O pseudo-princípio da monogamia e seu potencial discriminatório dentro do direito das famílias brasileiro
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2131/tde-05072024-121607/ |
Resumo: | Criação social que aparece para regular as relações conjugais, a monogamia, desde o surgimento da propriedade privada, tem sido aceita, sem questionamentos, por sociedades e ordenamentos jurídicos os mais diversos, refletindo efeitos e tolhendo direitos de indivíduos que optam por arranjos familiares que se afastam dos chamados ideais monogâmicos. No Brasil, embora não haja regra constitucional que imponha esta obrigação, a legislação civilista e familiarista, a jurisprudência e a doutrina especializada defendem a proibição de reconhecimento de entidades não monogâmicas, bem como da inclusão destes modelos no rol de famílias aptas a receber a proteção do Estado, garantida no artigo 226, da Constituição Federal de 1988. Elevada ao status de princípio constitucional e assim tratada pelos aplicadores do Direito, a monogamia acaba se tornando o elemento utilizado para a conservação do tradicionalismo religioso, por meio do qual o Direito das Famílias brasileiro reproduz tratamento discriminatório a modelos que confrontam a regra monogâmica. Com o objetivo de refutar o caráter principiológico da monogamia e apontar seu potencial discriminatório dentro do Direito das Famílias brasileiro, esta dissertação traz conceitos e definições, estudos interdisciplinares e análises jurídicas a respeito do assunto, todos observados por meio dos métodos de abordagem dedutivo e dialético, buscando responder a questão proposta: é possível qualificar a monogamia como um pseudo-princípio e, ainda, identificar nela um potencial discriminatório dentro do Direito das Famílias brasileiro? |
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O pseudo-princípio da monogamia e seu potencial discriminatório dentro do direito das famílias brasileiroThe Pseudo-Principle of Monogamy and its Discriminatory Potential Within Brazilian Family LawDignidade da pessoa humanaDireito das FamíliasFamily LawHuman DignityMonogamiaMonogamyPrincípiosPrinciplesCriação social que aparece para regular as relações conjugais, a monogamia, desde o surgimento da propriedade privada, tem sido aceita, sem questionamentos, por sociedades e ordenamentos jurídicos os mais diversos, refletindo efeitos e tolhendo direitos de indivíduos que optam por arranjos familiares que se afastam dos chamados ideais monogâmicos. No Brasil, embora não haja regra constitucional que imponha esta obrigação, a legislação civilista e familiarista, a jurisprudência e a doutrina especializada defendem a proibição de reconhecimento de entidades não monogâmicas, bem como da inclusão destes modelos no rol de famílias aptas a receber a proteção do Estado, garantida no artigo 226, da Constituição Federal de 1988. Elevada ao status de princípio constitucional e assim tratada pelos aplicadores do Direito, a monogamia acaba se tornando o elemento utilizado para a conservação do tradicionalismo religioso, por meio do qual o Direito das Famílias brasileiro reproduz tratamento discriminatório a modelos que confrontam a regra monogâmica. Com o objetivo de refutar o caráter principiológico da monogamia e apontar seu potencial discriminatório dentro do Direito das Famílias brasileiro, esta dissertação traz conceitos e definições, estudos interdisciplinares e análises jurídicas a respeito do assunto, todos observados por meio dos métodos de abordagem dedutivo e dialético, buscando responder a questão proposta: é possível qualificar a monogamia como um pseudo-princípio e, ainda, identificar nela um potencial discriminatório dentro do Direito das Famílias brasileiro?As a social creation directed to regulate marital relations, monogamy, since the appearance of private property, has been accepted, without questioning, by various societies and legal systems, reflecting effects and hindering the rights of individuals who choose to live family arrangements that are distant from the so-called monogamous ideals. In Brazil, although there is no constitutional rule that imposes this obligation, civil and family legislation, jurisprudence and specialized doctrine defend the prohibition of recognizing non-monogamous entities, as well as the inclusion of these models in the list of families capable of receiving the protection guaranteed in article 226 of the Federal Constitution. Elevated to the status of a constitutional principle and treated as such by law enforcers, monogamy turns out to be the element used to preserve religious traditionalism, on which the Brazilian Family Law rely to propagate discriminatory treatment against models that challenge the monogamous rule. Aiming to refute monogamys principled character and pointing out its discriminatory potential within brazilian Family Law, this dissertation brings concepts and definitions, interdisciplinary studies and legal analysis regarding the subject, all observed through deductive and dialectical approach methods, all while trying to answer the proposed question: is it possible to qualify monogamy as a pseudo-principle and also identify its discriminatory potential within Brazilian Family Law?Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAzevedo, Alvaro VillacaSouza, Camila Rodrigues Espelho de2024-04-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2131/tde-05072024-121607/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-13T20:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-05072024-121607Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-13T20:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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