Planejamento e execução do implante transcateter de bioprótese valvar aórtica sem a utilização de contraste iodado em portadores de doença renal crônica: validação de uma nova estratégia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Freire, Antônio Fernando Diniz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-05052025-151318/
Resumo: Introdução: A injúria renal aguda (IRA) é frequentemente observada após o implante transcateter da válvula aórtica (TAVI) e está associada a um aumento da mortalidade. Objetivos: Avaliar a exequilidade e a segurança de uma nova estratégia de execução e planejamento do TAVI que dispensa a utilização de contraste iodado e pode ser especialmente valiosa para pacientes com estenose aórtica (EAo) e doença renal crônica (DRC), para prevenir a ocorrência de IRA. Métodos: Pacientes com EAo importante, sintomáticos, portadores de DRC estágio 3a e não dialíticos, foram avaliados para o TAVI usando quatro modalidades de imagem não contrastadas para planejamento do procedimento: ecocardiograma transesofágico (ETE), ressonância magnética cardíaca, tomografia computadorizada multislice (TCMS) e angiografia aorto-ilíaca com CO2. Os pacientes foram submetidos ao TAVI transfemoral (TF), usando a bioprótese autoexpansível Evolutâ (Medtronic,USA) e os procedimentos foram guiados por fluoroscopia e ETE. Em todas as etapas do estudo foram realizadas verificações pela técnica padrão, para garantir a segurança do paciente. Resultados: Vinte e cinco pacientes foram submetidos ao TAVI via transfemoral com a estratégia zero contraste. A média de idade foi de 79,9 ± 6,1 anos, 72% em classe funcional NYHA III/IV com STS-PROM médio de 3,0 ± 1,5% e taxa de filtração glomerular estimada (eGRF) de 49 ± 7mL/min. As próteses Evolut R e Pro foram implantadas em 80% e 20% dos pacientes, respectivamente. Em 36% dos casos, a válvula cardíaca transcateter (VCT) escolhida com base nos métodos sem contraste foi de tamanho maior do que a aquele definido pela TCMS contrastada, mas nenhum desses casos apresentou eventos adversos maiores. O sucesso do dispositivo e o desfecho combinado de segurança (aos 30 dias) atingiram 92%. A implantação de marca-passo permanente foi necessária em 17% dos casos. Conclusão: Este estudo piloto demonstrou que a utilização dessa nova estratégia que dispensa a utilização de contraste iodado para o planejamento e execução do TAVI com prótese autoexpansível foi segura e exequível e pode se tornar a estratégia preferencial para uma população significativa de pacientes com DRC submetidos ao TAVI. Estudos futuros com um número maior de pacientes são necessários para confirmar tais achados
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Objetivos: Avaliar a exequilidade e a segurança de uma nova estratégia de execução e planejamento do TAVI que dispensa a utilização de contraste iodado e pode ser especialmente valiosa para pacientes com estenose aórtica (EAo) e doença renal crônica (DRC), para prevenir a ocorrência de IRA. Métodos: Pacientes com EAo importante, sintomáticos, portadores de DRC estágio 3a e não dialíticos, foram avaliados para o TAVI usando quatro modalidades de imagem não contrastadas para planejamento do procedimento: ecocardiograma transesofágico (ETE), ressonância magnética cardíaca, tomografia computadorizada multislice (TCMS) e angiografia aorto-ilíaca com CO2. Os pacientes foram submetidos ao TAVI transfemoral (TF), usando a bioprótese autoexpansível Evolutâ (Medtronic,USA) e os procedimentos foram guiados por fluoroscopia e ETE. Em todas as etapas do estudo foram realizadas verificações pela técnica padrão, para garantir a segurança do paciente. Resultados: Vinte e cinco pacientes foram submetidos ao TAVI via transfemoral com a estratégia zero contraste. A média de idade foi de 79,9 ± 6,1 anos, 72% em classe funcional NYHA III/IV com STS-PROM médio de 3,0 ± 1,5% e taxa de filtração glomerular estimada (eGRF) de 49 ± 7mL/min. As próteses Evolut R e Pro foram implantadas em 80% e 20% dos pacientes, respectivamente. Em 36% dos casos, a válvula cardíaca transcateter (VCT) escolhida com base nos métodos sem contraste foi de tamanho maior do que a aquele definido pela TCMS contrastada, mas nenhum desses casos apresentou eventos adversos maiores. O sucesso do dispositivo e o desfecho combinado de segurança (aos 30 dias) atingiram 92%. A implantação de marca-passo permanente foi necessária em 17% dos casos. Conclusão: Este estudo piloto demonstrou que a utilização dessa nova estratégia que dispensa a utilização de contraste iodado para o planejamento e execução do TAVI com prótese autoexpansível foi segura e exequível e pode se tornar a estratégia preferencial para uma população significativa de pacientes com DRC submetidos ao TAVI. Estudos futuros com um número maior de pacientes são necessários para confirmar tais achadosBackground: Acute kidney injury (AKI) is frequently observed after Transcatheter Aortic Valve Implantation (TAVI). Of note, it is associated with increased mortality. Objective: We propose a new non-contrast strategy for planing and performing the TAVI procedure that can be especially valuable for patients with aortic stenosis (AS) and chronic kidney disease (CKD) to prevent AKI. Methods: Patients with severe symptomatic AS and non-dialytic CKD stage 3a were evaluated for TAVI using four non-contrast imaging modalities for procedural planning: Transesophageal Echocardiogram (TEE), cardiac magnetic resonance, Multidetector Computed Tomography (MDCT) and aortoiliac CO2 angiography. Patients underwent transfemoral (TF) TAVI using the self-expandable transcatheter heart valve (THV) Evolutâ (Medtronic,USA), and the procedures were guided by fluoroscopy and TEE. Contrast MDCT and contrast injection at certain checkpoints during the procedure were used to guarantee patient safety. Results: Twenty-five patients underwent TF-TAVI with the non-contrast technique. The mean age was 79.9±6.1years, 72% in NYHA class III/IV, with a mean STS-PROM of 3.0±1.5% and an estimated glomerular filtration rate (eGRF) of 49±7mL/min. The self-expandable Evolut R and Pro THV were used in 80% and 20% of patients, respectively. In 36%, the THV chosen was larger than the one selected by contrast MDCT, but none of these cases presented adverse events. Device success and the combined safety endpoint (at 30-days) both achieved 92%. Permanent pacemaker implantation was needed in 17%. Conclusion: This pilot study demonstrated that the non-contrast technique for procedural planning and a self-expandable THV implantation was feasible and safe and might become the preferable strategy for a significant population of CKD patients undergoing TAVR. Future studies with a larger number of patients are needed to confirm such findingsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJúnior, Fábio Sandoli de BritoFreire, Antônio Fernando Diniz2024-12-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-05052025-151318/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-13T20:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-151318Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-13T20:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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