Neurodiversidade, inclusão no trabalho e regulação jurídica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-18072025-150525/ |
Resumo: | A partir de uma pesquisa bibliográfica e documental, nacional e internacional, foram trabalhados os conceitos de neurodivergência e de neurodiversidade e sua intersecção com o mercado de trabalho. Entre outros aspectos, discorre-se sobre os modelos utilizados para identificação das pessoas neurodivergentes, evidenciando-se a neurodiversidade como modelo social voltado à exultação das características especiais e dotadas de potencialidades das pessoas neurodiversas, a abrangência do conceito, isto é, que as pessoas neurodivergentes são aquelas que possuem um transtorno de neurodesenvolvimento, como autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, dispraxia, dislexia, e assim por diante. Na sequência, são apresentados os dados estatísticos existentes, ainda que parciais, abarcando somente parcela das pessoas neurodivergentes, denotando um histórico de exclusão do mercado de trabalho e a necessidade de políticas públicas inclusivas, bem como a expansão das iniciativas privadas para reverter esse quadro, finalizando-se com a abordagem dos vários programas de inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho, em sua maioria empresas transnacionais, dos quais se podem extrair as linhas mestras dessas ações. Avançando propriamente para o campo jurídico, faz-se uma incursão nas premissas do direito antidiscriminatório, versando-se acerca de seu conceito, bem como as espécies de discriminação e o conjunto normativo, composto pelas normas constitucionais, internacionais e nacionais sobre o tema. Em face da vastidão do assunto, fez-se um recorte afinado com o propósito do estudo, destacando-se, sobretudo, a legislação específica para pessoas com autismo, as quais se enquadram no leque da neurodivergência, da jurisprudência da Justiça do Trabalho sobre o tema e dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, os quais, a despeito de serem soft law, são deveras relevantes para os programas de inclusão de pessoas neurodiversas no mercado de trabalho, na medida em que as iniciativas podem ser reconduzidas normativamente a eles. Alcançando o propósito desta pesquisa, que se vale do método de indução a partir da análise dos planos de ação e, simultaneamente, de dedução, tendo-se em vista o conjunto normativo antidiscriminatório, foram gestados princípios jurídicos de inclusão das pessoas neurodivergentes no mercado trabalho, com normatividade e plasticidade inerentes a essa espécie normativa. Assim, estruturaram-se os princípios do planejamento, acesso, individualização ou personalização, comunicação adequada, inclusão ambiental e manutenção ou retenção, a fim de trazer o debate para a seara jurídica e construir um ferramental útil para apoiar a construção de novas iniciativas de inclusão e reforçar as existentes, de modo a ser mais um caminho para o rompimento da lógica atual de exclusão do mercado de trabalho e da promoção da igualdade material para as pessoas neurodiversas. |
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Na sequência, são apresentados os dados estatísticos existentes, ainda que parciais, abarcando somente parcela das pessoas neurodivergentes, denotando um histórico de exclusão do mercado de trabalho e a necessidade de políticas públicas inclusivas, bem como a expansão das iniciativas privadas para reverter esse quadro, finalizando-se com a abordagem dos vários programas de inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho, em sua maioria empresas transnacionais, dos quais se podem extrair as linhas mestras dessas ações. Avançando propriamente para o campo jurídico, faz-se uma incursão nas premissas do direito antidiscriminatório, versando-se acerca de seu conceito, bem como as espécies de discriminação e o conjunto normativo, composto pelas normas constitucionais, internacionais e nacionais sobre o tema. Em face da vastidão do assunto, fez-se um recorte afinado com o propósito do estudo, destacando-se, sobretudo, a legislação específica para pessoas com autismo, as quais se enquadram no leque da neurodivergência, da jurisprudência da Justiça do Trabalho sobre o tema e dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, os quais, a despeito de serem soft law, são deveras relevantes para os programas de inclusão de pessoas neurodiversas no mercado de trabalho, na medida em que as iniciativas podem ser reconduzidas normativamente a eles. Alcançando o propósito desta pesquisa, que se vale do método de indução a partir da análise dos planos de ação e, simultaneamente, de dedução, tendo-se em vista o conjunto normativo antidiscriminatório, foram gestados princípios jurídicos de inclusão das pessoas neurodivergentes no mercado trabalho, com normatividade e plasticidade inerentes a essa espécie normativa. Assim, estruturaram-se os princípios do planejamento, acesso, individualização ou personalização, comunicação adequada, inclusão ambiental e manutenção ou retenção, a fim de trazer o debate para a seara jurídica e construir um ferramental útil para apoiar a construção de novas iniciativas de inclusão e reforçar as existentes, de modo a ser mais um caminho para o rompimento da lógica atual de exclusão do mercado de trabalho e da promoção da igualdade material para as pessoas neurodiversas.Based on national and international bibliographic and documentary research, this study explores the concepts of neurodivergence and neurodiversity and their intersection with the labor market. Among other aspects, it discusses the models used to identify neurodivergent individuals, highlighting neurodiversity as a social model aimed at celebrating the unique traits and potential of neurodiverse individuals. It defines the concept broadly, recognizing neurodivergent individuals as those with neurodevelopmental disorders such as autism, attention deficit hyperactivity disorder, dyspraxia, dyslexia, and others. Subsequently, the study presents existing statistical data, albeit partial, covering only a segment of neurodivergent individuals. It underscores a history of exclusion from the labor market and emphasizes the need for inclusive public policies and the expansion of private initiatives to reverse this situation. It concludes with an examination of various inclusion programs for neurodivergent individuals in the workplace, mostly implemented by multinational companies, outlining the main strategies of these actions. The research then delves into the legal domain, addressing the premises of anti-discrimination law, its definitions, types of discrimination, and the legal framework comprising constitutional, international, and national norms on the subject. Given the vastness of the topic, the study focuses specifically on legislation related to individuals with autism, who fall within the scope of neurodivergence. It also examines labor court jurisprudence on the topic and the United Nations Guiding Principles on Business and Human Rights, which, despite being soft law, are highly relevant for workplace inclusion programs for neurodiverse individuals, as these initiatives can be normatively aligned with these principles. Using an inductive approach based on the analysis of action plans and simultaneously a deductive method informed by the anti-discrimination legal framework, the research develops legal principles for the inclusion of neurodivergent individuals in the labor market. These principles, with inherent normativity and flexibility, are structured as follows: planning, access, individualization or personalization, adequate communication, environmental inclusion, and maintenance or retention. The goal is to bring this debate into the legal sphere and build a practical toolkit to support the creation of new inclusion initiatives and strengthen existing ones. This aims to break the current logic of exclusion from the labor market and promote material equality for neurodiverse individuals.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFreitas Junior, Antonio Rodrigues deZedes, Carolina Marzola Hirata2025-04-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-18072025-150525/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-07T20:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-18072025-150525Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-07T20:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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