Atividade física e sintomas da menopausa como determinantes de parâmetros do sono em mulheres
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/109/109131/tde-01042025-153802/ |
Resumo: | Esta dissertação é constituída de dois estudos que procuraram demonstrar a relação entre a atividade física e os parâmetros do sono em mulheres com sintomas da menopausa. O primeiro estudo consistiu em uma revisão sistemática com meta-análise, cujo objetivo foi identificar, sintetizar e avaliar a literatura sobre o efeito da atividade física nos parâmetros do sono de mulheres com sintomas vasomotores da menopausa. Realizou-se uma busca abrangente nas principais bases de dados, utilizando descritores e palavras-chave, bem como busca manual retrospectiva e prospectiva. Nove artigos, totalizando 1.579 participantes, foram selecionados, dos quais sete forneceram dados para a meta-análise. As análises revelaram que intervenções com atividade física não melhoraram a qualidade do sono (-0,03 [-1,23, 1,18]; Z = 0,04; P = 0,96; I² = 78%) nem a insônia (-1,65 [-3,52, 0,21]; Z = 1,74; P = 0,08; I² = 0%), mas apresentaram efeito benéfico em problemas do sono (-0,08 [-0,16, -0,00]; Z = 2,07; P = 0,04; I² = 0%). O segundo estudo teve um delineamento observacional transversal e buscou investigar a associação entre a atividade física habitual e os sintomas da menopausa com a qualidade do sono em mulheres de meia-idade. Após consentirem em participar, 40 mulheres entre 40 e 64 anos foram recrutadas para realizar anamnese, caracterização sociodemográfica e responder aos questionários Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Atividade Física Habitual de Baecke (AFH) e Escala de Sintomas da Menopausa (MRS). A caracterização da amostra foi realizada por estatística descritiva, enquanto análises exploratórias iniciais foram conduzidas por meio de correlação de Pearson. A análise principal, por sua vez, foi feita por regressão linear múltipla. Os dados foram processados no software IBM SPSS Statistics versão 20, adotando um nível de significância de 0,05. Os resultados indicaram que AFH e MRS como preditores explicaram 51,8% dos escores do PSQI (F(2, 37) = 21,949, p < 0,001; R² ajustado = 0,518), sendo que MRS ( β= 0,620, p < 0,001) apresentou impacto estatisticamente significativo na qualidade do sono, enquanto AFH ( β= 0,206, p > 0,05) não teve efeito significativo. Concluímos que ambos os estudos apontam associações heterogêneas, alinhadas às encontradas na literatura, que podem ser influenciadas por fatores como tipo, frequência, intensidade, duração da intervenção e outras variáveis moderadoras, como aspectos fisiológicos, ambientais, sociodemográficos e tamanho amostral. Pesquisas futuras com metodologias adequadas e bem especificadas são necessárias para responder às questões relacionadas à complexa estrutura do sono. |
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Atividade física e sintomas da menopausa como determinantes de parâmetros do sono em mulheresPhysical activity and menopausal symptoms as determinants of sleep parameters in womenAtividade físicaClimactericClimatérioDistúrbios do sonoMenopausaMenopausePhysical activitySaúde da mulherSleep disturbancesWomen's healthEsta dissertação é constituída de dois estudos que procuraram demonstrar a relação entre a atividade física e os parâmetros do sono em mulheres com sintomas da menopausa. O primeiro estudo consistiu em uma revisão sistemática com meta-análise, cujo objetivo foi identificar, sintetizar e avaliar a literatura sobre o efeito da atividade física nos parâmetros do sono de mulheres com sintomas vasomotores da menopausa. Realizou-se uma busca abrangente nas principais bases de dados, utilizando descritores e palavras-chave, bem como busca manual retrospectiva e prospectiva. Nove artigos, totalizando 1.579 participantes, foram selecionados, dos quais sete forneceram dados para a meta-análise. As análises revelaram que intervenções com atividade física não melhoraram a qualidade do sono (-0,03 [-1,23, 1,18]; Z = 0,04; P = 0,96; I² = 78%) nem a insônia (-1,65 [-3,52, 0,21]; Z = 1,74; P = 0,08; I² = 0%), mas apresentaram efeito benéfico em problemas do sono (-0,08 [-0,16, -0,00]; Z = 2,07; P = 0,04; I² = 0%). O segundo estudo teve um delineamento observacional transversal e buscou investigar a associação entre a atividade física habitual e os sintomas da menopausa com a qualidade do sono em mulheres de meia-idade. Após consentirem em participar, 40 mulheres entre 40 e 64 anos foram recrutadas para realizar anamnese, caracterização sociodemográfica e responder aos questionários Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Atividade Física Habitual de Baecke (AFH) e Escala de Sintomas da Menopausa (MRS). A caracterização da amostra foi realizada por estatística descritiva, enquanto análises exploratórias iniciais foram conduzidas por meio de correlação de Pearson. A análise principal, por sua vez, foi feita por regressão linear múltipla. Os dados foram processados no software IBM SPSS Statistics versão 20, adotando um nível de significância de 0,05. Os resultados indicaram que AFH e MRS como preditores explicaram 51,8% dos escores do PSQI (F(2, 37) = 21,949, p < 0,001; R² ajustado = 0,518), sendo que MRS ( β= 0,620, p < 0,001) apresentou impacto estatisticamente significativo na qualidade do sono, enquanto AFH ( β= 0,206, p > 0,05) não teve efeito significativo. Concluímos que ambos os estudos apontam associações heterogêneas, alinhadas às encontradas na literatura, que podem ser influenciadas por fatores como tipo, frequência, intensidade, duração da intervenção e outras variáveis moderadoras, como aspectos fisiológicos, ambientais, sociodemográficos e tamanho amostral. Pesquisas futuras com metodologias adequadas e bem especificadas são necessárias para responder às questões relacionadas à complexa estrutura do sono.This dissertation is constituted by two studies demonstrating the relationship between physical activity and sleep parameters in women experiencing menopausal symptoms. Two studies with different research designs were conducted to address this. The first study was a systematic review with meta-analysis aimed at identifying, synthesizing, and evaluating the literature on the effects of physical activity on sleep parameters in women with menopausal vasomotor symptoms. A comprehensive search was performed in significant databases using descriptors, keywords, and manual retrospective and prospective searches. Nine articles comprising 1,579 participants were selected, seven of which provided data for the meta-analysis. The analyses revealed that physical activity interventions did not improve sleep quality (-0.03 [-1.23, 1.18]; Z = 0.04; P = 0.96; I² = 78%) or insomnia (-1.65 [-3.52, 0.21]; Z = 1.74; P = 0.08; I² = 0%). However, they had a beneficial effect on sleep problems (-0.08 [-0.16, -0.00]; Z = 2.07; P = 0.04; I² = 0%). The second study followed an observational cross-sectional design and investigated the association between habitual physical activity and menopausal symptoms with sleep quality in middle-aged women. After providing informed consent, 40 women aged 40 to 64 years were recruited to undergo a medical history, sociodemographic characterization, and respond to the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI), the Baecke Habitual Physical Activity Questionnaire (HPAQ), and the Menopause Rating Scale (MRS). Sample characterization was conducted using descriptive statistics, while exploratory analyses were performed using Pearson correlation. The primary analysis was conducted using multiple linear regression. Data were processed using IBM SPSS Statistics version 20, with a significance level 0.05. The results indicated that HPAQ and MRS as predictors explained 51.8% of the PSQI scores (F(2, 37) = 21.949, p < 0.001; adjusted R² = 0.518), with MRS ( β= 0.620, p < 0.001) showing a statistically significant impact on sleep quality, while HPAQ ( β= 0.206, p > 0.05) had no significant effect. We concluded that both studies indicate heterogeneous associations, consistent with findings in the literature, which may be influenced by factors such as the type, frequency, intensity, and duration of interventions and other moderating variables, including physiological, environmental, sociodemographic aspects, and sample size. Future research employing well-specified and appropriate methodologies is needed to address questions related to the complex structure of sleep.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoraes, Camila deCorrêa, Adriano Bruno2025-01-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/109/109131/tde-01042025-153802/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-26T13:22:02Zoai:teses.usp.br:tde-01042025-153802Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-26T13:22:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta dissertação é constituída de dois estudos que procuraram demonstrar a relação entre a atividade física e os parâmetros do sono em mulheres com sintomas da menopausa. O primeiro estudo consistiu em uma revisão sistemática com meta-análise, cujo objetivo foi identificar, sintetizar e avaliar a literatura sobre o efeito da atividade física nos parâmetros do sono de mulheres com sintomas vasomotores da menopausa. Realizou-se uma busca abrangente nas principais bases de dados, utilizando descritores e palavras-chave, bem como busca manual retrospectiva e prospectiva. Nove artigos, totalizando 1.579 participantes, foram selecionados, dos quais sete forneceram dados para a meta-análise. As análises revelaram que intervenções com atividade física não melhoraram a qualidade do sono (-0,03 [-1,23, 1,18]; Z = 0,04; P = 0,96; I² = 78%) nem a insônia (-1,65 [-3,52, 0,21]; Z = 1,74; P = 0,08; I² = 0%), mas apresentaram efeito benéfico em problemas do sono (-0,08 [-0,16, -0,00]; Z = 2,07; P = 0,04; I² = 0%). O segundo estudo teve um delineamento observacional transversal e buscou investigar a associação entre a atividade física habitual e os sintomas da menopausa com a qualidade do sono em mulheres de meia-idade. Após consentirem em participar, 40 mulheres entre 40 e 64 anos foram recrutadas para realizar anamnese, caracterização sociodemográfica e responder aos questionários Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Atividade Física Habitual de Baecke (AFH) e Escala de Sintomas da Menopausa (MRS). A caracterização da amostra foi realizada por estatística descritiva, enquanto análises exploratórias iniciais foram conduzidas por meio de correlação de Pearson. A análise principal, por sua vez, foi feita por regressão linear múltipla. Os dados foram processados no software IBM SPSS Statistics versão 20, adotando um nível de significância de 0,05. Os resultados indicaram que AFH e MRS como preditores explicaram 51,8% dos escores do PSQI (F(2, 37) = 21,949, p < 0,001; R² ajustado = 0,518), sendo que MRS ( β= 0,620, p < 0,001) apresentou impacto estatisticamente significativo na qualidade do sono, enquanto AFH ( β= 0,206, p > 0,05) não teve efeito significativo. Concluímos que ambos os estudos apontam associações heterogêneas, alinhadas às encontradas na literatura, que podem ser influenciadas por fatores como tipo, frequência, intensidade, duração da intervenção e outras variáveis moderadoras, como aspectos fisiológicos, ambientais, sociodemográficos e tamanho amostral. Pesquisas futuras com metodologias adequadas e bem especificadas são necessárias para responder às questões relacionadas à complexa estrutura do sono. |
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