Mortalidade no primeiro dia de vida no Brasil: causas e prevenção

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Teixeira, João Alexandre Mendes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-12082019-100535/
Resumo: INTRODUÇÃO: As mortes no primeiro dia de vida correspondem a 25-45% daquelas em período neonatal, associadas principalmente à assistência prestada às gestantes e aos recém-nascidos durante os períodos pré-parto, intraparto e pós-parto. Estudos epidemiológicos sobre a mortalidade no primeiro dia de vida são necessários para identificar a evitabilidade desses óbitos e, assim, produzir evidências para a tomada de decisões e melhorar os indicadores da mortalidade neonatal precoce no Brasil. OBJETIVO: Calcular as taxas de mortalidade no primeiro dia de vida entre 2010-2015 em oito estados brasileiros com melhor qualidade de informação, avaliar fatores associados e classificar os óbitos segundo causa básica e evitabilidade. MÉTODOS: Estudo descritivo com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre NV (SINASC) disponibilizados pelo Ministério da Saúde através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados correspondem aos óbitos infantis ocorridos nos anos de 2010 a 2015 de sete estados brasileiros (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul) e do Distrito Federal. Foram calculadas as taxas de mortalidade no primeiro dia de vida (número de óbitos ocorridos no primeiro dia de vida, por mil NV, no local e ano considerado) e a proporção dos óbitos no primeiro dia de vida em relação às mortes de menores de um ano de idade no período entre 2010 e 2015, para os estados selecionados. As análises de tendência temporal foram realizadas por meio de regressão linear, após verificação de não correlação entre os erros-padrão ao longo do tempo, através do teste de Breusch Godfrey. Na análise de regressão linear simples as taxas de mortalidade foram consideradas como variáveis dependentes e os anos do período como variável independente. As taxas de mortalidade no primeiro dia de vida foram comparadas em termos relativos (risco relativo, RR) e absolutos (risco atribuível, RA, diferença absoluta entre taxas) conforme características do NV, do parto e da mãe no período estudado. Os testes estatísticos foram baseados no teste de qui-quadrado. As causas básicas de óbito no primeiro dia de vida foram descritas conforme a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 10ª edição (CID-10). Para análise da evitabilidade dos óbitos foi utilizada a \"Lista brasileira de causas de mortes evitáveis por intervenções do Sistema Único de Saúde em menores de cinco anos\". RESULTADOS: 21,6% dos óbitos infantis ocorreu no primeiro dia de vida. A taxa de mortalidade reduziu-se de 2,7 a 2,3 óbitos/1000nascidos vivos (NV). Maiores taxas foram observadas em NV com baixo peso, pré-termos e filhos de mães sem escolaridade. As principais causas dos óbitos foram síndrome da angústia respiratória (8,9%) e imaturidade extrema (5,2%). 66% das causas de óbito foram consideradas evitáveis por adequada atenção à mulher na gestação e ao recém-nascido. CONCLUSÃO: Uma atenção adequada à gestante, ao parto e ao recém-nascido poderiam evitar mortes no primeiro dia de vida
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spelling Mortalidade no primeiro dia de vida no Brasil: causas e prevençãoMortality in the first day of life in Brazil: causes and preventionCausas de morteCauses of deathChild healthEstatísticas vitaisInfant mortalityInformation systemsMortalidade infantilSaúde da criançaSistemas de informaçãoVital statisticsINTRODUÇÃO: As mortes no primeiro dia de vida correspondem a 25-45% daquelas em período neonatal, associadas principalmente à assistência prestada às gestantes e aos recém-nascidos durante os períodos pré-parto, intraparto e pós-parto. Estudos epidemiológicos sobre a mortalidade no primeiro dia de vida são necessários para identificar a evitabilidade desses óbitos e, assim, produzir evidências para a tomada de decisões e melhorar os indicadores da mortalidade neonatal precoce no Brasil. OBJETIVO: Calcular as taxas de mortalidade no primeiro dia de vida entre 2010-2015 em oito estados brasileiros com melhor qualidade de informação, avaliar fatores associados e classificar os óbitos segundo causa básica e evitabilidade. MÉTODOS: Estudo descritivo com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre NV (SINASC) disponibilizados pelo Ministério da Saúde através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados correspondem aos óbitos infantis ocorridos nos anos de 2010 a 2015 de sete estados brasileiros (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul) e do Distrito Federal. Foram calculadas as taxas de mortalidade no primeiro dia de vida (número de óbitos ocorridos no primeiro dia de vida, por mil NV, no local e ano considerado) e a proporção dos óbitos no primeiro dia de vida em relação às mortes de menores de um ano de idade no período entre 2010 e 2015, para os estados selecionados. As análises de tendência temporal foram realizadas por meio de regressão linear, após verificação de não correlação entre os erros-padrão ao longo do tempo, através do teste de Breusch Godfrey. Na análise de regressão linear simples as taxas de mortalidade foram consideradas como variáveis dependentes e os anos do período como variável independente. As taxas de mortalidade no primeiro dia de vida foram comparadas em termos relativos (risco relativo, RR) e absolutos (risco atribuível, RA, diferença absoluta entre taxas) conforme características do NV, do parto e da mãe no período estudado. Os testes estatísticos foram baseados no teste de qui-quadrado. As causas básicas de óbito no primeiro dia de vida foram descritas conforme a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 10ª edição (CID-10). Para análise da evitabilidade dos óbitos foi utilizada a \"Lista brasileira de causas de mortes evitáveis por intervenções do Sistema Único de Saúde em menores de cinco anos\". RESULTADOS: 21,6% dos óbitos infantis ocorreu no primeiro dia de vida. A taxa de mortalidade reduziu-se de 2,7 a 2,3 óbitos/1000nascidos vivos (NV). Maiores taxas foram observadas em NV com baixo peso, pré-termos e filhos de mães sem escolaridade. As principais causas dos óbitos foram síndrome da angústia respiratória (8,9%) e imaturidade extrema (5,2%). 66% das causas de óbito foram consideradas evitáveis por adequada atenção à mulher na gestação e ao recém-nascido. CONCLUSÃO: Uma atenção adequada à gestante, ao parto e ao recém-nascido poderiam evitar mortes no primeiro dia de vidaINTRODUCTION: Deaths on the first day of life correspond to 25-45% of the neonatal period, mainly associated with the care given to pregnant women and newborns during the prepartum, intrapartum and postpartum periods. Epidemiological studies on mortality on the first day of life are necessary to identify the avoidance of these deaths and, thus, produce evidence for decision-making and improve the indicators of early neonatal mortality in Brazil. OBJECTIVE: To estimate the rates mortality in the first day of life between 2010 and 2015 in eight Brazilian states with a better quality of information; evaluate associated factors and classify the deaths as to their basic cause and avoidability. METHODS: A descriptive study with secondary data from the Information System on Mortality (ISM) and Information System on Live Births (ISLB) provided by the Ministry of Health through the Department of Informatics of National Health System. The data correspond to the infant deaths occurred between 2010 and 2015 in seven Brazilian states (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul) and the Federal District. The mortality rate on the first day of life (number of deaths occurring on the first day of life, per thousand live births, at the place and year considered) and the proportion of deaths on the first day of life relative to deaths of children under one year in the period between 2010 and 2015, were calculated for the states above. Time trend analyses were performed using linear regression, after verification of non-correlation between the standard errors over time, using the Breusch Godfrey test. In simple linear regression analysis, mortality rates were considered as dependent variables and the years of the period were considered as independent variables. The mortality rates on the first day of life were compared in relative terms (relative risk, RR) and absolute (attributable risk, AR, the absolute difference between rates) according to the characteristics of the live births, birth and the mother during the studied period. Statistical tests were based on the chi-square test. The basic causes of death on the first day of life were described according to the International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems 10th edition (ICD-10). To analyze the evitability of death was used the \"Brazilian list of causes of deaths preventable by the interventions of the National Health System in children under five years\" RESULTS: 21.6% of infant deaths occurred on the first day of life. The mortality rate decreased from 2.7 to 2.3 deaths/1,000 living births. Higher death rates occurred on living birth with low weight, preterm birth and children of mothers with no schooling. The main causes of death were respiratory distress syndrome (8.9%), severe immaturity (5.2%); 66% of those were considered avoidable. CONCLUSION: Adequate attention to pregnant women, parturition, and newborn could avoid deaths on the first day of lifeBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPManitto, Alicia MatijasevichTeixeira, João Alexandre Mendes2019-05-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-12082019-100535/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-05T11:50:02Zoai:teses.usp.br:tde-12082019-100535Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-05T11:50:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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