Ser enfermeiro negro na perspectiva da transculturalidade do cuidado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Bonini, Bárbara Barrionuevo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7140/tde-13012011-164618/
Resumo: O presente estudo teve como objetivo central descrever questões da identidade do ser enfermeiro negro formado pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, a partir da perspectiva da Teoria da Enfermagem Transcultural através da análise de situações de preconceito vividas por esses enfermeiros frente a sua escolha profissional, sua formação acadêmica e a sua inserção no mercado de trabalho. Por ser o presente trabalho de natureza descritiva, histórico-social e exploratória, optou-se pelo método da História Oral, que é um método de pesquisa que utiliza a técnica da entrevista e outros procedimentos articulados entre si, no registro de narrativa da experiência humana. Optou-se também pelo método da História Oral Temática pelo fato desse ser um método que possibilita que as pessoas falem livremente, em seus respectivos contextos. A Escola de Enfermagem da USP formou, no período de 1947 a 2006, 2.886 enfermeiros, dos quais, 128 se declararam como não brancos. Foram localizados, no estado de São Paulo, 45 dos acima identificados, dos quais 14 cederam entrevistas para a presente investigação. Pode-se observar que a terminologia moreno(a) foi a mais utilizada para a autodeclaração e que, dos entrevistados, todos afirmam ter sofrido preconceito racial em algum momento de suas trajetórias de vida, em especial de forma velada, forma essa mais difícil de ser enfrentada. A presente investigação propiciou fazer da História uma atividade mais democrática a cargo das próprias comunidades, uma vez que permitiu construir a História a partir das próprias palavras daqueles que a vivenciaram e que participaram de um determinado período, mediante suas referências e, também, do seu imaginário, possibilitando o registro de reminiscências das memórias individuais ou a reinterpretação do passado.
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