Perspectivas prismáticas na reescrita de épicos hindus por autoras indianas anglófonas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Moura, Tais
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-24022026-081145/
Resumo: Histórias perduram porque são recontadas e em cada recontagem, elas assumem novos significados. Esta tese examina três reescritas contemporâneas dos épicos hindus Ramayana e Mahabharata, feitas por escritoras mulheres e contadas através da perspectiva de protagonistas femininas. As fontes mitológicas para este estudo são as traduções de Goldman (1991) e Debroy (2015) dos épicos hindus Ramayana e Mahabharata, enquanto os romances analisados são The Palace of Illusions [O Palácio das Ilusões] (2008), da escritora diaspórica Chitra Banerjee Divakaruni, Lankas Princess [A Princesa de Lanka] (2016) da autora nativa Kavita Kané, e The Missing Queen [A Rainha Desaparecida] (2013) da returnee/ nômade Samhita Arni. Este trabalho explora a representação da mitologia hindu nesses textos e examina como suas protagonistas femininas - Draupadi, Surpanakha e Sita - são reimaginadas. O objetivo é investigar como os diferentes movimentos das autoras diaspórica, nativa e returnee moldam sua relação com a mitologia hindu na atualidade. Ele também examina as maneiras pelas quais a identidade e a agência feminina são construídas nessas narrativas e como a ficção se torna um meio de articular posições culturais, individuais ou políticas em relação aos épicos. Além disso, o estudo analisa a função da reinterpretação ao dar voz a figuras femininas mitológicas dentro de um quadro contemporâneo. A metodologia consiste em uma pesquisa bibliográfica baseada em fontes primárias (o Ramayana, o Mahabharata e os três romances) e secundárias (resenhas críticas em jornais e textos acadêmicos, assim como teorias sobre mitologia indiana, diáspora, identidade, agência e memória). O referencial teórico baseia-se principalmente em Avtar Brah (1996), Anannya Bhattacharjee (1992), Robbie Goh (2014) e Salman Rushdie (1991) sobre diáspora; Usha Bande (2015), Sheldon Pollock (2003) e Romila Thapar (2014) sobre os épicos; Emilia Aldrin (2016) sobre identidade; Amartya Sen (1999) e Naila Kabeer (2001) sobre agência; e Aleida Assmann (2006) sobre memória, cada um conectado às particularidades dos romances. Cada capítulo considera os elementos narrativos, a identidade e agência das protagonistas, a posição sociocultural das autoras, a natureza de seu deslocamento (ou sua ausência) e o tipo de memória construída por meio de suas reescritas. Esta tese está dividida em três capítulos principais e inclui três apêndices: dois apresentando reescritas contemporâneas de personagens femininas e um apresentando uma entrevista com Kavita Kané. A principal conclusão que se chega é que, enquanto as três autoras tentam reescrever a agência feminina por meio de suas personagens, as narrativas acabam por revelar as contradições da sociedade contemporânea: as mulheres podem receber protagonismo, mas permanecem impotentes para fazer mudanças significativas, seja na literatura ou na vida social
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Este trabalho explora a representação da mitologia hindu nesses textos e examina como suas protagonistas femininas - Draupadi, Surpanakha e Sita - são reimaginadas. O objetivo é investigar como os diferentes movimentos das autoras diaspórica, nativa e returnee moldam sua relação com a mitologia hindu na atualidade. Ele também examina as maneiras pelas quais a identidade e a agência feminina são construídas nessas narrativas e como a ficção se torna um meio de articular posições culturais, individuais ou políticas em relação aos épicos. Além disso, o estudo analisa a função da reinterpretação ao dar voz a figuras femininas mitológicas dentro de um quadro contemporâneo. A metodologia consiste em uma pesquisa bibliográfica baseada em fontes primárias (o Ramayana, o Mahabharata e os três romances) e secundárias (resenhas críticas em jornais e textos acadêmicos, assim como teorias sobre mitologia indiana, diáspora, identidade, agência e memória). O referencial teórico baseia-se principalmente em Avtar Brah (1996), Anannya Bhattacharjee (1992), Robbie Goh (2014) e Salman Rushdie (1991) sobre diáspora; Usha Bande (2015), Sheldon Pollock (2003) e Romila Thapar (2014) sobre os épicos; Emilia Aldrin (2016) sobre identidade; Amartya Sen (1999) e Naila Kabeer (2001) sobre agência; e Aleida Assmann (2006) sobre memória, cada um conectado às particularidades dos romances. Cada capítulo considera os elementos narrativos, a identidade e agência das protagonistas, a posição sociocultural das autoras, a natureza de seu deslocamento (ou sua ausência) e o tipo de memória construída por meio de suas reescritas. Esta tese está dividida em três capítulos principais e inclui três apêndices: dois apresentando reescritas contemporâneas de personagens femininas e um apresentando uma entrevista com Kavita Kané. A principal conclusão que se chega é que, enquanto as três autoras tentam reescrever a agência feminina por meio de suas personagens, as narrativas acabam por revelar as contradições da sociedade contemporânea: as mulheres podem receber protagonismo, mas permanecem impotentes para fazer mudanças significativas, seja na literatura ou na vida socialStories endure because they are retold and in each retelling, they take on new meanings. This thesis examines three contemporary rewritings of the Hindu epics Ramayana and Mahabharata written by female writers and told through the perspective of female protagonists. The mythological sources for this study are Goldmans (1991) and Debroys (2015) translations of the Hindu epics Ramayana and Mahabharata, while the novels analyzed are The Palace of Illusions (2008), by diasporic writer Chitra Banerjee Divakaruni, Lankas Princess (2016) by native author Kavita Kané, and The Missing Queen (2013) by returnee/ nomad Samhita Arni. This work explores the representation of Hindu mythology in these texts and examines how their female protagonists - Draupadi, Surpanakha and Sita are reimagined. The objective is to investigate how the authors different movements diasporic, native, and returnee shape their relationship with the Hindu mythology today. It also examines the ways in which identity and female agency are constructed in these narratives and how fiction becomes a means of articulating cultural, individual or political positions in relation to the epics. Furthermore, the study analyzes the function of reinterpretation in giving voice to mythological female figures within a contemporary framework. The methodology consists of bibliographic research based on primary sources (the Ramayana, the Mahabharata, and the three novels) and secondary sources (critical reviews in newspapers and academic texts, as well as theories on Indian mythology, diaspora, identity, agency and memory). The theoretical framework draws primarily on Avtar Brah (1996), Anannya Bhattacharjee (1992), Robbie Goh (2014) and Salman Rushdie (1991) on diaspora; Usha Bande (2015), Sheldon Pollock (2003) and Romila Thapar (2014) on the epics; Emilia Aldrin (2016) on identity; Amartya Sen (1999) and Naila Kabeer (2001) on agency; and Aleida Assmann (2006) on memory, each connected to the particularities of the novels. Each chapter considers the narrative elements, the protagonists identity and agency, the sociocultural position of the authors, the nature of their displacement (or their absence), and the type of memory constructed through their rewritings. This thesis is divided into three main chapters and includes three appendices: two presenting contemporary rewritings of female characters and one featuring an interview with Kavita Kané. The main conclusion reached is that, while the three authors attempt to rewrite female agency through their characters, the narratives ultimately disclose the contradictions of contemporary society: women may receive protagonism, yet remain powerless to make significant changes, whether in literature or in social lifeBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPIzarra, Laura Patricia Zuntini deMoura, Tais2025-11-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-24022026-081145/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-24T12:27:07Zoai:teses.usp.br:tde-24022026-081145Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-24T12:27:07Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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