Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacional
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-102757/ |
Resumo: | No presente estudo transversal observacional comparou-se a modulação inibitória descendente (CPM, sigla em inglês) em grupos de mulheres: assintomáticas, com disfunção temporomandibular (DTM) muscular crônica isolada, DTM muscular crônica com comorbidades trigeminais e DTM muscular crônica com comorbidades extratrigeminais. Comparou-se a modulação em relação as regiões (trigeminal e extratrigeminal) e ao longo de repetições dos testes, além de investigar a influência de variáveis clínicas, psicossociais e individuais sobre a resposta inibitória. Participaram 128 mulheres, igualmente alocadas em quatro grupos (n = 32). CPM foi avaliado pelo limiar de dor à pressão (LDP) como estímulo teste (ET) e imersão da mão contralateral, em água fria como estímulo condicionante (EC), em três repetições consecutivas, nas regiões trigeminal (masseter) e extratrigeminal (tenar). As análises foram conduzidas por ANOVA de medidas repetidas, considerando os fatores grupo, repetição e área, com correções de Greenhouse-Geisser quando necessário. As comparações pós-hoc foram realizadas pelo teste de Tukey, e as associações entre variáveis clínicas, psicossociais e de cognição por correlações de Pearson. Modelos lineares mistos foram utilizados de forma exploratória para identificar preditores independentes da magnitude de CPM. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). O ANOVA não mostrou diferença significativa entre as repetições na região trigeminal (F(2, 248) = 1,62; p = 0,200), enquanto na extratrigeminal observou-se redução da modulação entre a segunda e a terceira série (F(2, 248) = 3,19; p = 0,043). Ao comparar as áreas, o CPM trigeminal apresentou valores mais negativos (F(1,124)=4,89; p=0,029), indicando maior eficiência inibitória. A comparação entre grupos revelou diferença apenas na região trigeminal (F(3,124)=8,36; p<0,001): o grupo assintomático (0,12 ± 0,19) apresentou maior modulação do que os grupos com comorbidades trigeminais (0,01 ± 0,13; p=0,008) e extratrigeminais (+0,02 ± 0,11; p<0,001), enquanto o grupo com DTM isolada (0,11 ± 0,18) também diferiu do extratrigeminal (p=0,002). As correlações de Pearson mostraram que maior intensidade de dor (r = 0,33; p < 0,001), incapacidade funcional (r = 0,36; p < 0,001), catastrofização (r = 0,34; p < 0,001), pior qualidade do sono (r = 0,34; p < 0,001) e menor cognição (r = 0,29; p = 0,018) associaram-se a um menor CPM. No modelo linear misto exploratório, apenas os pontos de incapacidade funcional ( = 0,02; p = 0,031) e o nível de atividade física irregularmente ativo A ( = 0,22; p = 0,008) permaneceram como preditores independentes da magnitude da modulação (R² marginal = 0,20; R² condicional = 0,74). Em síntese, ao longo das repetições, não houve diferença significativa na região trigeminal, enquanto na extratrigeminal observou-se declínio da modulação. A região trigeminal apresentou valores mais negativos, indicando maior eficiência inibitória, e as participantes com comorbidades dolorosas exibiram menor magnitude de CPM. Embora diversas variáveis individuais tenham se correlacionado com menor modulação, apenas incapacidade funcional e atividade física se mantiveram como preditores significativos. O CPM isolado apresenta limitações como marcador clínico, e sua aplicação repetida e multirregional, associada a medidas individuais, pode aprimorar a estratificação e o manejo de pacientes com DTM muscular crônica. |
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Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacionalVariation of conditioned pain modulation across repeated trials in asymptomatic women, and in those with chronic myofascial TMD and trigeminal or extratrigeminal comorbidities: a cross-sectional studychronic paincomorbidadecomorbiditydor crônicador facialdor muscularfacial painmuscle painsíndrome miofascial de disfunção dolorosa temporomandibulartemporomandibular joint dysfunction syndromeNo presente estudo transversal observacional comparou-se a modulação inibitória descendente (CPM, sigla em inglês) em grupos de mulheres: assintomáticas, com disfunção temporomandibular (DTM) muscular crônica isolada, DTM muscular crônica com comorbidades trigeminais e DTM muscular crônica com comorbidades extratrigeminais. Comparou-se a modulação em relação as regiões (trigeminal e extratrigeminal) e ao longo de repetições dos testes, além de investigar a influência de variáveis clínicas, psicossociais e individuais sobre a resposta inibitória. Participaram 128 mulheres, igualmente alocadas em quatro grupos (n = 32). CPM foi avaliado pelo limiar de dor à pressão (LDP) como estímulo teste (ET) e imersão da mão contralateral, em água fria como estímulo condicionante (EC), em três repetições consecutivas, nas regiões trigeminal (masseter) e extratrigeminal (tenar). As análises foram conduzidas por ANOVA de medidas repetidas, considerando os fatores grupo, repetição e área, com correções de Greenhouse-Geisser quando necessário. As comparações pós-hoc foram realizadas pelo teste de Tukey, e as associações entre variáveis clínicas, psicossociais e de cognição por correlações de Pearson. Modelos lineares mistos foram utilizados de forma exploratória para identificar preditores independentes da magnitude de CPM. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). O ANOVA não mostrou diferença significativa entre as repetições na região trigeminal (F(2, 248) = 1,62; p = 0,200), enquanto na extratrigeminal observou-se redução da modulação entre a segunda e a terceira série (F(2, 248) = 3,19; p = 0,043). Ao comparar as áreas, o CPM trigeminal apresentou valores mais negativos (F(1,124)=4,89; p=0,029), indicando maior eficiência inibitória. A comparação entre grupos revelou diferença apenas na região trigeminal (F(3,124)=8,36; p<0,001): o grupo assintomático (0,12 ± 0,19) apresentou maior modulação do que os grupos com comorbidades trigeminais (0,01 ± 0,13; p=0,008) e extratrigeminais (+0,02 ± 0,11; p<0,001), enquanto o grupo com DTM isolada (0,11 ± 0,18) também diferiu do extratrigeminal (p=0,002). As correlações de Pearson mostraram que maior intensidade de dor (r = 0,33; p < 0,001), incapacidade funcional (r = 0,36; p < 0,001), catastrofização (r = 0,34; p < 0,001), pior qualidade do sono (r = 0,34; p < 0,001) e menor cognição (r = 0,29; p = 0,018) associaram-se a um menor CPM. No modelo linear misto exploratório, apenas os pontos de incapacidade funcional ( = 0,02; p = 0,031) e o nível de atividade física irregularmente ativo A ( = 0,22; p = 0,008) permaneceram como preditores independentes da magnitude da modulação (R² marginal = 0,20; R² condicional = 0,74). Em síntese, ao longo das repetições, não houve diferença significativa na região trigeminal, enquanto na extratrigeminal observou-se declínio da modulação. A região trigeminal apresentou valores mais negativos, indicando maior eficiência inibitória, e as participantes com comorbidades dolorosas exibiram menor magnitude de CPM. Embora diversas variáveis individuais tenham se correlacionado com menor modulação, apenas incapacidade funcional e atividade física se mantiveram como preditores significativos. O CPM isolado apresenta limitações como marcador clínico, e sua aplicação repetida e multirregional, associada a medidas individuais, pode aprimorar a estratificação e o manejo de pacientes com DTM muscular crônica.This cross-sectional observational study evaluated and compared conditioned pain modulation (CPM) among four groups of women: asymptomatic, with chronic myofascial temporomandibular disorder (TMD), with TMD and trigeminal comorbidities, and with TMD and extratrigeminal comorbidities. CPM was assessed across repeated trials and anatomical regions (trigeminal and extratrigeminal), and the influence of clinical, psychosocial, and individual factors on inhibitory response was explored. A total of 128 women were equally distributed into four groups (n = 32). Pressure pain threshold (PPT) was used as the test stimulus (TS) and contralateral hand immersion in cold water as the conditioning stimulus (CS), performed in three consecutive repetitions at the trigeminal (masseter) and extratrigeminal (thenar) regions. Repeated-measures ANOVA tested the effects of group, repetition, and area, with Greenhouse-Geisser corrections when necessary. Tukey post-hoc tests were used for pairwise comparisons, and Pearsons correlations examined associations among clinical, psychosocial, and cognitive variables. Exploratory linear mixed models identified independent predictors of CPM magnitude. The significance level was set at 5% (p < 0,05). Repeated-measures ANOVA revealed no differences across repetitions in the trigeminal region (F(2,248) = 1,62; p = 0,200), but a reduction between the second and third trials in the extratrigeminal region (F(2,248) = 3,19; p = 0,043). Trigeminal CPM showed more negative values (F(1,124) = 4,89; p = 0,029), indicating greater inhibitory efficiency. Group comparisons showed significant differences only in the trigeminal region (F(3,124) = 8,36; p < 0,001): asymptomatic participants (0,12 ± 0,19) exhibited higher CPM than those with trigeminal (0,01 ± 0,13; p = 0,008) and extratrigeminal comorbidities (+0,02 ± 0,11; p < 0,001), while the isolated TMD group (0,11 ± 0,18) also differed from the extratrigeminal group (p = 0,002). Pearsons correlations indicated that greater pain intensity (r = 0,33; p < 0,001), functional disability (r = 0,36; p < 0,001), pain catastrophizing (r = 0,34; p < 0,001), poor sleep quality (r = 0,34; p < 0,001), and lower cognition (r = 0,29; p = 0,018) were associated with weaker CPM. In the exploratory mixed-model analysis, only functional disability ( = 0,02; p = 0,031) and irregular physical activity level ( = 0,22; p = 0,008) remained independent predictors of CPM magnitude (R² marginal = 0,20; R² conditional = 0,74). In summary, no significant changes were found across repetitions in the trigeminal region, while a decline was observed in the extratrigeminal region. Trigeminal CPM showed greater inhibitory efficiency, and participants with painful comorbidities exhibited lower modulation. Although several individual variables correlated with weaker CPM, only functional disability and physical activity remained significant predictors. These findings highlight the variability of CPM according to repetition and body region, suggesting that repeated and multiregional assessment, combined with individual profiling, may enhance the interpretation and clinical applicability of CPM in Chronic muscular TMD.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPConti, Paulo Cesar RodriguesCunha, Carolina OrtigosaBerden, Maria Emilia Servin2025-12-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-102757/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T19:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-102757Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T19:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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No presente estudo transversal observacional comparou-se a modulação inibitória descendente (CPM, sigla em inglês) em grupos de mulheres: assintomáticas, com disfunção temporomandibular (DTM) muscular crônica isolada, DTM muscular crônica com comorbidades trigeminais e DTM muscular crônica com comorbidades extratrigeminais. Comparou-se a modulação em relação as regiões (trigeminal e extratrigeminal) e ao longo de repetições dos testes, além de investigar a influência de variáveis clínicas, psicossociais e individuais sobre a resposta inibitória. Participaram 128 mulheres, igualmente alocadas em quatro grupos (n = 32). CPM foi avaliado pelo limiar de dor à pressão (LDP) como estímulo teste (ET) e imersão da mão contralateral, em água fria como estímulo condicionante (EC), em três repetições consecutivas, nas regiões trigeminal (masseter) e extratrigeminal (tenar). As análises foram conduzidas por ANOVA de medidas repetidas, considerando os fatores grupo, repetição e área, com correções de Greenhouse-Geisser quando necessário. As comparações pós-hoc foram realizadas pelo teste de Tukey, e as associações entre variáveis clínicas, psicossociais e de cognição por correlações de Pearson. Modelos lineares mistos foram utilizados de forma exploratória para identificar preditores independentes da magnitude de CPM. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). O ANOVA não mostrou diferença significativa entre as repetições na região trigeminal (F(2, 248) = 1,62; p = 0,200), enquanto na extratrigeminal observou-se redução da modulação entre a segunda e a terceira série (F(2, 248) = 3,19; p = 0,043). Ao comparar as áreas, o CPM trigeminal apresentou valores mais negativos (F(1,124)=4,89; p=0,029), indicando maior eficiência inibitória. A comparação entre grupos revelou diferença apenas na região trigeminal (F(3,124)=8,36; p<0,001): o grupo assintomático (0,12 ± 0,19) apresentou maior modulação do que os grupos com comorbidades trigeminais (0,01 ± 0,13; p=0,008) e extratrigeminais (+0,02 ± 0,11; p<0,001), enquanto o grupo com DTM isolada (0,11 ± 0,18) também diferiu do extratrigeminal (p=0,002). As correlações de Pearson mostraram que maior intensidade de dor (r = 0,33; p < 0,001), incapacidade funcional (r = 0,36; p < 0,001), catastrofização (r = 0,34; p < 0,001), pior qualidade do sono (r = 0,34; p < 0,001) e menor cognição (r = 0,29; p = 0,018) associaram-se a um menor CPM. No modelo linear misto exploratório, apenas os pontos de incapacidade funcional ( = 0,02; p = 0,031) e o nível de atividade física irregularmente ativo A ( = 0,22; p = 0,008) permaneceram como preditores independentes da magnitude da modulação (R² marginal = 0,20; R² condicional = 0,74). Em síntese, ao longo das repetições, não houve diferença significativa na região trigeminal, enquanto na extratrigeminal observou-se declínio da modulação. A região trigeminal apresentou valores mais negativos, indicando maior eficiência inibitória, e as participantes com comorbidades dolorosas exibiram menor magnitude de CPM. Embora diversas variáveis individuais tenham se correlacionado com menor modulação, apenas incapacidade funcional e atividade física se mantiveram como preditores significativos. O CPM isolado apresenta limitações como marcador clínico, e sua aplicação repetida e multirregional, associada a medidas individuais, pode aprimorar a estratificação e o manejo de pacientes com DTM muscular crônica. |
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