Imunoexpressão dos marcadores moleculares em adenocarcinomas da transição esofagogástrica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-04032026-141013/ |
Resumo: | Os adenocarcinomas da transição esofagogástrica (TEG) são tratados cirurgicamente com base na localização anatômica do epicentro do tumor, de acordo com a classificação de Siewert. A classificação molecular pode ajudar a distinguir o tumor biologicamente e pode adicionar informações na tomada de decisão do tratamento. A imuno-histoquímica representa método econômico e de fácil aplicação que pode ser usado em vez de técnicas moleculares difíceis e caras. Objetivos: Classificar os adenocarcinomas da TEG de acordo com a imunoexpressão de marcadores moleculares e correlacionar estes achados com a classificação de Siewert. Métodos: Setenta e um (71) pacientes com adenocarcinomas da TEG foram incluídos no período de 2011 a 2018 para imunoexpressão de marcadores por arranjo em matriz tecidual a partir de amostras de biopsias e/ou ressecção de peça cirúrgica. Os tumores foram classificados em quatro grupos de acordo com a imunoexpressão: instabilidade cromossômica (CIN): p53 e amplificação de HER-2; vírus Epstein-Barr (EBV): hibridização in-situ para EBV e PD-L1; instabilidade de microssatélites (MSI): silenciamento de MLH-1; e genomicamente estável (GS): perda de expressão de e-caderina. A classificação de Siewert foi definida segundo endoscopia, tomografia computadorizada ou achados cirúrgicos. Foram avaliados dados demográficos, características clínicas e histológicas. Resultados: Dezenove pacientes foram classificados como Siewert I, 27 como Siewert II e 25 como Siewert III. As características clínicas, incluindo idade, sexo, cor, consumo de álcool e cigarro, foram semelhantes nos três grupos de Siewert (p=NS). O índice de massa corporal foi significativamente maior no Siewert I que no Siewert III, mas sem diferença em relação ao tipo II (Siewert I: 29,86 ± 4,2; Siewert II: 27,02 ± 4,5; Siewert III: 26,10 ± 4,7) (p=0,02). De acordo com a classificação de Laurén, o tipo intestinal foi mais observado (74% em Siewert I, 85% em II e 56% no tipo III). A imunoexpressão de p53 positiva foi mais frequentemente observada em Siewert I (74%) e Siewert II (78%) do que no tipo III (16%) (p< 0,0001). A amplificação do HER-2 foi detectada apenas no Siewert I (6/19; 31%) e II (5/27; 19%), e ausente no tipo III (p=0,003), enquanto EBV positivo foi visto apenas em pacientes Siewert III (7/25; 28%) (p<0,001). A perda de expressão da e-caderina foi igualmente detectada nos três grupos de Siewert (I= 16%; II= 11%; III= 13%). PD-L1 foi positivo em elevado percentual dos três grupos de pacientes (Siewert I= 42%; II= 54%; III= 42%) (p=0,59). Silenciamento de MLH1 foi observado apenas em 3 pacientes, 2 no grupo Siewert II e 1 no grupo Siewert III. Conclusões: 1. O painel de marcadores imuno-histoquímicos ajuda a diferenciar os tipos de adenocarcinomas da TEG e pode influenciar na estratégia de tratamento; 2. Os tumores Siewert III representam características clinicopatológicas e moleculares diferentes dos demais; 3. Elevada positividade de PD-L1 em todos os sítios da TEG indica que o bloqueio do PD-L1 pode ser utilizado como terapia complementar. |
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Imunoexpressão dos marcadores moleculares em adenocarcinomas da transição esofagogástricaImmunoexpression of molecular markers in gastroesophageal junction adenocarcinomasAdenocarcinoma da transição esofagogástricaArranjo em matriz tecidualBiomarcadores tumoraisEsophagogastric junction adenocarcinomaHibridização in-situImmunohistochemistryImuno-histoquímicaIn situ hybridizationTissue microarrayTumor biomarkersOs adenocarcinomas da transição esofagogástrica (TEG) são tratados cirurgicamente com base na localização anatômica do epicentro do tumor, de acordo com a classificação de Siewert. A classificação molecular pode ajudar a distinguir o tumor biologicamente e pode adicionar informações na tomada de decisão do tratamento. A imuno-histoquímica representa método econômico e de fácil aplicação que pode ser usado em vez de técnicas moleculares difíceis e caras. Objetivos: Classificar os adenocarcinomas da TEG de acordo com a imunoexpressão de marcadores moleculares e correlacionar estes achados com a classificação de Siewert. Métodos: Setenta e um (71) pacientes com adenocarcinomas da TEG foram incluídos no período de 2011 a 2018 para imunoexpressão de marcadores por arranjo em matriz tecidual a partir de amostras de biopsias e/ou ressecção de peça cirúrgica. Os tumores foram classificados em quatro grupos de acordo com a imunoexpressão: instabilidade cromossômica (CIN): p53 e amplificação de HER-2; vírus Epstein-Barr (EBV): hibridização in-situ para EBV e PD-L1; instabilidade de microssatélites (MSI): silenciamento de MLH-1; e genomicamente estável (GS): perda de expressão de e-caderina. A classificação de Siewert foi definida segundo endoscopia, tomografia computadorizada ou achados cirúrgicos. Foram avaliados dados demográficos, características clínicas e histológicas. Resultados: Dezenove pacientes foram classificados como Siewert I, 27 como Siewert II e 25 como Siewert III. As características clínicas, incluindo idade, sexo, cor, consumo de álcool e cigarro, foram semelhantes nos três grupos de Siewert (p=NS). O índice de massa corporal foi significativamente maior no Siewert I que no Siewert III, mas sem diferença em relação ao tipo II (Siewert I: 29,86 ± 4,2; Siewert II: 27,02 ± 4,5; Siewert III: 26,10 ± 4,7) (p=0,02). De acordo com a classificação de Laurén, o tipo intestinal foi mais observado (74% em Siewert I, 85% em II e 56% no tipo III). A imunoexpressão de p53 positiva foi mais frequentemente observada em Siewert I (74%) e Siewert II (78%) do que no tipo III (16%) (p< 0,0001). A amplificação do HER-2 foi detectada apenas no Siewert I (6/19; 31%) e II (5/27; 19%), e ausente no tipo III (p=0,003), enquanto EBV positivo foi visto apenas em pacientes Siewert III (7/25; 28%) (p<0,001). A perda de expressão da e-caderina foi igualmente detectada nos três grupos de Siewert (I= 16%; II= 11%; III= 13%). PD-L1 foi positivo em elevado percentual dos três grupos de pacientes (Siewert I= 42%; II= 54%; III= 42%) (p=0,59). Silenciamento de MLH1 foi observado apenas em 3 pacientes, 2 no grupo Siewert II e 1 no grupo Siewert III. Conclusões: 1. O painel de marcadores imuno-histoquímicos ajuda a diferenciar os tipos de adenocarcinomas da TEG e pode influenciar na estratégia de tratamento; 2. Os tumores Siewert III representam características clinicopatológicas e moleculares diferentes dos demais; 3. Elevada positividade de PD-L1 em todos os sítios da TEG indica que o bloqueio do PD-L1 pode ser utilizado como terapia complementar.Esophagogastric junction adenocarcinomas (EGJA) have been surgically treated based on the epicentre of the tumor on pre-operative work up according to Siewert classification. Molecular classification may help to distinguish the tumor biologically and may add auxiliary information into treatment decision making. Immunohistochemistry is a cost-effective and easy-to-apply method that can be used instead of difficult and expensive molecular techniques. Aim: To classify the EGJA according to the immunoexpression of molecular markers and to correlate them to Siewert classification. Methods: 71 patients with EGJA were enrolled from 2011 to 2018 for immunoexpression of markers by tissue microarray from specimens of biopsies and/or surgical tumor resection. Tumors were classified into four groups according to the immunoexpression: chromosomal instability (CIN): p53 and amplification of HER-2; Epstein-Barr virus (EBV): EBV in situ hybridization and PD-L1; microsatellite instability (MSI): MLH1 silencing; and genomically stable (GS): E-cadherin silencing. Siewert classification was defined according to endoscopy, computed tomography or surgical findings. Demographic data, clinical and histological features were evaluated. Results: Nineteen patients were classified as Siewert I, 27 as Siewert II and 25 as Siewert III. Body mass index was associated to Siewert I (29,86) compared to III (26) (p=0.023). Clinical characteristics including age, gender, alcohol and cigarette consumption were similar in all three Siewert groups (p=NS). According to Lauren classification, the intestinal type was more frequently observed (74% in I, 85% in II and 56% in Siewert III). Positive p53 immunostaining was more significantly noticed in Siewert I (74%) and Siewert II (78%) than type III (16%) (p< 0.0001). HER-2 amplification was only detected in Siewert I (6/19; 31%) and II (5/27; 19%) (p=0.003), while positive EBV was only seen in Siewert III patients (7/25; 28%) (p<0.001). E-cadherin silencing was rarely and equally detected in all three Siewert groups (I= 16%; II= 11%; III= 13%) (p=NS). PD-L1 was positive in a high percentage of all three groups of patients (Siewert I= 42%; II= 54%; III= 42%) (p=0.59). MLH1 silencing was only observed in 3 patients, 2 in Siewert II and 1 in Siewert III group. Conclusions: 1. Immunohistochemical panel of markers helps to differentiate the EGJA and might influence on treatment strategy; 2. Siewert III tumors represent a distinct biological entity and should be treated differently; 3. High PD-L1 positivity in all sites of EGJA indicates that PD-L1 blockade may be utilized as a complementary therapy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRibeiro, Adriana Vaz SafatleMarques, Sérgio Barbosa2025-10-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-04032026-141013/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-04T19:05:01Zoai:teses.usp.br:tde-04032026-141013Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-04T19:05:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Os adenocarcinomas da transição esofagogástrica (TEG) são tratados cirurgicamente com base na localização anatômica do epicentro do tumor, de acordo com a classificação de Siewert. A classificação molecular pode ajudar a distinguir o tumor biologicamente e pode adicionar informações na tomada de decisão do tratamento. A imuno-histoquímica representa método econômico e de fácil aplicação que pode ser usado em vez de técnicas moleculares difíceis e caras. Objetivos: Classificar os adenocarcinomas da TEG de acordo com a imunoexpressão de marcadores moleculares e correlacionar estes achados com a classificação de Siewert. Métodos: Setenta e um (71) pacientes com adenocarcinomas da TEG foram incluídos no período de 2011 a 2018 para imunoexpressão de marcadores por arranjo em matriz tecidual a partir de amostras de biopsias e/ou ressecção de peça cirúrgica. Os tumores foram classificados em quatro grupos de acordo com a imunoexpressão: instabilidade cromossômica (CIN): p53 e amplificação de HER-2; vírus Epstein-Barr (EBV): hibridização in-situ para EBV e PD-L1; instabilidade de microssatélites (MSI): silenciamento de MLH-1; e genomicamente estável (GS): perda de expressão de e-caderina. A classificação de Siewert foi definida segundo endoscopia, tomografia computadorizada ou achados cirúrgicos. Foram avaliados dados demográficos, características clínicas e histológicas. Resultados: Dezenove pacientes foram classificados como Siewert I, 27 como Siewert II e 25 como Siewert III. As características clínicas, incluindo idade, sexo, cor, consumo de álcool e cigarro, foram semelhantes nos três grupos de Siewert (p=NS). O índice de massa corporal foi significativamente maior no Siewert I que no Siewert III, mas sem diferença em relação ao tipo II (Siewert I: 29,86 ± 4,2; Siewert II: 27,02 ± 4,5; Siewert III: 26,10 ± 4,7) (p=0,02). De acordo com a classificação de Laurén, o tipo intestinal foi mais observado (74% em Siewert I, 85% em II e 56% no tipo III). A imunoexpressão de p53 positiva foi mais frequentemente observada em Siewert I (74%) e Siewert II (78%) do que no tipo III (16%) (p< 0,0001). A amplificação do HER-2 foi detectada apenas no Siewert I (6/19; 31%) e II (5/27; 19%), e ausente no tipo III (p=0,003), enquanto EBV positivo foi visto apenas em pacientes Siewert III (7/25; 28%) (p<0,001). A perda de expressão da e-caderina foi igualmente detectada nos três grupos de Siewert (I= 16%; II= 11%; III= 13%). PD-L1 foi positivo em elevado percentual dos três grupos de pacientes (Siewert I= 42%; II= 54%; III= 42%) (p=0,59). Silenciamento de MLH1 foi observado apenas em 3 pacientes, 2 no grupo Siewert II e 1 no grupo Siewert III. Conclusões: 1. O painel de marcadores imuno-histoquímicos ajuda a diferenciar os tipos de adenocarcinomas da TEG e pode influenciar na estratégia de tratamento; 2. Os tumores Siewert III representam características clinicopatológicas e moleculares diferentes dos demais; 3. Elevada positividade de PD-L1 em todos os sítios da TEG indica que o bloqueio do PD-L1 pode ser utilizado como terapia complementar. |
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