Efeitos estruturais, bioquímicos e comportamentais da desnutrição protéica: reatividade de ratos desnutridos ao clordiazepóxido
| Ano de defesa: | 1987 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-19032025-121043/ |
Resumo: | Ratos recém-nascidos foram amamentados por ratas-mães que consumiram dietas de 8 ou 25% de caseína durante a fase de lactação (0 a 21 dias). Após o desmame (21 dias) os animais passaram a viver individualmente em gaiolas metálicas e receberam as mesmas dietas da fase de lactação até os 49 dias. Apósps 49 dias de idade metade dos animais foram testados nos procedimentos de atividade locomotora, limiar de resposta ao choque e esquiva inibitória. Aos 49 dias um grupo de animais desnutridos (8% de caseína) e um grupo de animais controles (25% de caseína) foram sacrificados para análise estrutural e bioquímica do Sistema Nervoso Central (SNC) (dosagens de ácidos nucleicos DNA e RNA e aminas biogênicas: noradrenalina, adrenalina e serotonina). A outra metade dos animais passou por uma fase de exposição à ração normal de biotério (fase de recuperação nutricional) dos 49 aos 70 dias, e foram testados nos mesmos procedimentos utilizados para os animais aos 49 dias. Nos testes comportamentais os animais foram tratados com clordiazepóxido (5mg/kg/i.p.) e comparados com seus respectivos controles tratados com salina. Os resultados mostraram que desnutrição protéica acarreta um prejuízo tanto de peso corporal como de regiões do encéfalo (telencéfalo, cerebelo e tronco cerebral). Além disso, desnutridos apresentaram menores níveis de DNA no telencéfalo e cerebelo, de RNA no cerebelo e elevação da elevação da concentração de noradrenalina no tronco cerebral. No teste de atividade locomotora os animais desnutridos mostraram uma menor atividade exploratória no início da sessão experimental com uma tendência do clordiazepóxido em aumentar essa atividade exploratória. No teste de limiar de resposta ao choque (\"flinch\" e \"jump\") os animais desnutridos sempre mostraram um menor limiar de resposta a estimulação aversiva, sendo que o clordiazepóxido alterou apenas o limiar de \"jump\". No teste de esquiva inibitória usando uma intensidade de choque 0,6 mA, os animais desnutridos sempre apresentaram latências pós-choque maiores que os controles e o clordiazepóxido não foi eficiente em reduzir essa latência nos animais desnutridos como ocorreu nos controles. Resultados semelhantes foram observados por ocasião do teste após 24 horas. Um grupo adicional de animais controles foi exposto ao teste de esquiva inibitória com uma intensidade de choque maior (1,6 mA) sendo que estes animais também não mostraram redução da latência após tratamento com clordiazepóxido. Tanto no teste de limiar de resposta ao choque como no de esquiva inibitória resultados semelhantes foram observados nos dois grupos aos 49 e aos 70 dias de idade. Os resultados do presente trabalho são discutidos em termos de um possível hipofuncionamento do sistema GABA-benzodiazepínico resultando em uma hiper-reatividade dos animais desnutridos à estimulação de natureza aversiva. |
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Efeitos estruturais, bioquímicos e comportamentais da desnutrição protéica: reatividade de ratos desnutridos ao clordiazepóxidoNão informado.Não informado.Não informado.Ratos recém-nascidos foram amamentados por ratas-mães que consumiram dietas de 8 ou 25% de caseína durante a fase de lactação (0 a 21 dias). Após o desmame (21 dias) os animais passaram a viver individualmente em gaiolas metálicas e receberam as mesmas dietas da fase de lactação até os 49 dias. Apósps 49 dias de idade metade dos animais foram testados nos procedimentos de atividade locomotora, limiar de resposta ao choque e esquiva inibitória. Aos 49 dias um grupo de animais desnutridos (8% de caseína) e um grupo de animais controles (25% de caseína) foram sacrificados para análise estrutural e bioquímica do Sistema Nervoso Central (SNC) (dosagens de ácidos nucleicos DNA e RNA e aminas biogênicas: noradrenalina, adrenalina e serotonina). A outra metade dos animais passou por uma fase de exposição à ração normal de biotério (fase de recuperação nutricional) dos 49 aos 70 dias, e foram testados nos mesmos procedimentos utilizados para os animais aos 49 dias. Nos testes comportamentais os animais foram tratados com clordiazepóxido (5mg/kg/i.p.) e comparados com seus respectivos controles tratados com salina. Os resultados mostraram que desnutrição protéica acarreta um prejuízo tanto de peso corporal como de regiões do encéfalo (telencéfalo, cerebelo e tronco cerebral). Além disso, desnutridos apresentaram menores níveis de DNA no telencéfalo e cerebelo, de RNA no cerebelo e elevação da elevação da concentração de noradrenalina no tronco cerebral. No teste de atividade locomotora os animais desnutridos mostraram uma menor atividade exploratória no início da sessão experimental com uma tendência do clordiazepóxido em aumentar essa atividade exploratória. No teste de limiar de resposta ao choque (\"flinch\" e \"jump\") os animais desnutridos sempre mostraram um menor limiar de resposta a estimulação aversiva, sendo que o clordiazepóxido alterou apenas o limiar de \"jump\". No teste de esquiva inibitória usando uma intensidade de choque 0,6 mA, os animais desnutridos sempre apresentaram latências pós-choque maiores que os controles e o clordiazepóxido não foi eficiente em reduzir essa latência nos animais desnutridos como ocorreu nos controles. Resultados semelhantes foram observados por ocasião do teste após 24 horas. Um grupo adicional de animais controles foi exposto ao teste de esquiva inibitória com uma intensidade de choque maior (1,6 mA) sendo que estes animais também não mostraram redução da latência após tratamento com clordiazepóxido. Tanto no teste de limiar de resposta ao choque como no de esquiva inibitória resultados semelhantes foram observados nos dois grupos aos 49 e aos 70 dias de idade. Os resultados do presente trabalho são discutidos em termos de um possível hipofuncionamento do sistema GABA-benzodiazepínico resultando em uma hiper-reatividade dos animais desnutridos à estimulação de natureza aversiva.Newly born pups were fed by dams maintained ad libitum with 8 or 25% casein diet during the lactation period. After weaning (21 days of life) all pups were located individually in special metal cages maintained with the same diet condition of the lactation period. At the age of 49 days half of the animals were exposed to locomotor activity, threshold and inhibitory avoidance behavioral tests. Some of the malncurished (8% casein) and control (25% casein) animals were sacrified for anatomical and biochemical (nucleic acids: RNA and DNA, and biogenic amines: NA, A and 5-HT) analysis in the telencephalon, brain steam and cerebellum. The other half of each group bagan the rehabilitation period with commercial lab chow (49 to 70 days of life) and were also exposed to the behavioral tests. For all behavioral tests some malnourished and some control animals received chlordiazepoxide (5mg/kg/i.p.) and were compared with animals injected with saline. Malnutrition results in body weight loss and significant weight decrease in all regions (telencephalon, brain steam and cerebellum) of the CNS. The malnourished animals also showed lower DNA in telencephalon and brain steam, RNA levels in cerebellum and higher NA concentration in the brain steam. The malnourished animals showed less exploration at the bigining of the test, with a tendency of increase in exploration after chlordiazepoxide tratment. In the flinch and jump threshold test the malnourished animals showed lower level of threshold to the aversive stimulation, although the chlordiazepoxide caused a elevation only in the jump threshold. The latency in the inhibitory avoidance with .6 mA shock intensity was higher in the malnourished group at both ages, but the chlordiazepoxide was not efficient to decrease that latency. The control group, on the other hand, showed a significant decrease in the latency to come down from the platform. Similar results were observed in the retest 24 hours later. However this effect of chlordiazepoxide did not occur when the intensity of shock was increased in the control group, in order to produce higher latency in the avoidance. ln the thresholds and inhibitory avoidance tests similar results were observed in control and malnourished group at 49 and 70 days of age. The results are interpreted as a consequence of hypofunct of the GABA-benzodiazepinic system, with results in a higher reactivity of the malnourished animals to the stimulation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Luiz Marcellino deAlmeida, Sebastião de Sousa1987-07-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-19032025-121043/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-19T15:51:01Zoai:teses.usp.br:tde-19032025-121043Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-19T15:51:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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