O inexistente dever de renegociar no Direito Civil brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Fernando Speck de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2131/tde-05082025-131650/
Resumo: Esta tese investiga a existência de um suposto dever de renegociar no Direito Civil brasileiro à luz do princípio da boa-fé objetiva. A hipótese central é a de que tal dever não é consagrado pelo ordenamento jurídico nacional e que sua ausência não acarreta qualquer prejuízo, pois os mecanismos já disponíveis, como a ação de revisão contratual, a ação de resolução contratual e as cláusulas de hardship, asseguram respostas adequadas à alteração das circunstâncias. O método adotado é o indutivo, partindo da análise específica da renegociação prevista contratualmente para conclusões mais amplas sobre a inexistência de um dever geral de renegociar oriundo da lei, empregando procedimento monográfico e pesquisa bibliográfica e documental. A fundamentação teórica está dividida em cinco capítulos que analisam, progressivamente, a cláusula de hardship e a renegociação ex contractu; o dever de renegociar em documentos de soft law; o tratamento da renegociação em códigos civis estrangeiros; e a inexistência do dever de renegociar no Direito Civil brasileiro, na doutrina e na jurisprudência. Nesses dois últimos capítulos, refutam-se argumentos doutrinários e analisa-se a jurisprudência pátria a fim de demonstrar que os deveres de cooperação derivados da boa-fé não impõem um dever geral de renegociar, cuja inexistência não implica qualquer insuficiência do sistema. A contribuição original reside na análise crítica e sistemática da inexistência desse dever no contexto brasileiro.
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spelling O inexistente dever de renegociar no Direito Civil brasileiroThe Nonexistence of a Duty to Renegotiate in Brazilian Private LawActions for contract adjustment or terminationAlteração das circunstânciasBoa-fé objetivaChanged circumstancesCláusulas de hardshipGood faith and fair dealingHardship provisionsInexistência do dever de renegociarNonexistence of the duty to renegotiateRevisão e resolução do contratoEsta tese investiga a existência de um suposto dever de renegociar no Direito Civil brasileiro à luz do princípio da boa-fé objetiva. A hipótese central é a de que tal dever não é consagrado pelo ordenamento jurídico nacional e que sua ausência não acarreta qualquer prejuízo, pois os mecanismos já disponíveis, como a ação de revisão contratual, a ação de resolução contratual e as cláusulas de hardship, asseguram respostas adequadas à alteração das circunstâncias. O método adotado é o indutivo, partindo da análise específica da renegociação prevista contratualmente para conclusões mais amplas sobre a inexistência de um dever geral de renegociar oriundo da lei, empregando procedimento monográfico e pesquisa bibliográfica e documental. A fundamentação teórica está dividida em cinco capítulos que analisam, progressivamente, a cláusula de hardship e a renegociação ex contractu; o dever de renegociar em documentos de soft law; o tratamento da renegociação em códigos civis estrangeiros; e a inexistência do dever de renegociar no Direito Civil brasileiro, na doutrina e na jurisprudência. Nesses dois últimos capítulos, refutam-se argumentos doutrinários e analisa-se a jurisprudência pátria a fim de demonstrar que os deveres de cooperação derivados da boa-fé não impõem um dever geral de renegociar, cuja inexistência não implica qualquer insuficiência do sistema. A contribuição original reside na análise crítica e sistemática da inexistência desse dever no contexto brasileiro.This dissertation examines whether Brazilian private law recognizes a duty to renegotiate derived from the principle of good faith and fair dealing. The study argues that there is no such duty, and that this absence does not indicate a deficiency in the Brazilian legal system, as existing mechanisms including actions for adjustment of contract, termination of contract, and hardship provisions adequately address imbalances caused by changed circumstances. Through an inductive method and monographic approach, supported by bibliographic and documentary research, the dissertation examines: contractual renegotiation; renegotiation in international soft law instruments; renegotiation in some foreign civil codes; and the non- existence and futility of the duty to renegotiate in Brazil. In the last two chapter, it presents an analysis of Brazilian literature and case law, demonstrating that the duties of cooperation arising from good faith do not create a general duty to renegotiate. The dissertations original contribution lies in its systematic demonstration of both the nonexistence and the futility of this duty in Brazilian law.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues Junior, Otavio LuizSouza, Fernando Speck de2025-04-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2131/tde-05082025-131650/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-17T14:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-05082025-131650Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-17T14:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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