Sensibilidade de células tumorais de mama triplo-negativas dependentes de estrogênio ao galato de octila, um aditivo alimentar com propriedades antitumorais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Luis Francisco Borges da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-06022026-093027/
Resumo: O câncer de mama permanece entre as principais causas de mortalidade feminina no mundo, sendo o subtipo triplo-negativo (TNBC) um dos mais agressivos e de difícil tratamento, devido à sua baixa resposta às terapias convencionais. Nesse contexto, o Galato de Octila (OG), um éster lipofílico derivado do ácido gálico, vem se destacando por suas propriedades antiproliferativas, pró-apoptóticas e redox-modulatórias, configurando-se como uma possível alternativa terapêutica. Este estudo avaliou os efeitos do OG sobre as linhagens tumorais MCF7 (dependente de estrogênio) e HCC70 (triplo-negativa), além da linhagem epitelial mamária não tumoral HB4a. Foram empregados ensaios de viabilidade (MTT e RealTime-Glo), formação de colônias, produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), expressão gênica por qPCR, análises morfológicas (hematoxilina-eosina e imunofluorescência) e zimografia para atividade de metaloproteinases (MMPs). Os resultados mostraram que o OG reduziu a viabilidade celular de modo dose dependente, com maior sensibilidade na linhagem HCC70, indicando possível seletividade tumoral. Também foi observada elevação na produção de EROs, principalmente nas células triplo-negativas, o que reforça a atuação pró-oxidante do composto. Alterações morfológicas características de apoptose, como retração celular e desorganização do citoesqueleto de actina, foram evidentes nas células tratadas. A análise de expressão gênica revelou modulação de genes envolvidos em estresse oxidativo (NOX1, NOX2, NOX4), apoptose (BIRC5) e remodelação da matriz extracelular (MMPs e TIMPs). Observou-se superexpressão dos genes da família NOX e de TIMP1/2 nas linhagens tumorais, enquanto BIRC5, relacionado à sobrevivência celular, foi reprimido. Na HCC70, a atividade enzimática da MMP-2 foi aumentada, ao passo que na MCF7 essa atividade foi inibida, apesar da elevação na expressão gênica, sugerindo regulação pós-transcricional por inibidores endógenos (TIMPs). Além disso, o OG foi capaz de inibir quase totalmente a formação de colônias em ambas as linhagens tumorais, reforçando sua ação antiproliferativa. As análises morfológicas confirmaram que os efeitos do tratamento foram mais acentuados nas células tumorais, com menor impacto sobre a linhagem não tumoral, o que reforça seu potencial seletivo. Em síntese, o Galato de Octila demonstrou efeito citotóxico seletivo sobre células de câncer de mama, especialmente no subtipo triplo-negativo, atuando por mecanismos que envolvem o aumento do estresse oxidativo, indução de apoptose e modulação da matriz extracelular. Esses resultados reforçam o potencial terapêutico do composto, embora sejam necessários estudos complementares, especialmente in vivo, para confirmar sua eficácia e segurança.
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Este estudo avaliou os efeitos do OG sobre as linhagens tumorais MCF7 (dependente de estrogênio) e HCC70 (triplo-negativa), além da linhagem epitelial mamária não tumoral HB4a. Foram empregados ensaios de viabilidade (MTT e RealTime-Glo), formação de colônias, produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), expressão gênica por qPCR, análises morfológicas (hematoxilina-eosina e imunofluorescência) e zimografia para atividade de metaloproteinases (MMPs). Os resultados mostraram que o OG reduziu a viabilidade celular de modo dose dependente, com maior sensibilidade na linhagem HCC70, indicando possível seletividade tumoral. Também foi observada elevação na produção de EROs, principalmente nas células triplo-negativas, o que reforça a atuação pró-oxidante do composto. Alterações morfológicas características de apoptose, como retração celular e desorganização do citoesqueleto de actina, foram evidentes nas células tratadas. A análise de expressão gênica revelou modulação de genes envolvidos em estresse oxidativo (NOX1, NOX2, NOX4), apoptose (BIRC5) e remodelação da matriz extracelular (MMPs e TIMPs). Observou-se superexpressão dos genes da família NOX e de TIMP1/2 nas linhagens tumorais, enquanto BIRC5, relacionado à sobrevivência celular, foi reprimido. Na HCC70, a atividade enzimática da MMP-2 foi aumentada, ao passo que na MCF7 essa atividade foi inibida, apesar da elevação na expressão gênica, sugerindo regulação pós-transcricional por inibidores endógenos (TIMPs). Além disso, o OG foi capaz de inibir quase totalmente a formação de colônias em ambas as linhagens tumorais, reforçando sua ação antiproliferativa. As análises morfológicas confirmaram que os efeitos do tratamento foram mais acentuados nas células tumorais, com menor impacto sobre a linhagem não tumoral, o que reforça seu potencial seletivo. Em síntese, o Galato de Octila demonstrou efeito citotóxico seletivo sobre células de câncer de mama, especialmente no subtipo triplo-negativo, atuando por mecanismos que envolvem o aumento do estresse oxidativo, indução de apoptose e modulação da matriz extracelular. Esses resultados reforçam o potencial terapêutico do composto, embora sejam necessários estudos complementares, especialmente in vivo, para confirmar sua eficácia e segurança.Breast cancer remains one of the leading causes of cancer-related mortality among women worldwide, with the triple-negative subtype (TNBC) standing out as one of the most aggressive and difficult to treat due to its poor response to conventional therapies. In this context, octyl gallate (OG), a lipophilic ester derived from gallic acid, has emerged as a promising compound due to its antiproliferative, pro-apoptotic, and redox-modulatory properties, positioning it as a potential therapeutic alternative. This study evaluated the effects of OG on the estrogen-dependent MCF7 and triple-negative HCC70 breast cancer cell lines, as well as the non-tumorigenic mammary epithelial line HB4a. The experimental approaches included cell viability assays (MTT and RealTime-Glo), colony formation, reactive oxygen species (ROS) production, gene expression analysis by qPCR, morphological evaluations (hematoxylin-eosin staining and immunofluorescence), and gelatin zymography to assess matrix metalloproteinase (MMP) activity. The results demonstrated a dose-dependent reduction in cell viability, with the HCC70 line exhibiting higher sensitivity, suggesting potential tumor selectivity. ROS levels were significantly increased, particularly in TNBC cells, reinforcing the pro-oxidant role of the compound. Morphological changes consistent with apoptosis, such as cell shrinkage and cytoskeletal disorganization, were clearly observed in OG-treated cells. Gene expression analysis revealed modulation of pathways related to oxidative stress (NOX1, NOX2, NOX4), apoptosis (BIRC5), and extracellular matrix remodeling (MMPs and TIMPs). Notably, genes from the NOX family and TIMP1/2 were upregulated in tumor cell lines, whereas BIRC5, a gene associated with cell survival, was downregulated. In HCC70 cells, MMP-2 enzymatic activity was enhanced, while in MCF7 cells, activity was inhibited despite increased gene expression, suggesting post-transcriptional regulation by endogenous inhibitors (TIMPs). Moreover, OG nearly abolished colony formation in both tumor cell lines, reinforcing its antiproliferative effects. Morphological analyses confirmed that the impact of treatment was more pronounced in tumor cells, with minimal effects on the non-tumorigenic line, supporting the compounds potential selectivity. In summary, octyl gallate exhibited selective cytotoxic effects on breast cancer cells, particularly in the triple-negative subtype, acting through mechanisms involving oxidative stress induction, apoptosis activation, and modulation of the extracellular matrix. These findings highlight the compounds therapeutic potential, although further studies, especially in vivo, are needed to confirm its efficacy and safetyBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP2025-10-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-06022026-093027/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccessSilva, Luis Francisco Borges dapor2026-02-23T18:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-06022026-093027Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-23T18:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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