Despesas familiares com pets no Brasil: evolução e determinantes
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-05082025-084345/ |
Resumo: | Este trabalho tem como objetivo principal analisar o comportamento das despesas com animais de estimação diante de mudanças na renda e de hábitos da população. Especificamente, busca-se verificar se há relação entre o crescimento desse segmento, os novos arranjos familiares e as novas modalidades de consumo no mercado de pets. Também pretende-se analisar a evolução da balança comercial de rações para animais domésticos e a sua participação no agronegócio. Para atingir esses objetivos, foram estimadas as elasticidades-renda, as razões e curvas de concentrações dos gastos com pets, além de realizadas estimativas com o modelo Tobit. As fontes de dados utilizadas incluem a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, bem como informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) de 2002 a 2024. Os resultados mostraram uma tendência de constituição de famílias cada vez menores, mas com uma maior presença de gastos dedicados a animais de estimação. O percentual de famílias que realizaram algum gasto com pet passou de 11,72%, em 2002-2003, para 30,27%, em 2017-2018. Observou-se que, de 2002- 2003 a 2017-2018, além do aumento dos gastos com ração, saúde e higiene, novas despesas surgiram, como plano de saúde e hospedagem para animais. Além disso, dependendo do poder aquisitivo dos tutores, essas despesas tornaram-se cada vez mais significativas nas despesas mensais das famílias. Esses dados estão alinhados ao fato de o Brasil ser o terceiro país mais populoso, em número de animais de estimação. Devido à importância que os pets têm no lar, os tutores priorizaram o bem-estar de seus animais, o que resultou em um aumento nos gastos com eles. Os resultados da regressão Tobit tipo 1 indicaram que a presença de crianças com menos de dois anos e de idoso, no arranjo familiar, impactou negativamente os gastos com pets. Em contrapartida, o nível de escolaridade e a renda foram os maiores determinantes para o aumento dessas despesas. O valor das exportações de rações para animais domésticos passou de US$ 320,54 milhões, em 2020, para US$ 502,73 milhões, em 2024. Quase metade dos valores das exportações brasileira fizeram parte do agronegócio, e as rações para animais domésticos representaram cerca de 0,31% do agronegócio nacional. |
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Despesas familiares com pets no Brasil: evolução e determinantesHousehold expenses with pets in Brazil: evolution and determinantsConcentration ratioElasticidade-rendaHousehold budgetIncome elasticityMercado de petsModelo TobitOrçamento familiarPet marketRazão de concentraçãoTobit ModelEste trabalho tem como objetivo principal analisar o comportamento das despesas com animais de estimação diante de mudanças na renda e de hábitos da população. Especificamente, busca-se verificar se há relação entre o crescimento desse segmento, os novos arranjos familiares e as novas modalidades de consumo no mercado de pets. Também pretende-se analisar a evolução da balança comercial de rações para animais domésticos e a sua participação no agronegócio. Para atingir esses objetivos, foram estimadas as elasticidades-renda, as razões e curvas de concentrações dos gastos com pets, além de realizadas estimativas com o modelo Tobit. As fontes de dados utilizadas incluem a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, bem como informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) de 2002 a 2024. Os resultados mostraram uma tendência de constituição de famílias cada vez menores, mas com uma maior presença de gastos dedicados a animais de estimação. O percentual de famílias que realizaram algum gasto com pet passou de 11,72%, em 2002-2003, para 30,27%, em 2017-2018. Observou-se que, de 2002- 2003 a 2017-2018, além do aumento dos gastos com ração, saúde e higiene, novas despesas surgiram, como plano de saúde e hospedagem para animais. Além disso, dependendo do poder aquisitivo dos tutores, essas despesas tornaram-se cada vez mais significativas nas despesas mensais das famílias. Esses dados estão alinhados ao fato de o Brasil ser o terceiro país mais populoso, em número de animais de estimação. Devido à importância que os pets têm no lar, os tutores priorizaram o bem-estar de seus animais, o que resultou em um aumento nos gastos com eles. Os resultados da regressão Tobit tipo 1 indicaram que a presença de crianças com menos de dois anos e de idoso, no arranjo familiar, impactou negativamente os gastos com pets. Em contrapartida, o nível de escolaridade e a renda foram os maiores determinantes para o aumento dessas despesas. O valor das exportações de rações para animais domésticos passou de US$ 320,54 milhões, em 2020, para US$ 502,73 milhões, em 2024. Quase metade dos valores das exportações brasileira fizeram parte do agronegócio, e as rações para animais domésticos representaram cerca de 0,31% do agronegócio nacional.This study aims to analyze the behavior of pet-related expenses in response to changes in income and population habits. Specifically, it seeks to examine the relationship between the growth of this segment, new family arrangements, and emerging consumption patterns in the pet market. Additionally, it aims to assess the evolution of the trade balance for pet food and its role in agribusiness. To achieve these objectives, income elasticities, concentration ratios, and concentration curves for pet-related expenses were estimated, along with Tobit model analyses. The data sources include the Household Budget Survey (POF/IBGE) from 20022003, 2008 2009, and 20172018, as well as information from the Ministry of Industry, Foreign Trade, and Services (MDIC) covering the period from 2002 to 2024.The results indicate a trend toward smaller families, accompanied by an increasing share of expenditures dedicated to pets. The percentage of families reporting pet-related expenses rose from 11.72% in 20022003 to 30.27% in 20172018. Between these periods, in addition to increased spending on pet food, health, and hygiene, new expenditures emerged, such as pet insurance and boarding services. Furthermore, depending on pet owners\' purchasing power, these expenses became increasingly significant within household budgets. These findings align with the fact that Brazil ranks as the third most pet-populous country. Given the importance of pets in the home, owners have prioritized their well-being, leading to increased spending on pet-related goods and services. The Type 1 Tobit regression results indicate that the presence of children under two years old and elderly individuals in the household negatively impacted pet-related expenditures. Conversely, education level and income were the strongest determinants of increased spending. The value of pet food exports rose from USD 320.54 million in 2020 to USD 502.73 million in 2024. Nearly half of Brazils total exports were linked to agribusiness, with pet food accounting for approximately 0.31% of the national agribusiness sector.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHoffmann, RodolfoSatel, Clécia Ivânia Rosa2025-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-05082025-084345/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-06T19:23:02Zoai:teses.usp.br:tde-05082025-084345Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-06T19:23:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Este trabalho tem como objetivo principal analisar o comportamento das despesas com animais de estimação diante de mudanças na renda e de hábitos da população. Especificamente, busca-se verificar se há relação entre o crescimento desse segmento, os novos arranjos familiares e as novas modalidades de consumo no mercado de pets. Também pretende-se analisar a evolução da balança comercial de rações para animais domésticos e a sua participação no agronegócio. Para atingir esses objetivos, foram estimadas as elasticidades-renda, as razões e curvas de concentrações dos gastos com pets, além de realizadas estimativas com o modelo Tobit. As fontes de dados utilizadas incluem a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, bem como informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) de 2002 a 2024. Os resultados mostraram uma tendência de constituição de famílias cada vez menores, mas com uma maior presença de gastos dedicados a animais de estimação. O percentual de famílias que realizaram algum gasto com pet passou de 11,72%, em 2002-2003, para 30,27%, em 2017-2018. Observou-se que, de 2002- 2003 a 2017-2018, além do aumento dos gastos com ração, saúde e higiene, novas despesas surgiram, como plano de saúde e hospedagem para animais. Além disso, dependendo do poder aquisitivo dos tutores, essas despesas tornaram-se cada vez mais significativas nas despesas mensais das famílias. Esses dados estão alinhados ao fato de o Brasil ser o terceiro país mais populoso, em número de animais de estimação. Devido à importância que os pets têm no lar, os tutores priorizaram o bem-estar de seus animais, o que resultou em um aumento nos gastos com eles. Os resultados da regressão Tobit tipo 1 indicaram que a presença de crianças com menos de dois anos e de idoso, no arranjo familiar, impactou negativamente os gastos com pets. Em contrapartida, o nível de escolaridade e a renda foram os maiores determinantes para o aumento dessas despesas. O valor das exportações de rações para animais domésticos passou de US$ 320,54 milhões, em 2020, para US$ 502,73 milhões, em 2024. Quase metade dos valores das exportações brasileira fizeram parte do agronegócio, e as rações para animais domésticos representaram cerca de 0,31% do agronegócio nacional. |
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