Translinguagem e decolonialidade na educação linguística em língua inglesa: uma atitude política, uma forma de resistência
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-17102025-105547/ |
Resumo: | Este trabalho é fruto de uma pesquisa qualitativa baseada na etnografia escolar (Creswell, 2009; Gatti; André, 2011), realizada em uma escola municipal de São Paulo, onde 45% dos estudantes do Ensino Fundamental II são imigrantes de onze nacionalidades. A investigação reflete sobre o ensino de língua inglesa como prática translíngue crítica e dialógica (Canagarajah, 2013, 2017; García, 2009; García; Wei, 2014), fundamentada em teorias decoloniais (Menezes de Souza, 2019, 2020; Castro-Gomes, 2007; Grossfoguel, 2007; Mignolo, 2007, 2009, 2018; Walsh, 2018; Sousa Santos, 2007, 2021; Duboc, 2019; Ferraz; Mendes, 2021). O objetivo é repensar a educação linguística por meio da construção de práticas pedagógicas mais democráticas. A tese está organizada em duas partes. Na primeira, \"Os primeiros fios\", são apresentados os \"nós\" formativos do percurso da autora, o contexto da pesquisa e o referencial metodológico, com a etnografia escolar como base da urdidura. Na segunda parte, \"Tecendo conceitos\", os capítulos teóricos discutem história, língua e violência epistêmica (Grosfoguel, 2007; Sousa Santos, 2007, 2021), os impactos da globalização (Blommaert, 2010) e a translinguagem como superação de noções tradicionais de linguagem (Otheguy et al., 2015; Pennycook, 2016; Rocha; Maciel, 2015; Rocha, 2019; Maciel; Rocha, 2020). O imbricamento entre translinguagem e decolonialidade é tratado como \"nós\" ontoepistemológicos inseparáveis, destacando a valorização do conhecimento vivido, narrativas pessoais e estéticas corporificadas como formas legítimas de resistência. Por fim, o trabalho defende que a educação linguística pode se transformar em um espaço político-educacional de resistência e justiça social, em que saberes subjetivos e plurais são reconhecidos, e estruturas opressoras são desafiadas. Por meio dessas intervenções decoloniais, a educação em língua inglesa se torna um mecanismo potente para a transformação coletiva e a valorização de contribuições diversas ao tecido social |
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Translinguagem e decolonialidade na educação linguística em língua inglesa: uma atitude política, uma forma de resistênciaNão constaConhecimento vividoDecolonialidadeDecolonialityDiversidade linguísticaEmbodied knowledgeLinguistic diversityNew aestheticsNovas estéticasTranslanguagingTranslinguagemEste trabalho é fruto de uma pesquisa qualitativa baseada na etnografia escolar (Creswell, 2009; Gatti; André, 2011), realizada em uma escola municipal de São Paulo, onde 45% dos estudantes do Ensino Fundamental II são imigrantes de onze nacionalidades. A investigação reflete sobre o ensino de língua inglesa como prática translíngue crítica e dialógica (Canagarajah, 2013, 2017; García, 2009; García; Wei, 2014), fundamentada em teorias decoloniais (Menezes de Souza, 2019, 2020; Castro-Gomes, 2007; Grossfoguel, 2007; Mignolo, 2007, 2009, 2018; Walsh, 2018; Sousa Santos, 2007, 2021; Duboc, 2019; Ferraz; Mendes, 2021). O objetivo é repensar a educação linguística por meio da construção de práticas pedagógicas mais democráticas. A tese está organizada em duas partes. Na primeira, \"Os primeiros fios\", são apresentados os \"nós\" formativos do percurso da autora, o contexto da pesquisa e o referencial metodológico, com a etnografia escolar como base da urdidura. Na segunda parte, \"Tecendo conceitos\", os capítulos teóricos discutem história, língua e violência epistêmica (Grosfoguel, 2007; Sousa Santos, 2007, 2021), os impactos da globalização (Blommaert, 2010) e a translinguagem como superação de noções tradicionais de linguagem (Otheguy et al., 2015; Pennycook, 2016; Rocha; Maciel, 2015; Rocha, 2019; Maciel; Rocha, 2020). O imbricamento entre translinguagem e decolonialidade é tratado como \"nós\" ontoepistemológicos inseparáveis, destacando a valorização do conhecimento vivido, narrativas pessoais e estéticas corporificadas como formas legítimas de resistência. Por fim, o trabalho defende que a educação linguística pode se transformar em um espaço político-educacional de resistência e justiça social, em que saberes subjetivos e plurais são reconhecidos, e estruturas opressoras são desafiadas. Por meio dessas intervenções decoloniais, a educação em língua inglesa se torna um mecanismo potente para a transformação coletiva e a valorização de contribuições diversas ao tecido socialThis work is the result of qualitative research based on school ethnography (Creswell, 2009; Gatti; André, 2011), conducted in a municipal school in São Paulo, where 45% of lower secondary students are immigrants from eleven different nationalities. The investigation reflects on English language teaching as a critical and dialogic translanguaging practice (Canagarajah, 2013, 2017; García, 2009; García; Wei, 2014), grounded in decolonial theories (Menezes de Souza, 2019, 2020; Castro-Gomes, 2007; Grossfoguel, 2007; Mignolo, 2007, 2009, 2018; Walsh, 2018; Sousa Santos, 2007, 2021; Duboc, 2019; Ferraz; Mendes, 2021). The aim is to rethink language education through the construction of more democratic pedagogical practices. The thesis is organized into two parts. The first part, \"The First Threads\", presents the author\'s formative \"knots\", the research context, and the methodological framework, with school ethnography serving as the foundational weave. The second part, \"Weaving Concepts\", addresses history, language, and epistemic violence (Grosfoguel, 2007; Sousa Santos, 2007, 2021), the impacts of globalization (Blommaert, 2010), and translanguaging as a way to overcome traditional notions of language (Otheguy et al., 2015; Pennycook, 2016; Rocha; Maciel, 2015; Rocha, 2019; Maciel; Rocha, 2020). The interplay between translanguaging and decoloniality is framed as inseparable onto-epistemological \"knots\", emphasizing the value of embodied knowledge, personal narratives, and aesthetics as legitimate forms of resistance. Finally, this work argues that language education can be transformed into a space of resistance and social justice, in which subjective and plural knowledge is acknowledged, and oppressive structures are challenged. Through these decolonial interventions, English language education becomes a powerful political-educational tool for collective transformation and the recognition of diverse contributions to the social fabricBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerraz, Daniel de MelloMendes, Maria Cecilia Soares de Paula2025-03-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-17102025-105547/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-17T14:04:02Zoai:teses.usp.br:tde-17102025-105547Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-17T14:04:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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