Dinâmicas da crise urbana no Brasil: processo de privatização prisional diante da negação do direito à cidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Ricardo Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-14032025-134402/
Resumo: A partir de uma perspectiva da geografia urbana crítica, o trabalho investiga como a cidade é produzida de forma a negar o direito à cidade para parcela significativa da população, especialmente para jovens negros e periféricos. O encarceramento em massa é compreendido, neste contexto, como um instrumento de controle social em meio a processos de segregação e marginalização sociais. Se promove na última década um movimento que procura transformar serviços prisionais em negócio, com parcerias público-privadas, emergindo como uma estratégia para intensificar o controle sobre a população carcerária e gerar lucros. Essa prática, alinhada com a lógica neoliberal, aprofunda as desigualdades sociais e raciais, ao mesmo tempo em que fragiliza o direito à cidade. A pesquisa demonstra que a urbanização crítica no Brasil, notadamente em grandes centros urbanos, é marcada por uma forte militarização e por políticas de segurança pública que criminalizam a pobreza e a juventude negra. Essa lógica de controle social, associada à negação do direito à cidade, resulta em um ciclo de violência que se reproduz ao longo das gerações. Ao analisar a produção do espaço urbano e as relações de poder que a sustentam, procuramos contribuir para a análise das dinâmicas que levam à produção de desigualdades e à negação dos direitos, frente aos recentes incentivos neoliberais para a privatização do sistema prisional brasileiro
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