Propriedades de medida do Craniocervical Flexion Test em pacientes com migrânea: confiabilidade intra e interexaminador e validade de constructo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Rodrigues, Amanda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-19022025-090300/
Resumo: Introdução: A migrânea é uma de cefaleia primária, altamente incapacitante e frequentemente associada a disfunções cervicais. Uma das possíveis disfunções presentes nestes pacientes é a redução na ativação dos músculos flexores profundos do pescoço, que pode ser avaliada através do Craniocervical Flexion Test (CCFT). Este teste é amplamente utilizado e recomendado por especialistas internacionais para a avaliação de pacientes com migrânea, mas ainda havia uma lacuna sobre a confiabilidade e validade de constructo do CCFT, tanto para uso clínico quanto para a pesquisa. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a confiabilidade intra e inter-examinador e a validade de constructo do CCFT em pacientes com migrânea. Métodos: A amostra foi composta por 103 mulheres com idade entre 18 e 55 anos, diagnosticadas com migrânea, de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleias - 3ª edição. Foram excluídas mulheres com histórico recente de trauma cervical ou facial, gravidez, doenças sistêmicas não controladas ou que receberam bloqueio anestésico na região craniocervical nos últimos três meses. Foram coletados os dados clínicos e as participantes responderam aos questionários Headache Impact Test (HIT-6), Neck Disability Index (NDI) e 12-item Allodynia Symptom Checklist/Brazil (ASC-12/Brasil). Todas as participantes foram submetidas ao CCFT três vezes, sendo as duas primeiras avaliações realizadas pelos examinadores A e B na primeira visita e a terceira pelo examinador A após 7 dias da primeira visita. Além disso, foram avaliadas a força cervical através da contração isométrica voluntária máxima e a resistência dos músculos flexores do pescoço. Resultados: A confiabilidade intra-examinador do CCFT foi considerada boa (ICC= 0,81; 95% CI: 0,73-0,87), enquanto a confiabilidade inter-examinador foi moderada (ICC= 0,55; 95% CI: 0,40-0,67). O erro padrão da medida foi, respectivamente, de 1,31 mmHg e 1,36 mmHg, para intra-examinador e inter-examinador, com a mínima mudança detectável de 3,63 mmHg e 3,77 mmHg. Além disso, uma análise de regressão linear múltipla revelou que o desempenho no CCFT estava significativamente associado às pontuações no HIT-6 e ao tempo de resistência cervical (p = 0,004, R = 0,35). Conclusão: O CCFT apresenta uma confiabilidade adequada tanto intra quanto inter-examinador para a população de pacientes com migrânea. Melhores resultados no teste estão associados a menor impacto da migrânea e melhor resistência cervical, independentemente da dor cervical. Dessa forma, este estudo corrobora para o uso do teste na avaliação de pacientes migranosas, ressaltamos a importância da avaliação clínica detalhada para melhor compreender o quadro clínico da doença e assim, intervir de maneira adequada.
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spelling Propriedades de medida do Craniocervical Flexion Test em pacientes com migrânea: confiabilidade intra e interexaminador e validade de constructoMeasurement properties of the Craniocervical Flexion Test in patients with migraine: intra and inter-examiner reliability and construct validityAvaliaçãoCraniocervical flexion testCraniocervical flexion testDor cervicalEvaluationMeasurement propertiesMigraineMigrâneaNeck painPropriedades de medidaIntrodução: A migrânea é uma de cefaleia primária, altamente incapacitante e frequentemente associada a disfunções cervicais. Uma das possíveis disfunções presentes nestes pacientes é a redução na ativação dos músculos flexores profundos do pescoço, que pode ser avaliada através do Craniocervical Flexion Test (CCFT). Este teste é amplamente utilizado e recomendado por especialistas internacionais para a avaliação de pacientes com migrânea, mas ainda havia uma lacuna sobre a confiabilidade e validade de constructo do CCFT, tanto para uso clínico quanto para a pesquisa. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar a confiabilidade intra e inter-examinador e a validade de constructo do CCFT em pacientes com migrânea. Métodos: A amostra foi composta por 103 mulheres com idade entre 18 e 55 anos, diagnosticadas com migrânea, de acordo com a Classificação Internacional de Cefaleias - 3ª edição. Foram excluídas mulheres com histórico recente de trauma cervical ou facial, gravidez, doenças sistêmicas não controladas ou que receberam bloqueio anestésico na região craniocervical nos últimos três meses. Foram coletados os dados clínicos e as participantes responderam aos questionários Headache Impact Test (HIT-6), Neck Disability Index (NDI) e 12-item Allodynia Symptom Checklist/Brazil (ASC-12/Brasil). Todas as participantes foram submetidas ao CCFT três vezes, sendo as duas primeiras avaliações realizadas pelos examinadores A e B na primeira visita e a terceira pelo examinador A após 7 dias da primeira visita. Além disso, foram avaliadas a força cervical através da contração isométrica voluntária máxima e a resistência dos músculos flexores do pescoço. Resultados: A confiabilidade intra-examinador do CCFT foi considerada boa (ICC= 0,81; 95% CI: 0,73-0,87), enquanto a confiabilidade inter-examinador foi moderada (ICC= 0,55; 95% CI: 0,40-0,67). O erro padrão da medida foi, respectivamente, de 1,31 mmHg e 1,36 mmHg, para intra-examinador e inter-examinador, com a mínima mudança detectável de 3,63 mmHg e 3,77 mmHg. Além disso, uma análise de regressão linear múltipla revelou que o desempenho no CCFT estava significativamente associado às pontuações no HIT-6 e ao tempo de resistência cervical (p = 0,004, R = 0,35). Conclusão: O CCFT apresenta uma confiabilidade adequada tanto intra quanto inter-examinador para a população de pacientes com migrânea. Melhores resultados no teste estão associados a menor impacto da migrânea e melhor resistência cervical, independentemente da dor cervical. Dessa forma, este estudo corrobora para o uso do teste na avaliação de pacientes migranosas, ressaltamos a importância da avaliação clínica detalhada para melhor compreender o quadro clínico da doença e assim, intervir de maneira adequada.Introduction: Migraine is a highly disabling primary headache that is often associated with cervical dysfunction. One of the possible dysfunctions present in these patients is reduced activation of the deep neck flexor muscles, which can be assessed using the Craniocervical Flexion Test (CCFT). This test is widely used and recommended by international experts for the assessment of patients with migraine, but there was a gap on the reliability and construct validity of the CCFT, both for clinical use and for research. Objectives: The aim of this study was to assess the intra- and inter-examiner reliability and construct validity of the CCFT in patients with migraine. Methods: The sample consisted of 103 women aged between 18 and 55 diagnosed with migraine according to the International Classification of Headache Disorders - 3rd edition. Women with a recent history of cervical or facial trauma, pregnancy, uncontrolled systemic diseases or who had received an anesthetic block in the craniocervical region in the last three months were excluded. Clinical data was collected and the participants answered the Headache Impact Test (HIT-6), Neck Disability Index (NDI) and 12-item Allodynia Symptom Checklist/Brazil (ASC-12/Brazil) questionnaires. All the participants underwent the CCFT three times, with the first two assessments carried out by examiners A and B on the first visit and the third by examiner A 7 days after the first visit. In addition, cervical strength was assessed through maximum voluntary isometric contraction and resistance of the neck flexor muscles. Results: The intra-examiner reliability of the CCFT was considered good (ICC= 0.81; 95% CI: 0.73-0.87), while the inter-examiner reliability was moderate (ICC= 0.55; 95% CI: 0.40-0.67). The standard error of measurement was 1.31 mmHg and 1.36 mmHg, respectively, for intra-examiner and inter-examiner, with the minimum detectable change of 3.63 mmHg and 3.77 mmHg. In addition, a multiple linear regression analysis revealed that performance on the CCFT was significantly associated with HIT-6 scores and cervical endurance time (p = 0.004, R = 0.35). Conclusion: The CCFT has adequate intra- and inter-examiner reliability for the migraine patient population. Better test results are associated with less migraine impact and better neck strength, regardless of neck pain. Thus, this study supports the use of the test in the assessment of migraine patients, and we emphasize the importance of detailed clinical assessment in order to better understand the clinical picture of the disease and thus intervene appropriately.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGrossi, Debora BevilaquaRodrigues, Amanda2024-11-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-19022025-090300/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-25T17:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-19022025-090300Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-25T17:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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