Saber e ideário no planejamento urbano: os planos da Belo Horizonte do último quartel do século XX

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Ferreira, Maria das Graças
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-21022025-142453/
Resumo: Esta é uma tese sobre a história recente do planejamento urbano. Partiu da indagação sobre as incoerências entre os resultados da ação planejadora e seus objetivos explicitados. Os textos das políticas, planos e leis prometem justiça, eqüidade, bem-estar e qualidade de vida, mas seus resultados não lhes têm correspondência. Discute-se o argumento, conforme o qual as interdições às propostas inovadoras decorrem dos conflitos de interesses característicos da dinâmica de produção da cidade. Muitas vezes, os instrumentos e mecanismos propostos, pelo seu teor, evidenciado pela análise da sua implementação, não levariam à consecução dos objetivos definidos. Revela-se o paradoxo entre o prometido e o proposto. A incoerência é anterior à implementação, sendo interna ao processo de planejamento. Demonstra-se que os resultados do planejamento tendem a estar de acordo com o projeto social. Não sendo esse projeto explicitado, surge o mito - no senso comum e ainda no meio profissional - conforme o qual os problemas urbanos decorrem da falta de planejamento. Há momentos em que tal ideia se fortalece, transforma-se em bandeira de profissionais e políticos, numa aliança calcada nos seus respectivos projetos. Como referência empírica selecionou-se a experiência de Belo Horizonte/MG, exemplo de cidade nova do final do séc. XIX, enfatizando-se o estudo dos últimos 25 anos do séc. XX. Trabalha-se com um plano e uma lei aprovados em 1976, buscando-se aí verificar a coerência interna|entre discurso e proposições, bem como identificar indícios do saber e do ideário então prevalecentes. A implementação desses planos conforme o proposto evidencia que a ideia de plano e lei como panacéia não passa de mito.
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