Problemas emocionais e de hiperatividade em adolescentes com doenças crônicas imunomediadas durante a pandemia de COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Campos, Reinan Tavares
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-25032026-141409/
Resumo: Objetivo: Investigar fatores associados com alterações emocionais e hiperatividade desencadeadas pela quarentena imposta pela COVID-19 em adolescentes portadores de doenças imunomediadas. Métodos: Foi realizado um estudo transversal que abrangeu 343 adolescentes diagnosticados com enfermidades imunomediadas e um grupo controle composto por 108 adolescentes sem condições clínicas pré-existentes. Os participantes responderam formulários eletrônicos que englobavam dados sociodemográficos e rotinas de cuidados autorreferidas durante o período de isolamento e instrumentos validados: Questionário de Dificuldades e Capacidades (SDQ), Índice de qualidade de sono de Pittsburgh (PSQI-BR), versão brasileira do Pediatric Quality of Life Inventory (PedsQL). Resultados: Não foram observadas diferenças significativas entre as frequências de alteração no domínio emocional do SDQ entre os adolescentes com doenças crônicas e os controles [110/343(32%) vs. 38/108(35%), p=0,548]. Da mesma maneira como não houve diferença nas taxas de escore de hiperatividade alterado [79/343(23%) vs. 29/108(27%), p=0,417]. A análise de regressão logística identificou, de forma independente as variáveis associadas com escore emocional alterado em adolescentes com doenças crônicas: sexo feminino [odds ratio (OR)=3,76; 95% intervalo de confiança (IC) 2,00-7,05; p<0,001], qualidade de sono ruim (OR=2,05; 95% IC 1,08-3,88; p=0,028) e exposição a violência doméstica durante a pandemia (OR=2,17; 95% IC 1,12-4,19; p=0,021). Por outro lado, o PedsQL total foi inversamente associado com escore emocional alterado (OR=0,95; 95% IC 0,93-0,96; p<0,0001). A regressão logística aplicada ao escore de hiperatividade alterado entre os pacientes relevou associação inversa com: escore total do PedsQL (OR=0,97; 95% IC 0,95-0,99; p=0,010), mudanças na frequência das consultas médicas durante a pandemia (OR=0,39; 95% IC 0,19-0,79; p=0,021), e confiabilidade a respeito da informação sobre COVID-19 (OR=0,35; 95% IC 0,16-0,77; p=0,026). Conclusão: Em conclusão, o presente estudo mostrou alta prevalência de sintomas emocionais e hiperatividade entre adolescentes com doenças crônicas imunomediadas durante a pandemia de COVID-19. Reforçando assim a necessidade de pronta implementação de um programa longitudinal de proteção à saúde mental desses adolescentes.
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Os participantes responderam formulários eletrônicos que englobavam dados sociodemográficos e rotinas de cuidados autorreferidas durante o período de isolamento e instrumentos validados: Questionário de Dificuldades e Capacidades (SDQ), Índice de qualidade de sono de Pittsburgh (PSQI-BR), versão brasileira do Pediatric Quality of Life Inventory (PedsQL). Resultados: Não foram observadas diferenças significativas entre as frequências de alteração no domínio emocional do SDQ entre os adolescentes com doenças crônicas e os controles [110/343(32%) vs. 38/108(35%), p=0,548]. Da mesma maneira como não houve diferença nas taxas de escore de hiperatividade alterado [79/343(23%) vs. 29/108(27%), p=0,417]. A análise de regressão logística identificou, de forma independente as variáveis associadas com escore emocional alterado em adolescentes com doenças crônicas: sexo feminino [odds ratio (OR)=3,76; 95% intervalo de confiança (IC) 2,00-7,05; p<0,001], qualidade de sono ruim (OR=2,05; 95% IC 1,08-3,88; p=0,028) e exposição a violência doméstica durante a pandemia (OR=2,17; 95% IC 1,12-4,19; p=0,021). Por outro lado, o PedsQL total foi inversamente associado com escore emocional alterado (OR=0,95; 95% IC 0,93-0,96; p<0,0001). A regressão logística aplicada ao escore de hiperatividade alterado entre os pacientes relevou associação inversa com: escore total do PedsQL (OR=0,97; 95% IC 0,95-0,99; p=0,010), mudanças na frequência das consultas médicas durante a pandemia (OR=0,39; 95% IC 0,19-0,79; p=0,021), e confiabilidade a respeito da informação sobre COVID-19 (OR=0,35; 95% IC 0,16-0,77; p=0,026). Conclusão: Em conclusão, o presente estudo mostrou alta prevalência de sintomas emocionais e hiperatividade entre adolescentes com doenças crônicas imunomediadas durante a pandemia de COVID-19. Reforçando assim a necessidade de pronta implementação de um programa longitudinal de proteção à saúde mental desses adolescentes.Objective: To investigate factors associated with emotional disturbances and hyperactivity triggered by the COVID19 quarantine in adolescents suffering from immunemediated diseases. Methods: A crosssectional study was conducted involving 343 adolescents diagnosed with immunemediated conditions and a control group of 108 healthy adolescents. Participants completed electronic questionnaires covering sociodemographic data, selfreported care routines during lockdown, and validated instruments: the Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), the Brazilian version of the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQIBR), and the Brazilian version of the Pediatric Quality of Life Inventory (PedsQL). Results: No significant differences were observed in the prevalence of altered emotional scores on the SDQ between adolescents with chronic diseases and controls (110/343=32% vs. 38/108=35%; p=0.548). Likewise, rates of altered hyperactivity scores did not differ (79/343=23% vs. 29/108=27%; p=0.417). Logistic regression identified, independently, the variables associated with an altered emotional score among patients with chronic diseases: female sex (odds ratio[OR]=3.76; 95% confidence interval[CI]=2.007.05; p<0.001), poor sleep quality (OR=2.05; 95%CI=1.083.88; p=0.028), and exposure to domestic violence during the pandemic (OR=2.17; 95%CI=1.124.19; p=0.021). Conversely, the total PedsQL score was inversely associated with an altered emotional score (OR=0.95; 95%CI=0.930.96; p<0.0001). Logistic regression applied to the altered hyperactivity score revealed inverse associations with: total PedsQL score (OR=0.97; 95%CI=0.950.99; p=0.010), reduced frequency of medical consultations during the pandemic (OR=0.39; 95%CI=0.190.79; p=0.021), and low confidence in information regarding COVID19 (OR=0.35; 95%CI=0.160.77; p=0.026). Conclusion: This study demonstrates a high prevalence of emotional symptoms and hyperactivity among adolescents with chronic immunemediated diseases during the COVID19 pandemic, underscoring the urgent need for a longitudinal mentalhealth protection program tailored to this vulnerable population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Clovis Artur Almeida daCampos, Reinan Tavares2025-11-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-25032026-141409/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T17:21:01Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-141409Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T17:21:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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