Efeito do dipiridamol sobre a citotoxicidade e acumulação intracelular da cisplatina em uma linhagem de células tumorais de laringe humana (HEp-2)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Rodrigues, Mauricio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-31102025-181406/
Resumo: A cisplatina, cis-diaminodicloroplatina (II), é um agente quimioterápico altamente efetivo no tratamento de diversos tipos de câncer, como os de ovário, bexiga, testículo, cabeça e pescoço. Sabe-se que o mecanismo molecular da ação farmacológica de muitas drogas está relacionado à membrana celular, e algumas substâncias podem alterar o ambiente local da membrana, causando mudanças estruturais e/ou funcionais. Essas substâncias são denominadas coativadoras. O dipiridamol (2,6-bis(dietanolamino)-4,8-dipiperidinopirimido-[5,4-d]pirimidina) é um vasodilatador coronariano que atua como coativador de certos agentes antitumorais. Neste trabalho, foram investigados os efeitos e o possível mecanismo de ação da combinação dessas duas drogas sobre uma linhagem celular de câncer de laringe humana (HEp-2). Os efeitos da associação foram avaliados por ensaios citotóxicos e analisados utilizando o programa Calcusyn. A acumulação da cisplatina foi investigada por espectroscopia de absorção atômica, enquanto o mecanismo de ação foi estudado por espectroscopia de fluorescência, visto que o dipiridamol é altamente fluorescente. Observou-se um aumento significativo (p < 0,05) na morte celular induzida pela cisplatina na presença de dipiridamol, provavelmente devido à modulação da permeabilidade da membrana promovida pelo dipiridamol, uma vez que a acumulação intracelular aumentou com a concentração desta substância. A análise dos resultados, baseada nas equações de isobolograma, indicou uma interação sinérgica entre as drogas. Já a análise dos dados de fluorescência, segundo a equação de SternVolmer, demonstrou que não ocorre supressão da fluorescência do dipiridamol na presença da cisplatina, sugerindo que não há complexação entre as duas substâncias. Todos os resultados sugerem que as drogas atuam de forma independente. As implicações clínicas do uso combinado são bastante promissoras, uma vez que essa associação pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes submetidos à quimioterapia com cisplatina, permitindo o uso de concentrações menores do agente antitumoral para se obter o mesmo efeito terapêutico.
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O dipiridamol (2,6-bis(dietanolamino)-4,8-dipiperidinopirimido-[5,4-d]pirimidina) é um vasodilatador coronariano que atua como coativador de certos agentes antitumorais. Neste trabalho, foram investigados os efeitos e o possível mecanismo de ação da combinação dessas duas drogas sobre uma linhagem celular de câncer de laringe humana (HEp-2). Os efeitos da associação foram avaliados por ensaios citotóxicos e analisados utilizando o programa Calcusyn. A acumulação da cisplatina foi investigada por espectroscopia de absorção atômica, enquanto o mecanismo de ação foi estudado por espectroscopia de fluorescência, visto que o dipiridamol é altamente fluorescente. Observou-se um aumento significativo (p < 0,05) na morte celular induzida pela cisplatina na presença de dipiridamol, provavelmente devido à modulação da permeabilidade da membrana promovida pelo dipiridamol, uma vez que a acumulação intracelular aumentou com a concentração desta substância. A análise dos resultados, baseada nas equações de isobolograma, indicou uma interação sinérgica entre as drogas. Já a análise dos dados de fluorescência, segundo a equação de SternVolmer, demonstrou que não ocorre supressão da fluorescência do dipiridamol na presença da cisplatina, sugerindo que não há complexação entre as duas substâncias. Todos os resultados sugerem que as drogas atuam de forma independente. As implicações clínicas do uso combinado são bastante promissoras, uma vez que essa associação pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes submetidos à quimioterapia com cisplatina, permitindo o uso de concentrações menores do agente antitumoral para se obter o mesmo efeito terapêutico.Cisplatin, cis-diamminedichloroplatinum (II), is a broad-spectrum chemotherapeutic agent and is very effective in the treatment of ovarian, bladder, testicular, head, and neck cancers. It is known that the molecular mechanism of the pharmacological action of many drugs is related to the membrane. Some substances can alter the local membrane environment, causing structural and/or functional changes. These substances are called coactivators. Dipyridamole, 2,6-bis(diethanolamino)-4,8-dipiperidinopyrimido[5,4-d]pyrimidine, is a coronary vasodilator that acts as a coactivator with certain antitumor agents. In this study, the effects and possible mechanism of action of the combination of these two drugs were investigated on a cell line derived from human laryngeal cancer (HEp-2). The effects of the association of these drugs were evaluated through cytotoxic assays, and the data were analyzed using the Calcusyn software. Cisplatin accumulation was determined by atomic absorption spectroscopy, and the mechanism of action was investigated by fluorescence spectroscopy, since dipyridamole is highly fluorescent. A significant (p < 0.05) enhancement of cisplatin-induced cell death was observed in the presence of dipyridamole, which is probably due to the modulation of tumor cell membrane permeability by dipyridamole, as the intracellular platinum accumulation increased with dipyridamole concentration. The isobologram-based analysis of the results showed a synergistic interaction between the drugs, and the SternVolmer plot showed no fluorescence quenching, suggesting that no complexation occurs between cisplatin and dipyridamole. All data suggest that both drugs act independently. The clinical implications of using this combination are very promising, as it may improve the quality of life of patients undergoing cisplatin chemotherapy, since the presence of dipyridamole allows the use of much lower cisplatin concentrations to achieve the same therapeutic effect.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPerussi, Janice RodriguesRodrigues, Mauricio2001-02-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-31102025-181406/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-05T13:51:02Zoai:teses.usp.br:tde-31102025-181406Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-05T13:51:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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