Feitos de futuro: um estudo sobre a percepção pública de incertezas pelos bancos brasileiros
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-27042026-155118/ |
Resumo: | Enquanto a literatura de <i>Corporate Foresight</i> (CF) se aprofunda em como as organizações devem se preparar para o futuro, uma questão antecedente e fundamental permanece: como elas podem perceber a necessidade de fazê-lo? Esta dissertação dá um passo atrás dos processos internos de CF para investigar sua precondição: a percepção da incerteza. O objetivo é diagnosticar a \"lacuna de percepção de incertezas\" em um setor crítico, propondo que a evidência desta lacuna funcione como um indutor corporativo para a adoção de práticas sistemáticas de prospecção de futuros. Por meio de uma Análise de Conteúdo Documental Comparativa, as declarações contidas nos documentos públicos dos maiores bancos brasileiros são contrastadas com um <i>benchmark</i> de fontes de referência, utilizando a distinção seminal de Knight (1921) e o <i>framework</i> PESTEL. Os resultados são um ponto de atenção: os achados evidenciaram uma acentuada lacuna de percepção. As declarações dos bancos convergem para um discurso homogêneo, focado em incertezas econômico-regulatórias de curto prazo, omitindo significativamente os riscos sociais e ambientais de longo prazo e, crucialmente, abordando as incertezas da própria indústria de forma pouco estratégica. À luz da Visão Baseada em Recursos (RBV), conclui-se que tais declarações, por sua homogeneidade, não constituem um recurso raro ou inimitável, mas sim uma prática de conformidade. A principal contribuição deste trabalho, portanto, não é prescrever como fazer <i>foresight</i>, mas fornecer o diagnóstico empírico que estabelece porque ele é necessário, posicionando a lacuna de percepção como o ponto de partida para a jornada de qualquer organização rumo a uma estratégia de longo prazo. |
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Feitos de futuro: um estudo sobre a percepção pública de incertezas pelos bancos brasileirosAchievements of the future: a study on the public perception of uncertainties by Brazilian banks<i>Foresight</i>EstratégiaIncertezaPercepçãoForesightPerceptionStrategyUncertaintyEnquanto a literatura de <i>Corporate Foresight</i> (CF) se aprofunda em como as organizações devem se preparar para o futuro, uma questão antecedente e fundamental permanece: como elas podem perceber a necessidade de fazê-lo? Esta dissertação dá um passo atrás dos processos internos de CF para investigar sua precondição: a percepção da incerteza. O objetivo é diagnosticar a \"lacuna de percepção de incertezas\" em um setor crítico, propondo que a evidência desta lacuna funcione como um indutor corporativo para a adoção de práticas sistemáticas de prospecção de futuros. Por meio de uma Análise de Conteúdo Documental Comparativa, as declarações contidas nos documentos públicos dos maiores bancos brasileiros são contrastadas com um <i>benchmark</i> de fontes de referência, utilizando a distinção seminal de Knight (1921) e o <i>framework</i> PESTEL. Os resultados são um ponto de atenção: os achados evidenciaram uma acentuada lacuna de percepção. As declarações dos bancos convergem para um discurso homogêneo, focado em incertezas econômico-regulatórias de curto prazo, omitindo significativamente os riscos sociais e ambientais de longo prazo e, crucialmente, abordando as incertezas da própria indústria de forma pouco estratégica. À luz da Visão Baseada em Recursos (RBV), conclui-se que tais declarações, por sua homogeneidade, não constituem um recurso raro ou inimitável, mas sim uma prática de conformidade. A principal contribuição deste trabalho, portanto, não é prescrever como fazer <i>foresight</i>, mas fornecer o diagnóstico empírico que estabelece porque ele é necessário, posicionando a lacuna de percepção como o ponto de partida para a jornada de qualquer organização rumo a uma estratégia de longo prazo.While the Corporate Foresight (CF) literature delves into how organizations should prepare for the future, a precedent and fundamental question remains: how can they realize the need to do so? This dissertation takes a step back from the internal processes of CF to investigate its precondition: the perception of uncertainty. The objective is to diagnose the \"uncertainty perception gap\" in a critical sector, proposing that the evidence of this gap works as a corporate inducer for the adoption of systematic practices of future prospecting. Through a Comparative Documentary Content Analysis, the statements contained in the public documents of the largest Brazilian banks are contrasted with a benchmark of reference sources, using the seminal distinction of Knight (1921) and the PESTEL framework. The results are a point of attention: the findings showed a marked gap in perception. The banks\' statements converge on a homogeneous discourse, focused on short-term economic-regulatory uncertainties, significantly omitting long-term social and environmental risks and, crucially, addressing the uncertainties of the industry itself in an unstrategic way. In the light of the Resource-Based View (RBV), it is concluded that such statements, due to their homogeneity, do not constitute a rare or inimitable resource, but rather a compliance practice. The main contribution of this work, therefore, is not to prescribe how to foresight, but to provide an empirical diagnosis that establishes why it is necessary, positioning the perception gap as the starting point for any organization\'s journey towards a long-term strategy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Economia, Administração e ContabilidadeFischmann, Adalberto AmericoFacundo, Augusto Cesar Souza2025-12-152026-04-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-27042026-155118/doi:10.11606/D.12.2025.tde-27042026-155118Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-27T19:46:02Zoai:teses.usp.br:tde-27042026-155118Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-27T19:46:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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