Avaliação das atividades anticrotálica e antitumoral das frações do extrato aquoso da planta Tabernaemontana catharinensis A. DC. (Apocynaceae)
| Ano de defesa: | 1999 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60131/tde-31012025-133853/ |
Resumo: | No Brasil, cerca de 20.000 acidentes ofídicos ocorrem por ano em humanos, dos quais 10% são causados pela espécie Crotalus durissus. A elevada mortalidade da peçonha de Crotalus durisus terrificus é devido a crotoxina que atua na junção neuromuscular, inibindo o mecanismo mediador de liberação de acetilcolina (Ach), levando às paralisias motora e respiratória, e conseqüentemente à morte do animal. A busca de antídotos contra picadas de serpentes a partir de plantas usadas na medicina folclórica tem sido estudada e a veracidade da ação farmacológica de algumas espécies no Brasil tem sido investigada. Foi demonstrado que o extrato aquoso de Tabernaemontana catharinensis A. DC. tem capacidade de inibir a atividade letal provocada pelo veneno de Crotalus durissus terrificus. O presente trabalho teve como objetivos fracionar o extrato aquoso bruto de Tabernaemontana catharinensis e avaliar a ação destas frações quanto às atividades anticrotálica e antitumoral. O fracionamento do extrato aquoso foi realizado em gel de Sephadex G-10, sendo obtidas 8 frações designadas de PI a PVIII as quais foram utilizadas nos ensaios de letalidade e de citotoxicidade. A DL50 (i.m., ratos Wistar, albinos, machos, peso entre 90 a 110g) da crotoxina no volume final de 100µL de solução salina foi de 100µg de proteína/100g rato/50µL ss (p<0,05 : 92,31 a 107,92µg proteína/100g rato/50µL ss). A dose de 2,0mg da fração PVII/100g rato/50µL ss injetada (i.m.) 20 segundos após o veneno e/ou crotoxina (50µL ss, i.m.) neutralizou a atividade letal de 2DL50 tanto do veneno como da crotoxina. A fração PI mostrou habilidade citotóxica de 66,25% sobre as células tumorais SK-BR-3 na concentração de 5,0mg/mL, a fração PVI 63,99% e 50,47% nas concentrações de 5,0 e 2,5mg/mL, respectivamente e a fração PVIII 68,10% e 50,57% nas concentrações de 5,0 e 2,5mg/mL, respectivamente. A análise da cromatografia em camada delgada demonstrou que as frações responsáveis pelas atividades antiofídica e antitumoral são distintas e que a fração responsável pela atividade antiofídica é diferente das frações com habilidade citotóxica. |
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Avaliação das atividades anticrotálica e antitumoral das frações do extrato aquoso da planta Tabernaemontana catharinensis A. DC. (Apocynaceae)Não informado.Atividade anticrotálicaAtividade antiofídicaCrotalus durissus terrificusNão informado.Tabernaemontana catharinensisNo Brasil, cerca de 20.000 acidentes ofídicos ocorrem por ano em humanos, dos quais 10% são causados pela espécie Crotalus durissus. A elevada mortalidade da peçonha de Crotalus durisus terrificus é devido a crotoxina que atua na junção neuromuscular, inibindo o mecanismo mediador de liberação de acetilcolina (Ach), levando às paralisias motora e respiratória, e conseqüentemente à morte do animal. A busca de antídotos contra picadas de serpentes a partir de plantas usadas na medicina folclórica tem sido estudada e a veracidade da ação farmacológica de algumas espécies no Brasil tem sido investigada. Foi demonstrado que o extrato aquoso de Tabernaemontana catharinensis A. DC. tem capacidade de inibir a atividade letal provocada pelo veneno de Crotalus durissus terrificus. O presente trabalho teve como objetivos fracionar o extrato aquoso bruto de Tabernaemontana catharinensis e avaliar a ação destas frações quanto às atividades anticrotálica e antitumoral. O fracionamento do extrato aquoso foi realizado em gel de Sephadex G-10, sendo obtidas 8 frações designadas de PI a PVIII as quais foram utilizadas nos ensaios de letalidade e de citotoxicidade. A DL50 (i.m., ratos Wistar, albinos, machos, peso entre 90 a 110g) da crotoxina no volume final de 100µL de solução salina foi de 100µg de proteína/100g rato/50µL ss (p<0,05 : 92,31 a 107,92µg proteína/100g rato/50µL ss). A dose de 2,0mg da fração PVII/100g rato/50µL ss injetada (i.m.) 20 segundos após o veneno e/ou crotoxina (50µL ss, i.m.) neutralizou a atividade letal de 2DL50 tanto do veneno como da crotoxina. A fração PI mostrou habilidade citotóxica de 66,25% sobre as células tumorais SK-BR-3 na concentração de 5,0mg/mL, a fração PVI 63,99% e 50,47% nas concentrações de 5,0 e 2,5mg/mL, respectivamente e a fração PVIII 68,10% e 50,57% nas concentrações de 5,0 e 2,5mg/mL, respectivamente. A análise da cromatografia em camada delgada demonstrou que as frações responsáveis pelas atividades antiofídica e antitumoral são distintas e que a fração responsável pela atividade antiofídica é diferente das frações com habilidade citotóxica.ln Brazil approximately 20,000 snakebites accidents occur per year in humans and 10% of them are caused by Crotalus durissus species. The high mortality caused by the venom of Crotalus durissus terrificus is attributed to crotoxin, which acts at the neuromuscular junction, inhibiting the release of acetylcholine and leading to motor and breathing arrest and consequently death of the animal. The search for antidotes against snakebites extracted from plants used in folcloric medicine has been studied and the veracity of the pharmacological action of some species has been investigated. lt was demonstrated that the aqueous extract of Tabernaemontana catharinensis A. DC. is able to inhibit the lethal activity evoked by the venom of Crotalus durissus terrificus. The present work aims to fractionate the crude aqueous extract of Tabernaemontana catharinensis and to assess the anticrotalic and antitumoral activities of the fractions found. The fractionating of the aqueous extract was performed using filtration chromatography in a Sephadex G-10, gel. Eight fractions were obtained, PI to PVIII, which were used in lethality and cytotoxicity assays. LD50 (i.m., wistar rats, albine, males, body weight ranging from 90 to 110g) of crotoxin in the final volume of 100µL of saline solution (ss) was 100µg of protein/100g rat/50µL ss (p<0.05) : 92.31 to 107.92µg of protein/100g rat/50µL ss. The dose of 2,0mg of PVII fraction/100g rat/50µL ss (i.m.) injected 20 seconds after the venom and/or crotoxin (50µL ss, i.m.) neutralized the lethal activity of 2LD50 of both the venom and crotoxin. PI fraction showed cytotoxic ability of 66.25% on the SK-BR-3 tumoral cells in the concentration of 5.0mg/mL, while PVI fraction 63.99% and 50.47% in the concentration of 5.0 and 2.5mg/mL, respectively. PVIII fraction also showed cytotoxic ability of 68.10% and 50.57% in the concentration of 5.0 and 2.5mg/mL, respectively. ln thin layer chromatography demonstrated that the fractions responsible for antivenom and antitumoral activities are different and that the fraction responsible for the antivenom activity is distinct from the fractions that present cytotoxic ability.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPVilela, SuelyAlmeida, Lucilene de1999-12-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60131/tde-31012025-133853/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-31T16:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-31012025-133853Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-31T16:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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