Impacto da vacinação contra a COVID-19 em pacientes oncológicos: análise de banco de dados populacional
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-17102025-162745/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: Pacientes com câncer apresentam maior risco de COVID-19 grave e morte. Embora a vacinação contra COVID-19 induza anticorpos neutralizantes nesses pacientes, os níveis são menores do que em indivíduos saudáveis, e dados de ensaios clínicos randomizados não estão disponíveis, pois esses pacientes foram excluídos dos estudos iniciais. Estudos observacionais subsequentes investigaram principalmente a proteção vacinal contra infecção por COVID-19, e não eventos graves, que são o principal objetivo da vacinação em grupos de alto risco. OBJETIVOS: Estimar a efetividade da vacina (EV) referente a série primária (primeira e segunda dose) e a efetividade vacinal relativa (EVr) da dose de reforço (terceira dose) das vacinas contra COVID-19 contra infecção, hospitalização e morte por COVID-19. MÉTODOS: Empregamos um desenho de teste negativo (TN) e coortes pareadas dentro de uma estrutura de target-trial, utilizando o Sistema de Informação para Pesquisa em Atenção Primária (SIDIAP) na Catalunha, Espanha. Para o TN, analisamos todos os testes válidos de COVID-19 realizados de 27 de Dez. de 2020 a 30 de Jun. de 2022, e utilizamos regressão logística multivariada para estimar a EV (série primária) e EVr (reforço) contra infecção por COVID-19, considerando o status vacinal. No estudo de coorte pareada, pareamos pacientes vacinados e não vacinados diariamente, tanto para doses primárias quanto para doses de reforço. Em seguida, calculamos e plotamos os riscos cumulativos entre os grupos usando o estimador de Kaplan-Meier e estimamos a EV e EVr contra hospitalização por COVID- 19 usando um modelo de riscos proporcionais de Cox. Calibramos nossas estimativas com desfechos de controle negativo (DCO) para minimizar vieses. RESULTADOS: Pacientes com câncer receberam predominantemente vacinas baseadas em mRNA (> 75% na série primária e > 95% nas doses de reforço). No TN, 57.859 e 33.359 testes válidos foram incluídos para a análise primária e de reforço. A EV contra infecção por COVID-19 foi de 36.2% (IC 95% 22.9% - 47.2%) após uma dose, e 63.5% (IC 95% 57.8% - 69.5%) após duas doses. O reforço, comparado a apenas duas doses, proporcionou uma EVr de 52.2% (IC 95% 48.3% - 55.9%). No desenho de coortes pareadas, duas grandes coortes com esquema de vacinação primário (N=184.744) e reforço (N=108.534) foram construídas. Os pacientes tiveram 51.8% (IC 95% 40.3%-61.1%) e 58.4% (IC 95% 29.3%-75.5%) de proteção contra hospitalização por COVID-19 e morte por COVID-19, respectivamente, após vacinação completa (duas doses) e 77.9% (IC 95% 69.2%-84.2%) e 80.2% (IC 95% 63.0%-89.4%) após o reforço. O ajuste para DCO apresentou resultados similares. CONCLUSÃO: A vacinação primária com duas doses contra COVID-19 reduziu o risco de infecção, hospitalização e morte por COVID-19 em pacientes com câncer. Uma dose de reforço proporcionou proteção adicional significativa. |
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Impacto da vacinação contra a COVID-19 em pacientes oncológicos: análise de banco de dados populacionalImpact of COVID-19 vaccination in patients with cancer: a population-based database analysisCohort studiesCOVID-19COVID-19COVID-19 vaccinesEpidemiologic methodsEstudos de coortesMétodos epidemiológicosSARS-CoV-2SARS-CoV-2VaccinesVacinasVacinas contra COVID-19INTRODUÇÃO: Pacientes com câncer apresentam maior risco de COVID-19 grave e morte. Embora a vacinação contra COVID-19 induza anticorpos neutralizantes nesses pacientes, os níveis são menores do que em indivíduos saudáveis, e dados de ensaios clínicos randomizados não estão disponíveis, pois esses pacientes foram excluídos dos estudos iniciais. Estudos observacionais subsequentes investigaram principalmente a proteção vacinal contra infecção por COVID-19, e não eventos graves, que são o principal objetivo da vacinação em grupos de alto risco. OBJETIVOS: Estimar a efetividade da vacina (EV) referente a série primária (primeira e segunda dose) e a efetividade vacinal relativa (EVr) da dose de reforço (terceira dose) das vacinas contra COVID-19 contra infecção, hospitalização e morte por COVID-19. MÉTODOS: Empregamos um desenho de teste negativo (TN) e coortes pareadas dentro de uma estrutura de target-trial, utilizando o Sistema de Informação para Pesquisa em Atenção Primária (SIDIAP) na Catalunha, Espanha. Para o TN, analisamos todos os testes válidos de COVID-19 realizados de 27 de Dez. de 2020 a 30 de Jun. de 2022, e utilizamos regressão logística multivariada para estimar a EV (série primária) e EVr (reforço) contra infecção por COVID-19, considerando o status vacinal. No estudo de coorte pareada, pareamos pacientes vacinados e não vacinados diariamente, tanto para doses primárias quanto para doses de reforço. Em seguida, calculamos e plotamos os riscos cumulativos entre os grupos usando o estimador de Kaplan-Meier e estimamos a EV e EVr contra hospitalização por COVID- 19 usando um modelo de riscos proporcionais de Cox. Calibramos nossas estimativas com desfechos de controle negativo (DCO) para minimizar vieses. RESULTADOS: Pacientes com câncer receberam predominantemente vacinas baseadas em mRNA (> 75% na série primária e > 95% nas doses de reforço). No TN, 57.859 e 33.359 testes válidos foram incluídos para a análise primária e de reforço. A EV contra infecção por COVID-19 foi de 36.2% (IC 95% 22.9% - 47.2%) após uma dose, e 63.5% (IC 95% 57.8% - 69.5%) após duas doses. O reforço, comparado a apenas duas doses, proporcionou uma EVr de 52.2% (IC 95% 48.3% - 55.9%). No desenho de coortes pareadas, duas grandes coortes com esquema de vacinação primário (N=184.744) e reforço (N=108.534) foram construídas. Os pacientes tiveram 51.8% (IC 95% 40.3%-61.1%) e 58.4% (IC 95% 29.3%-75.5%) de proteção contra hospitalização por COVID-19 e morte por COVID-19, respectivamente, após vacinação completa (duas doses) e 77.9% (IC 95% 69.2%-84.2%) e 80.2% (IC 95% 63.0%-89.4%) após o reforço. O ajuste para DCO apresentou resultados similares. CONCLUSÃO: A vacinação primária com duas doses contra COVID-19 reduziu o risco de infecção, hospitalização e morte por COVID-19 em pacientes com câncer. Uma dose de reforço proporcionou proteção adicional significativa.INTRODUCTION: Patients with cancer are at a high risk of severe COVID-19 and death. While COVID-19 vaccination does induce neutralizing antibodies in these patients, the levels are lower than in healthy individuals, and randomized trial data is unavailable as they were excluded from pivotal trials. Previous observational studies have largely investigated vaccine protection against COVID-19 infection, and not COVID-19 severe events, which is the ultimate vaccination goal for high-risk groups. OBJECTIVES: We aimed to estimate the vaccine effectiveness (VE) and relative vaccine effectiveness (rVE) of the primary (first and second dose) and booster (third dose) COVID-19 vaccines series against COVID-19 infection, hospitalization, and death. METHODS: We employed a test-negative design (TND) and a matched-cohort design within a target-trial framework, utilizing the Information System for Primary Care Research (SIDIAP) in Catalonia, Spain. For the TND, we analyzed all valid COVID-19 tests conducted from December 27, 2020, to June 30, 2022, and used multivariable logistic regression to estimate VE (primary scheme) and rVE (booster) against COVID-19 infection by vaccination status. In the matched cohort study, we matched vaccinated and unvaccinated patients daily, starting with vaccine rollout, for both primary and booster doses. We then calculated and plotted cumulative hazards between groups using the Kaplan-Meier estimator and estimated VE and rVE against COVID-19 hospitalization using a Cox proportional hazards model. We calibrated our estimates with negative control outcomes (NCO) to minimize bias. RESULTS: Patients with cancer received predominantly mRNA-based vaccines (> 75% in primary series and > 95% in booster doses). In the TND, 57,859 and 33,359 valid tests were included for the primary and booster analysis. The VE against COVID-19 infection was 36.2% (95% CI 22.9% - 47.2%) after one dose, and 63.5% (95% CI 57.8% - 69.5%) after two doses. The booster, compared to two doses only, provided a rVE of 52.2% (95% CI 48.3% - 55.9%). In the matched cohorts design, two large cohorts with a primary vaccination scheme (N=184,744) and a booster (N=108,534) were built. Patients had 51.8% (95% CI 40.3%61.1%) and 58.4% (95% CI 29.3%75.5%) protection against COVID-19 hospitalization and COVID-19 death, respectively, after full vaccination (two-doses) and 77.9% (95% CI 69.2%84.2%) and 80.2% (95% CI 63.0%89.4%) after booster. Adjustment for NCO had comparable estimates. CONCLUSION: Among patients with cancer, a two-dose primary COVID-19 vaccination series reduced the risk of COVID-19 infection, hospitalization, and death. A booster dose provided significant added protection.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRanzani, Otavio TavaresLazar Neto, Felippe2025-06-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-17102025-162745/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-17T19:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-17102025-162745Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-17T19:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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