Padronização de valores para espessura e volume retiniano e espessura coroidal, e sua relação com idade, sexo e comprimento axial do globo ocular
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-29072024-104411/ |
Resumo: | Introdução: Tomografia de coerência óptica (OCT) é uma técnica de imagem não invasiva que permite ao oftalmologista medir, detectar e monitorar mudanças sutis na espessura e volume da retina e coroide de forma quantitativa e confiável. Diversos estudos buscam padronizar valores de espessura e volume de retina e coroide, os quais mostram variações de acordo com etnia, idade e ametropias da população. Como não há estudos brasileiros que avaliem esses parâmetros na população local, e dada a sua importância no seguimento e manejo clínico de diversas patologias oftalmológicas, parece oportuno que se comece aqui a normatização de valores de espessura e volume de retina e espessura de coroide em indivíduos brasileiros. Objetivo: Padronizar valores de espessura e volume da retina e espessura de coroide para todas os subcampos da grade do estudo ETDRS em indivíduos saudáveis usando tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT), correlacionando-os com fatores como idade, sexo e comprimento axial do globo ocular (AXL). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, não intervencionista, no qual pacientes saudáveis serão submetidos a avaliações SD-OCT. A medida da espessura e volume retiniano e espessura coroidal será realizada por meio do protocolo de varredura com 30 cortes horizontais, cobrindo uma área de 30° × 25° da retina, centrados em região foveal, além de 5 cortes verticais numa área de 30° × 05°. Cada corte será computado a partir de 25 frames e distante 240 µm do corte adjacente. Os valores de espessura e volume da retina decorrem do mapa de espessura e volume macular, enquanto os valores de espessura da coroide advêm da análise da região compreendida entre a borda externa do EPR e a interface coroidoescleral, formando-se um mapa topográfico com as médias de espessura para cada subcampo da grade ETDRS. Esses dados serão analisados e relacionados com idade, sexo e comprimento axial do globo ocular dos pacientes. Resultados: Foram avaliados 211 indivíduos (102 homens e 109 mulheres). O valor médio de espessura central da retina foi 271,15 ± 22,56 µm, enquanto o de volume 0,21±0,02 mm³. Os homens apresentaram espessura e volume de retina maiores do que as mulheres. Além disso, indivíduos de maior faixa etária tendem a ter menores valores de espessura e volume de retina, exceto no subcampo central. Quanto à variação com o AXL, verificou-se uma correlação positiva da espessura e volume central da retina. O estudo da coroide revelou 301,34 ± 84,02 µm como valor médio de espessura central. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os gêneros, mas notou-se redução da espessura da coroide com idade e AXL maiores. Conclusões: O trabalho propõe valores de normalidade de espessura e volume da retina e espessura da coroide em indivíduos brasileiros saudáveis, destacando as possíveis influências da idade, gênero e AXL. Os resultados aqui apresentados podem ser úteis na avaliação e acompanhamento de diversas patologias maculares. |
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Padronização de valores para espessura e volume retiniano e espessura coroidal, e sua relação com idade, sexo e comprimento axial do globo ocularStandardization of retinal thickness and volume and choroidal thickness, and their relationship with age, sex and axial length of the eyeballChoroidal thicknessEspessura de coroideEspessura de retinaHealthy populationOCTOCTPadronizaçãoPopulação saudávelRetinal thicknessRetinal volumeStandardizationVolume de retinaIntrodução: Tomografia de coerência óptica (OCT) é uma técnica de imagem não invasiva que permite ao oftalmologista medir, detectar e monitorar mudanças sutis na espessura e volume da retina e coroide de forma quantitativa e confiável. Diversos estudos buscam padronizar valores de espessura e volume de retina e coroide, os quais mostram variações de acordo com etnia, idade e ametropias da população. Como não há estudos brasileiros que avaliem esses parâmetros na população local, e dada a sua importância no seguimento e manejo clínico de diversas patologias oftalmológicas, parece oportuno que se comece aqui a normatização de valores de espessura e volume de retina e espessura de coroide em indivíduos brasileiros. Objetivo: Padronizar valores de espessura e volume da retina e espessura de coroide para todas os subcampos da grade do estudo ETDRS em indivíduos saudáveis usando tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT), correlacionando-os com fatores como idade, sexo e comprimento axial do globo ocular (AXL). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, não intervencionista, no qual pacientes saudáveis serão submetidos a avaliações SD-OCT. A medida da espessura e volume retiniano e espessura coroidal será realizada por meio do protocolo de varredura com 30 cortes horizontais, cobrindo uma área de 30° × 25° da retina, centrados em região foveal, além de 5 cortes verticais numa área de 30° × 05°. Cada corte será computado a partir de 25 frames e distante 240 µm do corte adjacente. Os valores de espessura e volume da retina decorrem do mapa de espessura e volume macular, enquanto os valores de espessura da coroide advêm da análise da região compreendida entre a borda externa do EPR e a interface coroidoescleral, formando-se um mapa topográfico com as médias de espessura para cada subcampo da grade ETDRS. Esses dados serão analisados e relacionados com idade, sexo e comprimento axial do globo ocular dos pacientes. Resultados: Foram avaliados 211 indivíduos (102 homens e 109 mulheres). O valor médio de espessura central da retina foi 271,15 ± 22,56 µm, enquanto o de volume 0,21±0,02 mm³. Os homens apresentaram espessura e volume de retina maiores do que as mulheres. Além disso, indivíduos de maior faixa etária tendem a ter menores valores de espessura e volume de retina, exceto no subcampo central. Quanto à variação com o AXL, verificou-se uma correlação positiva da espessura e volume central da retina. O estudo da coroide revelou 301,34 ± 84,02 µm como valor médio de espessura central. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os gêneros, mas notou-se redução da espessura da coroide com idade e AXL maiores. Conclusões: O trabalho propõe valores de normalidade de espessura e volume da retina e espessura da coroide em indivíduos brasileiros saudáveis, destacando as possíveis influências da idade, gênero e AXL. Os resultados aqui apresentados podem ser úteis na avaliação e acompanhamento de diversas patologias maculares.Introduction: Optical coherence tomography (OCT) is a non-invasive imaging technique that allows the ophthalmologist to measure, detect and monitor subtle changes in retinal and choroidal thicknesses and volume in a quantitative and reliable way. Several studies seek to standardize retinal e choroidal thickness and volume values, where variations are found according to ethnicity, age and ametropia of the population. Since there are no Brazilian studies that evaluate these parameters in the local population, and taking into account their importance in the follow-up and clinical management of several ophthalmological pathologies, it seems opportune to start here the standardization of values for thickness and volume of retina and thickness of choroid in Brazilian individuals. Purpose: To standardize values for thickness and volume of retina and thickness of choroid for all EDTRS grid subfields in healthy individuals using spectral domain optical coherence tomography (SD-OCT), correlating them with factors such as age, sex, and eyeball axial length (AXL). Materials and Methods: This is a cross-sectional non-interventional study in which healthy patients will be submitted to SD-OCT evaluations. Measurements of thickness and volume of retina and thickness of choroid will be made using a standard raster scan protocol, with 30 horizontal scans covering an area of 30° × 25° on the retina, centered on the foveal region, in addition to 5 vertical scans covering an area of 30° × 05° centered on de fovea. Each retina scan will be computed using 25 frames, 240 µm away from the adjacent scan. The retinal thickness and volume measurement derives from the macular thickness and volume map, while the choroidal thickness map comes from the analysis of the region between the outer edge of the RPE and the choroid-scleral interface, forming a topographic map with thickness averages for each subfield of the ETDRS grid. Such data will be analyzed and related to age, sex, ametropia and eyeball axial length of the patients. Results: A total of 211 individuals (102 men and 109 women) were evaluated. The mean central retinal thickness was 271.15 ± 22.56 µm, and the volume was 0.21±0.02 mm³. Men exhibited greater retinal thickness and volume compared to women. Additionally, individuals in higher age groups tended to have lower values of retinal thickness and volume, except in the central subfield. Regarding the variation with AXL, a positive correlation was observed between AXL and central retinal thickness/volume. The study of the choroid revealed an average central thickness of 301.34 ± 84.02 µm. Although there was no statistically significant difference between genders, a reduction in choroidal thickness was noted with increasing age and AXL. Conclusions: This study proposes normal values for retinal thickness and volume, as well as choroidal thickness, in healthy Brazilian individuals, highlighting the potential influences of age, gender, and AXL. The presented results may be valuable in the assessment and monitoring of various macular pathologies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJorge, RodrigoLucena, Moisés Moura de2024-05-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-29072024-104411/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-08-23T15:36:02Zoai:teses.usp.br:tde-29072024-104411Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-08-23T15:36:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Tomografia de coerência óptica (OCT) é uma técnica de imagem não invasiva que permite ao oftalmologista medir, detectar e monitorar mudanças sutis na espessura e volume da retina e coroide de forma quantitativa e confiável. Diversos estudos buscam padronizar valores de espessura e volume de retina e coroide, os quais mostram variações de acordo com etnia, idade e ametropias da população. Como não há estudos brasileiros que avaliem esses parâmetros na população local, e dada a sua importância no seguimento e manejo clínico de diversas patologias oftalmológicas, parece oportuno que se comece aqui a normatização de valores de espessura e volume de retina e espessura de coroide em indivíduos brasileiros. Objetivo: Padronizar valores de espessura e volume da retina e espessura de coroide para todas os subcampos da grade do estudo ETDRS em indivíduos saudáveis usando tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT), correlacionando-os com fatores como idade, sexo e comprimento axial do globo ocular (AXL). Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, não intervencionista, no qual pacientes saudáveis serão submetidos a avaliações SD-OCT. A medida da espessura e volume retiniano e espessura coroidal será realizada por meio do protocolo de varredura com 30 cortes horizontais, cobrindo uma área de 30° × 25° da retina, centrados em região foveal, além de 5 cortes verticais numa área de 30° × 05°. Cada corte será computado a partir de 25 frames e distante 240 µm do corte adjacente. Os valores de espessura e volume da retina decorrem do mapa de espessura e volume macular, enquanto os valores de espessura da coroide advêm da análise da região compreendida entre a borda externa do EPR e a interface coroidoescleral, formando-se um mapa topográfico com as médias de espessura para cada subcampo da grade ETDRS. Esses dados serão analisados e relacionados com idade, sexo e comprimento axial do globo ocular dos pacientes. Resultados: Foram avaliados 211 indivíduos (102 homens e 109 mulheres). O valor médio de espessura central da retina foi 271,15 ± 22,56 µm, enquanto o de volume 0,21±0,02 mm³. Os homens apresentaram espessura e volume de retina maiores do que as mulheres. Além disso, indivíduos de maior faixa etária tendem a ter menores valores de espessura e volume de retina, exceto no subcampo central. Quanto à variação com o AXL, verificou-se uma correlação positiva da espessura e volume central da retina. O estudo da coroide revelou 301,34 ± 84,02 µm como valor médio de espessura central. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os gêneros, mas notou-se redução da espessura da coroide com idade e AXL maiores. Conclusões: O trabalho propõe valores de normalidade de espessura e volume da retina e espessura da coroide em indivíduos brasileiros saudáveis, destacando as possíveis influências da idade, gênero e AXL. Os resultados aqui apresentados podem ser úteis na avaliação e acompanhamento de diversas patologias maculares. |
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