Relação entre estado nutricional ao nascer e excesso de peso corporal em jovens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Bismarck-Nasr, Elizabeth Maria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-30112021-235150/
Resumo: Considerando a dificuldade e o elevado custo para o tratamento da obesidade, a identificação precoce de fatores de risco modificáveis mostra-se fundamental para sua prevenção, incluindo, entre eles, o inadequado crescimento intra-uterino. Objetivo: Verificar a relação entre estado nutricional ao nascer e excesso de peso corporal atual em indivíduos de 14 a 23 anos de idade. Métodos: Participaram deste estudo 300 indivíduos com média de idade de 15,2 (1,4) anos. Informações sobre o estado nutricional ao nascer foram coletadas no cartão da maternidade. Para a classificação do estado nutricional ao nascer utilizou-se o índice peso ao nascer por idade gestacional e o índice ponderal (IP) e, para a atual, o índice de massa corporal, a circunferência da cintura e os resultados obtidos pelo exame de bioimpedância Resultados: O inadequado estado nutricional ao nascer apontou para comportamentos diferentes segundo sexo. Verificou-se diferença estatisticamente significativa entre os meninos de maior IP e prevalência de sobrepeso (p= 0,05) e excesso de gordura na região abdominal (p= 0,04); entre os meninos GIG e quantidade de massa muscular (p= 0,01) e, entre as meninas de maior IP e reduzido conteúdo de massa muscular (p= 0,01). Conclusão: Apesar do reduzido poder estatístico do estudo, pode-se sugerir que os indivíduos pertencentes aos extremos de peso ao nascer segundo idade gestacional e de índice ponderal, enquadram-se em uma categoria de risco para o desenvolvimento de excesso de peso corporal no futuro, sendo que esta relação mostrou-se mais evidente para o sexo masculino.
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