonseca Silva2024-12-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-25072025-100827/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-19T12:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-25072025-100827Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-19T12:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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