Efeito do etanol adicionado ao meio sobre a tolerância ao etanol em linhagens de leveduras tropicais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1996
Autor(a) principal: Peres, Maristela de Freitas Sanches
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-31102025-150654/
Resumo: Células de leveduras ficam expostas a etanol externo em concentração constante durante processos contínuos, enquanto que em processos em batelada os níveis de etanol externo aumentam continuamente. Considerando essa observação, nossas linhagens foram comparadas utilizando-se um meio rico (reduzindo os efeitos de deficiências nutricionais), contendo alta concentração de açúcar (19% de sacarose) e grandes quantidades de etanol adicionado, para avaliar ambos os efeitos, ou seja, altos níveis de etanol adicionado e produzido. Nossas linhagens álcool-tolerantes foram capazes de crescer e produzir etanol na presença de 8% (v/v) de etanol adicionado em culturas de baixa densidade celular, apresentando altas viabilidades (7090%) no início da fase estacionária de produção de etanol, com acúmulo de altos níveis de etanol final no meio (1820% v/v) em 67 dias. A utilização de um único critério para medir a tolerância ao etanol, baseado em crescimento, capacidade fermentativa ou viabilidade, pode levar a resultados irreais. Concentrações altas de etanol adicionado (67%) reduziram a velocidade de fermentação e, como consequência, a perda de viabilidade foi menor do que em concentrações baixas de etanol adicionado (24%). Além disso, os efeitos do etanol produzido e adicionado (7%) sobre os níveis de trealose e sobre a atividade intracelular da glicerol-3-fosfato desidrogenase foram estudados, com os seguintes resultados: a) os níveis de trealose aumentaram em todos os casos, mas os aumentos relativos (com/sem etanol adicionado) nem sempre indicaram linhagens tolerantes ao etanol; b) a atividade da glicerol-3-fosfato desidrogenase aumentou, apresentando, em geral, níveis mais altos nas linhagens menos tolerantes.
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spelling Efeito do etanol adicionado ao meio sobre a tolerância ao etanol em linhagens de leveduras tropicaisEffect of ethanol addition on ethanol tolerance in tropical yeast strainsalcohol stresscrescimento microbianoestresse alcoólicoetanolethanolethanol toleranceleveduras tropicaismetabolismmetabolismomicrobial growthtolerância ao etanoltropical yeastsCélulas de leveduras ficam expostas a etanol externo em concentração constante durante processos contínuos, enquanto que em processos em batelada os níveis de etanol externo aumentam continuamente. Considerando essa observação, nossas linhagens foram comparadas utilizando-se um meio rico (reduzindo os efeitos de deficiências nutricionais), contendo alta concentração de açúcar (19% de sacarose) e grandes quantidades de etanol adicionado, para avaliar ambos os efeitos, ou seja, altos níveis de etanol adicionado e produzido. Nossas linhagens álcool-tolerantes foram capazes de crescer e produzir etanol na presença de 8% (v/v) de etanol adicionado em culturas de baixa densidade celular, apresentando altas viabilidades (7090%) no início da fase estacionária de produção de etanol, com acúmulo de altos níveis de etanol final no meio (1820% v/v) em 67 dias. A utilização de um único critério para medir a tolerância ao etanol, baseado em crescimento, capacidade fermentativa ou viabilidade, pode levar a resultados irreais. Concentrações altas de etanol adicionado (67%) reduziram a velocidade de fermentação e, como consequência, a perda de viabilidade foi menor do que em concentrações baixas de etanol adicionado (24%). Além disso, os efeitos do etanol produzido e adicionado (7%) sobre os níveis de trealose e sobre a atividade intracelular da glicerol-3-fosfato desidrogenase foram estudados, com os seguintes resultados: a) os níveis de trealose aumentaram em todos os casos, mas os aumentos relativos (com/sem etanol adicionado) nem sempre indicaram linhagens tolerantes ao etanol; b) a atividade da glicerol-3-fosfato desidrogenase aumentou, apresentando, em geral, níveis mais altos nas linhagens menos tolerantes.Yeast cells were exposed to constant external ethanol concentrations during continuous processes and to gradually increasing external ethanol levels during batch processes. Taking these conditions into account, our strains were compared using a rich medium (minimizing the effects of nutritional deficiencies), containing a high sugar concentration (19% sucrose) and elevated amounts of added ethanol, in order to evaluate strains under both effects: high levels of added and produced ethanol. Our alcohol-tolerant strains were capable of growth and ethanol production in the presence of 8% (v/v) added ethanol at low cell densities, showing high viabilities (7090%) at the beginning of the stationary phase, and achieving high final ethanol levels (1820% v/v) in the medium after 67 days. The use of a single criterion for measuring ethanol tolerancebased on growth, fermentation capacity, or viabilitymay lead to imprecise results. Low viabilities were observed for certain strains at low added ethanol concentrations (26%). At added ethanol levels above 6%, the viabilities of these strains began to increase, reaching maximum values around 8% initial ethanol in the medium. In addition, the effects of produced and added ethanol (7% v/v) on trehalose levels and intracellular glycerol-3-phosphate dehydrogenase activity were studied, with the following results: a) Trehalose levels increased in all cases in the presence of added ethanol, but the relative increases did not consistently correlate with ethanol tolerance; b) Glycerol-3-phosphate dehydrogenase activity increased, showing the highest levels in the less tolerant strains.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLaluce, CeciliaPeres, Maristela de Freitas Sanches1996-08-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-31102025-150654/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-05T13:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-31102025-150654Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-05T13:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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