| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Odontologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23146/tde-13052026-103424/ |
Resumo: | A periodontite é uma doença inflamatória que destrói os tecidos de suporte dos dentes, causada por uma microbiota disbiótica. A inflamação resultante induz a produção de citocinas pró-inflamatórias, o que afeta a integridade da barreira epitelial e regula positivamente a osteoclastogênese pela via RANKL/RANK/OPG. Estudos sugerem que a administração de probióticos, como Lactobacillus acidophilus LA5, podem controlar a periodontite, recuperando o equilíbrio microbiano e reduzindo a produção de mediadores pró-inflamatórios. Em um modelo experimental de periodontite em camundongos, este estudo avaliou o efeito da administração de L. acidophilus LA5 na perda óssea alveolar e na expressão de mediadores ósseos (Rankl e Opg), mediadores inflamatórios (Il-6, Il-10, Il-17 e Tnf) e proteínas que afetam a integridade da barreira epitelial (proteínas tight junctions e mucinas 1 e 2) em modelo murino de periodontite experimental induzida por consorcio microbiano formado por Aggregatibacter actinomycetemcomitans e Streptococcus gordonii. Métodos: Foram realizados ensaios in vivo, em camundongos machos SPF (Specific Pathogen Free) da linhagem C57BL/6. Os animais (N=32) foram alocados em 04 grupos: controle negativo (SHAM), controle positivo (Aa+Sg) submetido à infecção experimental por A. actinomycetemcomitans (Aa) e S. gordonii (Sg), controle do probiótico (LA5), que recebeu L.acidophilus LA5 (LA5), e experimental (Aa+Sg+LA5) submetido à infecção pelo consórcio microbiano e recebendo o probiótico LA5. A infecção experimental foi realizada por injeção palatina de 1x107 UFC de Aa nos dias 1, 3 e 5, e gavagem oral três vezes/semana de consórcio microbiano formado por Aa (1x109 UFC/dia) e Sg (1x108 UFC/dia), por 4 semanas. LA5 (1x108 UFC/dia) foi administrado por gavagem oral diariamente por 30 dias. Os grupos controles SHAM, Aa+Sg e Aa+Sg+LA5 receberam veículo do consórcio e/ou do probiótico por gavagem oral e/ou injeção palatina com PBS. Após 30 dias, os animais foram eutanasiados. A perda óssea alveolar na maxila foi determinada por MicroCT, e as amostras de tecido gengival foram analisadas por RT-qPCR. Resultados: O modelo experimental de infecção pelo consórcio microbiano empregado foi capaz de induzir perda óssea alveolar na região entre o primeiro e o segundo molar da hemimaxila esquerda no grupo Aa+Sg. A análise dos dados de porcentagem de porosidade e porcentagem de volume ósseo indicaram que os valores observados no Controle positivo grupo Aa+Sg SHAM (Kruskal Wallis, Dunn, p<0,05). A cepa probiótica LA5 foi capaz de prevenir a perda óssea induzida pelo consórcio microbiano (porcentagem de volume ósseo e porcentagem de porosidade no grupo experimental Aa+Sg+LA5 = SHAM. No entanto, a administração apenas da cepa probiótica (grupo LA5) também levou a perda óssea, embora esta tenha sido menor do que a observada no controle positivo. A análise de expressão gênica mostrou que a infecção por Aa + Sg com o probiótico LA5 regulou positivamente Il-10 e Il-6 em relação ao grupo probiótico e infectado, mas não houve diferenças significativas na expressão de Il-17 e Tnf entre os grupos. A análise de genes relacionados à integridade da barreira epitelial e mucinas, revelou que o probiótico não induziu a diferenças na transcrição destes genes, exceto pela diferença nos níveis de transcrição relativa do gene Zo-1. A expressão de Zo-1, que codifica zonulina 1, foi regulada negativamente no tecido gengival do grupo Aa+Sg e LA5 em relação aos animais não infectados (SHAM), mas esta diferença foi perdida nos animais infectados e tratados com o probiótico. Conclusão: A administração oral de L. acidophilus LA5 demonstrou potencial na prevenção da perda óssea alveolar induzida pela infecção por A. actinomycetemcomitans e S. gordonii. O probiótico apresenta capacidade de modular a inflamação gengival induzida pela microbiota, atuando na regulação da transcrição de mediadores inflamatórios. No entanto, estudos adicionais, tanto pré-clínicos quanto clínicos, são necessários para validar a efetividade desse tratamento em humanos. |
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Efeito da administração do probiótico Lactobacillus acidophilus LA5 sobre a perda óssea alveolar e a expressão de genes associados a inflamação no tecido gengival em modelo murino de infecção por Aggregatibacter actinomycetemcomitans e Streptococcus gordoniiEffect of the administration of the probiotic Lactobacillus acidophilus LA5 on alveolar bone loss and the expression of genes associated with inflammation in the gingival tissue in a murine model of infection by Aggregatibacter actinomycetemcomitans and Streptococcus gordoniiMartins, Fernando HenriqueMayer, Marcia Pinto AlvesPeriodontite AgressivaProteínas de Junção celularOsteoprotegerinaLactobacillus acidophilusRANKLCitocinasStreptococcus gordoniiAggregatibacter actinomycetemcomitansProbióticosProbioticsOsteoprotegerinCytokinesAggressive PeriodontitisTight Junction ProteinsA periodontite é uma doença inflamatória que destrói os tecidos de suporte dos dentes, causada por uma microbiota disbiótica. A inflamação resultante induz a produção de citocinas pró-inflamatórias, o que afeta a integridade da barreira epitelial e regula positivamente a osteoclastogênese pela via RANKL/RANK/OPG. Estudos sugerem que a administração de probióticos, como Lactobacillus acidophilus LA5, podem controlar a periodontite, recuperando o equilíbrio microbiano e reduzindo a produção de mediadores pró-inflamatórios. Em um modelo experimental de periodontite em camundongos, este estudo avaliou o efeito da administração de L. acidophilus LA5 na perda óssea alveolar e na expressão de mediadores ósseos (Rankl e Opg), mediadores inflamatórios (Il-6, Il-10, Il-17 e Tnf) e proteínas que afetam a integridade da barreira epitelial (proteínas tight junctions e mucinas 1 e 2) em modelo murino de periodontite experimental induzida por consorcio microbiano formado por Aggregatibacter actinomycetemcomitans e Streptococcus gordonii. Métodos: Foram realizados ensaios in vivo, em camundongos machos SPF (Specific Pathogen Free) da linhagem C57BL/6. Os animais (N=32) foram alocados em 04 grupos: controle negativo (SHAM), controle positivo (Aa+Sg) submetido à infecção experimental por A. actinomycetemcomitans (Aa) e S. gordonii (Sg), controle do probiótico (LA5), que recebeu L.acidophilus LA5 (LA5), e experimental (Aa+Sg+LA5) submetido à infecção pelo consórcio microbiano e recebendo o probiótico LA5. A infecção experimental foi realizada por injeção palatina de 1x107 UFC de Aa nos dias 1, 3 e 5, e gavagem oral três vezes/semana de consórcio microbiano formado por Aa (1x109 UFC/dia) e Sg (1x108 UFC/dia), por 4 semanas. LA5 (1x108 UFC/dia) foi administrado por gavagem oral diariamente por 30 dias. Os grupos controles SHAM, Aa+Sg e Aa+Sg+LA5 receberam veículo do consórcio e/ou do probiótico por gavagem oral e/ou injeção palatina com PBS. Após 30 dias, os animais foram eutanasiados. A perda óssea alveolar na maxila foi determinada por MicroCT, e as amostras de tecido gengival foram analisadas por RT-qPCR. Resultados: O modelo experimental de infecção pelo consórcio microbiano empregado foi capaz de induzir perda óssea alveolar na região entre o primeiro e o segundo molar da hemimaxila esquerda no grupo Aa+Sg. A análise dos dados de porcentagem de porosidade e porcentagem de volume ósseo indicaram que os valores observados no Controle positivo grupo Aa+Sg SHAM (Kruskal Wallis, Dunn, p<0,05). A cepa probiótica LA5 foi capaz de prevenir a perda óssea induzida pelo consórcio microbiano (porcentagem de volume ósseo e porcentagem de porosidade no grupo experimental Aa+Sg+LA5 = SHAM. No entanto, a administração apenas da cepa probiótica (grupo LA5) também levou a perda óssea, embora esta tenha sido menor do que a observada no controle positivo. A análise de expressão gênica mostrou que a infecção por Aa + Sg com o probiótico LA5 regulou positivamente Il-10 e Il-6 em relação ao grupo probiótico e infectado, mas não houve diferenças significativas na expressão de Il-17 e Tnf entre os grupos. A análise de genes relacionados à integridade da barreira epitelial e mucinas, revelou que o probiótico não induziu a diferenças na transcrição destes genes, exceto pela diferença nos níveis de transcrição relativa do gene Zo-1. A expressão de Zo-1, que codifica zonulina 1, foi regulada negativamente no tecido gengival do grupo Aa+Sg e LA5 em relação aos animais não infectados (SHAM), mas esta diferença foi perdida nos animais infectados e tratados com o probiótico. Conclusão: A administração oral de L. acidophilus LA5 demonstrou potencial na prevenção da perda óssea alveolar induzida pela infecção por A. actinomycetemcomitans e S. gordonii. O probiótico apresenta capacidade de modular a inflamação gengival induzida pela microbiota, atuando na regulação da transcrição de mediadores inflamatórios. No entanto, estudos adicionais, tanto pré-clínicos quanto clínicos, são necessários para validar a efetividade desse tratamento em humanos.Periodontitis is an inflammatory disease that destroys the supporting tissues of the teeth, caused by a dysbiotic microbiota. The resulting inflammation induces the production of pro-inflammatory cytokines, which affects the integrity of the epithelial barrier and upregulates osteoclastogenesis via the RANKL/RANK/OPG pathway. Studies suggest that the administration of probiotics, such as Lactobacillus acidophilus LA5, can control periodontitis, recovering the microbial balance and reducing the production of pro-inflammatory mediators. In an experimental model of periodontitis in mice, this study evaluated the effect of administering L. acidophilus LA5 on alveolar bone loss and on the expression of bone mediators (Rankl and Opg), inflammatory mediators (Il-6, Il-10, Il- 17 and Tnf) and proteins that affect the integrity of the epithelial barrier (tight junction proteins and mucins 1 and 2) in a murine model of experimental periodontitis induced by a microbial consortium formed by Aggregatibacter actinomycetemcomitans and Streptococcus gordonii. Methods: In vivo assays were conducted in male SPF (Specific Pathogen Free) mice of the C57BL/6 lineage. The animals (N=32) were divided into 04 groups: negative control (SHAM), positive control (Aa+Sg) submitted to experimental infection by A. actinomycetemcomitans (Aa) and S. gordonii (Sg), probiotic control (LA5), which received L. acidophilus LA5 (LA5), and experimental (Aa+Sg+LA5) submitted to infection by the microbial consortium and receiving the probiotic LA5. The experimental infection was performed by palatal injection of 1x107 CFU of Aa on days 1, 3 and 5, and oral gavage three times/week of microbial consortium formed by Aa (1x109 CFU/day) and Sg (1x108 CFU/day), by 4 weeks. LA5 (1x108 CFU/day) was administered by oral gavage daily for 30 days. The SHAM, Aa+Sg and Aa+Sg+LA5 control groups received the consortium vehicle and/or the probiotic by oral gavage and/or palatal injection with PBS. After 30 days, the animals were euthanized. Alveolar bone loss in the maxilla was determined by MicroCT, and gingival tissue samples were analyzed by RT-qPCR. Results: The experimental model of infection by the microbial consortium used was able to induce alveolar bone loss in the region between the first and second molars of the left hemimaxilla in the Aa+Sg group. The analysis of porosity percentage and bone volume percentage data showed that the values observed in the Positive control group Aa+Sg SHAM (Kruskal Wallis, Dunn, p<0.05). The probiotic strain LA5 was able to prevent bone loss induced by the microbial consortium (percentage of bone volume and percentage of porosity in the experimental group Aa+Sg+LA5 = SHAM. However, the administration of only the probiotic strain (group LA5) also led to bone loss, although this was less than that observed in the positive control. Gene expression analysis showed that Aa + Sg infection with the probiotic LA5 upregulated Il-10 and Il-6 in relation to the probiotic and infected group , but there were no significant differences in the expression of Il-17 and Tnf between the groups.The analysis of genes related to the integrity of the epithelial barrier and mucins, revealed that the probiotic did not induce differences in the transcription of these genes, except for the difference in the levels of relative transcription of the Zo-1 gene. The expression of Zo-1, which encodes zonulin 1, was down-regulated in the gingival tissue of the Aa+Sg and LA5 group compared to uninfected animals (SHAM), but this difference was lost in infected animals and treated with the probiotic. Conclusion: Oral administration of L. acidophilus LA5 demonstrated potential in preventing alveolar bone loss induced by A. actinomycetemcomitans and S. gordonii infection. The probiotic can modulate gingival inflammation induced by the microbiota, acting in the regulation of the transcription of inflammatory mediators. However, additional studies, both preclinical and clinical, are needed to validate the effectiveness of this treatment in humans.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Odontologia2026-05-132026-05-14T09:07:03Z2023-03-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/23/23146/tde-13052026-103424/10.11606/D.23.2023.tde-13052026-103424tde-13052026-103424Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPMestradomastersUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-14T09:07:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-13052026-103424 |
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